Uma das passagens mais significativas neste assunto da Divindade de Cristo é sem duvida Filipenses 2:5-11, aquela que o Apostolo Paulo apresenta a humilhação de Cristo ao morrer na cruz e sua subsequente exaltação. Paulo começa dizendo:
“...Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai...” (Fp.2:5-11 NVI).
Gostaria que considerássemos apenas os verbetes “SENDO”, “FORMA DE DEUS” e “SER IGUAL A DEUS”.
1 - A palavra “SENDO” é um particípio ativo e a noção do tempo não intervém e permite-nos traduzir por “EXISTINDO”. Esta palavra sugere a existência eterna de Jesus, e somente isto já nos traz ao entendimento o aspecto da sua Divindade.
2 - A segunda expressão Ele que gostaria que considerássemos é “EM FORMA DE DEUS”. A palavra “forma” é da raiz grega morfe (MORFE). No nosso idioma “FORMA” indica aparência externa das coisas, porém a palavra morfe (MORFE) não se refere a aparência externa, mais sim, a “essência da vida interior”. Morfe (MORFE) indica a natureza e o caráter que descreve ou apresenta o ser a quem pertence. É por isto que este versículo é uma declaração irrefutável da Divindade de Cristo. Se o Senhor Jesus “estava existindo” em morfe (MORFE) de Deus, é porque Ele é Deus, já que somente Deus pode possuir qualidades intrínsecas da divindade.
3 - Por ultimo, a expressão “IGUAL A DEUS” denota que Cristo possui a mesma natureza divina que o Pai possui, e portanto, Ele pode ser chamado Deus, igualmente que o Pai.