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A Noite dos Espíritos tinha uma gama de opções de atividades e afazeres para os semideuses, praticamente todos pareciam estar se divertindo no local. Até mesmo Noelle estava aproveitando a tradicional festa para relaxar um pouco. Contudo, em certo momento da noite, a francesa se afastou de onde as pessoas estavam se divertindo e se dirigiu para um local mais isolado próximo a fogueira. Tecnicamente a fogueira tinha sido colocada para que os semideuses e semideusas pudessem fazer oferenda aos mortos, mas Noelle utilizou um breve momento para fazer uma oferenda à sua família, pedindo proteção a eles. Por mais que não estivessem mortos, a francesa queria encontrar alguma forma de fazer uma homenagem mesmo que singela. “… Vocês vivem para sempre em meu coração, je vous aime”, finalizou, tentando conter as lágrimas. Independente dos anos que se passavam a dor da maldição que carregava não diminuía, na verdade, parecia aumentar cada vez mais. A francesa estava claramente emotiva e quando percebeu a presença de Tyran Doherty, filho de Morrigan, fez questão de enxugar as lágrimas e de adotar uma postura mais firme. “Qual é seu problema? Nunca te ensinaram que é grosseria ficar espionando os outros?”, falou em um tom mais agressivo. Baudelaire não fazia questão de esconder a rixa que tinha com os filhos de Morrigan por conta da maldição que a deusa tinha lançado, embora a prole da deusa não tivesse culpa de nada para Noelle era mais fácil responsabilizar eles pelo ato impiedoso com a deusa. A francesa não sabia dizer quando Tyran tinha chegado ou se ele tinha escutado o discurso intimista que tinha feito ao oferecer a oferenda, mas a mera possibilidade dele ter ouvido tudo já era o suficiente para irritá-la. “Espero que você esteja se divertindo ao acompanhar de camarote as consequências da maldição que sua querida mamãe lançou”.












