Eu iria passar com a minha família adotiva, mas achei melhor vir pra cá e curtir com a galera. Deixar 2016 pra lá, e comemorar 2017. Mas por que a pergunta?

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Eu iria passar com a minha família adotiva, mas achei melhor vir pra cá e curtir com a galera. Deixar 2016 pra lá, e comemorar 2017. Mas por que a pergunta?
Pecado é lhe deixar de molho | #Juno
@thing1-juja
O combinado era que Bruno passasse o ano novo com seu irmão e seu cunhado na Avenida Paulista junto com outras pessoas que eram amigos em comum dos três. Porém, Tito cancelara minutos antes de confirmarem mesmo que iriam. Bruno até entendeu, porque Tito tinha conversado com ele que estava meio arrependido de não ter falado nada com o namorado sobre os trabalhos sociais. Até que Julia escrevera uma mensagem pra ele no whatsapp convidando-o para a festa na casa dela. Bruno que já estava arrumado faz um tempo aceitara, e então fora pra lá. Ele foi dirigindo, mas não sabia como voltaria, porque nunca negava um vinhozinho. Chegando lá falara com uma rapaziada conhecida e encontrara Julia comendo. - Oi? - O rapaz sem jeito a cumprimentou.
Isn't it a bliss tell me, right now? || #Benito
@benioliveira
“Faça valer a pena não ter ido pro Rio passar o Ano Novo com meus parentes! Eu não tô chateado, prometo, mas queria te apresentar pra todo mundo lá, poxa!” Tito se achegara por trás abraçando e dando mordiscadas no rapaz que estava trocando de roupa, pois iriam curtir com os amigos na Avenida Paulista. Ia uma galera enorme, o pessoal conhecido de Beni e alguns amigos de Tito. A cada palavra dita era uma mordidinha em partes de Bernardo como pescoço, orelha e ombros. Tito não estava tão a fim de ir para lá, mas o faria pelo namorado. Como seria a primeira passagem de ano dos dois juntos como namorados, ele achou melhor fazer algo na qual os dois pudessem se divertir melhor. E em casa, sozinhos, seria a melhor opção. Tito tinha já até cancelado com o irmão de se encontrar antes das três, dizendo que só iria sair depois desse horário. “Não to muito a fim de ir com a galera não, queria passar apenas com você!” Começou uma sessão de beijos no pescoço de Beni. “Espero que entenda a mensagem!” Sua voz soava num sussurro.
Insta @jaynerodriguez: Look da virada. #LoveWins #Feliz2017
Happy new year | POV
A primeira coisa que viu quando chegou na Av. Paulista foi a grande quantidade de pessoas e detalhes. Branco era a cor predominante nesse lugar, quase como se fossem vários pontos de luz que encadeassem sua vista, mas a alegria era contagiante. Crianças pequenas corriam em direção aos seus pais; um casal de homens dava um selinho num canto, ambos com um sorriso no rosto e um olhar apaixonado; meninas soltavam gritinhos enquanto mexiam em seus telefones ao mostrarem algo impressionante na tela; alguns jovens andavam de skate pela rua já cheia de gente. Jayne respirou fundo e segurou com firmeza a mão de Mandy. Olhou fundo em seus olhos e deu um sorriso, unido a um pequeno suspiro de alívio.
Era a primeira vez que ela saia para romper o ano no meio de uma multidão assim. Quando era mais jovem, Jayne era obrigada a romper ano com sua mãe na igreja. Por ser uma mulher tradicional e religiosa, usava da chantagem emocional para convencer suas duas filhas a irem com ela ao momento que, segundo ela mesma dizia, era uma passagem. E a família precisava estar unida nessa hora tão especial. Pensando bem, Jay realmente não se importava com isso. Ela gostava de ver o sorriso no rosto da mãe e de Julie quando o padre chegava ao zero na contagem regressiva. Elas gritavam e se abraçavam, desejando feliz ano novo uma a outra. Isso mudou quando Jayne saiu de casa. Quando foi morar em São Paulo, ela sempre rompia de ano sozinha. Até preferia a sair com vários desconhecidos e gritar uma falsidade para amigos inexistentes.
Enquanto andava pela avenida, cumprimentou alguns dos professores que conhecia da universidade e observou alguns alunos que conhecia de sala de aula andando com seus familiares e amigos. Alguns foram dar uma abraço nela e cumprimentaram Mandy. Marcelo chegou até a sussurrar em seu ouvido que Jayne tinha arrumado um ótimo partido e que não era para deixá-la escapar. Ela só conseguiu responder com um sorriso nervoso, parte porque não sabia o que dizer, parte porque não tinha se preparado para um comentário desse. Outros alunos passaram, mas uns fingiram nem conhecê-la, enquanto outros ainda a olharam de cara feia; como se tivessem visto algo que fizesse seu estômago embrulhar. Algo repugnante.
Será que é pelo fato de eu ser... começou a pensar, mas se repreendeu logo. Às vezes tinha a impressão que tudo o que acontecia de ruim em relação a alguma outra pessoa, como na forma de tratamento, era pelo preconceito. Às vezes sentia que quando andava na rua, as pessoas a olhavam percebendo que ela era um crime, um erro da natureza. Jay sempre tentava tirar isso da cabeça; muitas vezes até Mandy afirmava ser um tipo de paranoia, mas bastava um olhar estranho, uma palavra maldosa, um único comentário de alguém aleatório para começar a fazê-la sentir-se assim. Ela tentava evitar, mas esse sentimento acabava sendo mais forte. Muitas vezes acabava pensando “Eu não sou uma aberração. Olha só para mim. Eu sou uma pessoa. E estou machucada”. Mas mesmo tentando, esses pensamentos não eram suficientes. Não era tão comuns, mas eram igualmente dolorosos.
Sentiu uma pequena pressão na mão e percebeu que era Mandy que a segurava com mais força, como que tentando chamar sua atenção. Seu olhar levemente preocupado investigava sua expressão na tentativa de descobrir se havia algo errado. Seu olhar demonstrava um amor que Jayne nunca conseguiria encontrar em lugar nenhum. Todas as vezes que estava mal, todas as vezes eu duvidava de si mesma e achava que não era boa o suficiente, bastava olhar para Mandy, se perder em seus olhos. Então ela ficaria bem novo. Mandy era aquela pessoa. Era o seu remédio.
“Ei, está tudo bem?” perguntou Mandy, fazendo um leve beicinho. A mão livre dela passou pelas costas de Jayne, com cuidado para não derramar o champanhe. Jay assentiu, demonstrando um sorriso, um verdadeiro, enquanto trazia o seu próprio copo aos lábios e tomava um gole do liquido que tinha lá dentro. E realmente estava. Desde que Mandy estivesse ali, tudo estaria bem.
Conferiu seu relógio e percebeu que a hora estava se aproximando. Faltavam exatos 1 minuto e 36 segundos até a virada do ano. Olhou com um sorriso para a namorada e respirou fundo, sentindo a excitação daquele ano que estava para chegar e que, com certeza, seria o melhor de suas vidas. Ela tinha Mandy, a vaga de professora numa das universidades mais conceituadas do país e era exatamente quem queria ser. Naquele momento sentiu que nada mais importava. Todas aquelas pessoas que gritavam aqueles nomes horríveis para ela e tentavam fazê-la sentir mal por ser autêntica pareciam perder o efeito que tinham sobre ela. Ela estava feliz.
De repente percebeu uma movimentação começar no meio da multidão. Ao longe umas pessoas começaram a gritar e pensou se já não teriam virado o ano. Confirmou no relógio que ainda faltavam 27 segundos e percebeu que as pessoas, na realidade, apenas tinham começado a fazer a contagem em voz alta. Viu que Mandy sorria e começara a gritar os números junto com as pessoas. Alguns segundos depois toda a multidão gritava em uníssono aquelas pequenas palavras que carregavam tamanho significado. Ela mesma se observou se juntar ao coral de vozes e entoar os números em ordem decrescente. 10... 9... 8... a multidão sorria e gritava, alguns de olhos fechados, 7... 6... 5... o sorriso de Mandy e sua felicidade contagiante enquanto abraçava Jayne o mais forte que podia, 4... 3... “Eu te amo”, pronunciou Jayne sendo respondida por Mandy com um outro “Eu te amo”, 2... 1... “Feliz ano novo!” gritaram as duas, aos risos, selando aquele ano que estava para começar e que seria o melhor das suas vidas, até então, com um beijo.
Mônica estava saindo de um dos bares da Roosevelt com duas garrafas na mão, que logo estavam bem guardadas na mochila. Assim que saiu do bar, não se preocupou em andar com passos largos, porque além do local estar movimentado por se tratar de uma região próxima a Paulista, ainda estava com a forte presença do sol e ela não tinha tanta pressa em chegar na avenida. Cantarolava qualquer música que fosse lembrando no caminho e assim que percebeu já estava na porta do metrô da Paulista. Uma grande quantidade de gente saia da boca do metrô indo em direção justamento a avenida, que certamente já encontrava-se lotada. Encostou na parede do lado de fora do metrô, pegou seu celular e verificou as mensagens, descobrindo que seus amigos já estavam no local que ocorreria o show, a morena suspirou e guardou o celular. Assim que saia do metrô viu alguém que jurava conhecer, ao menos tinha essa forte impressão, depois de alguns poucos segundos lembrou que se tratava de um aluno da USP —Hey! Caramba, tô vendo que vai ter uma galera do campus aqui, né?
Pois é né Brasil, eu mesma tenho um problema com réveillon e meu goticismo não me deixa passar ele de branco, então, estou sim passando de pretinho básico e eu vi que outras pessoas também estão passando, então... só aceita, amor.
some 2016. lucão @open
Lucas adorava festas de fim de ano, apesar de nunca poder passar com sua família, sua condição monetária não lhe dava abertura para vê-los com tanta frequência, todavia, não deixava isso abater sua animação de fim de ano. Já tardava as 21 horas, apesar da distancia ser pouca, ainda sim tinha que sair mais cedo de casa, além do mais, quase a cidade inteira iria para a Avenida Paulista.
Apesar da fortuna paga em uber, Lucas chegou por volta das dez horas na Avenida, já havia muitas pessoas bebendo, outras já estavam bem bêbadas, alguns se reencontravam e outros se abraçavam em confraternização. Saindo do carro, Lucas bateu a porta e tivera um encontrão com alguém que não imaginaria encontrar -- Você aqui? Achei que ia passar o réveillon com a sua família.