É a minha vida que está em jogo!
Ano passado foi o ano em que algumas cidades do nosso país decidiu criar uma intervenção na malha viária que priorizasse o transporte “público”. Criaram a faixa exclusiva e como já disse em outro momento, enquanto usuário do transporte, senti realmente uma melhoria, na questão que não passava mais tanto tempo em pé sufocada e pisoteada dentro do ônibus, realmente um alívio. No entanto, não resolve em absoluto todas as demandas que o trânsito e o transporte requer. Continua-se uma oferta realmente absurda da péssima qualidade do transporte “público” e esses continuam demorando 20, 30, 40 minutos para passar nas paradas. Além de não resolver, criou uma faixa de exclusão para os veículos de menor porte e menor velocidade.
Os ciclistas tem voltado a cena, tem deixado de serem invisíveis para ganhar protagonismo nas ruas da cidade. O ativismo tem colocado em pauta o essencial debate sobre uma nova cultura de mobilidade urbana que valorize a malha viária de forma diversa onde possamos ver as pessoas transitando ao contrário dos grandes congestionamentos nos centros urbanos.
O que vemos diante do caótico cenário da mobilidade urbana, são enormes obras para reestruturação de vias para que essas abarquem a demanda progressiva do uso dos carros. Obras com altos custos que tem garantia de dar conta do objetivo em no máximo 10, 20 anos. Ou seja, tem-e gastado um absurdo de dinheiro com obras que deverão ser refeitas a curto prazo para atender novas demandas. Em contrapartida se tem ideias de pouco gasto como a pintura de uma faixa exclusiva que nem se quer faz parte do código normativo de trânsito.
O que vimos fi alguns incidentes com os ciclistas que estavam sendo expulsos pelo motorista ou então levam a tal da fina educativa. O ciclista tem o direito de ocupar a faixa, tem o direito de transitar em qualquer via da malha viária sem sofrer qualquer tipo de violência pelos psicopatas dos motoristas. Essa loucura de corrermos dentro dos carros deve acabar. Não podemos mais reproduzir um comportamento tão nocivo que mata mais do que os números de guerra em qualquer parte do mundo. É inadmissível que continuemos matando!
O vídeo foi um retrato da ação dos Cicloativistas do Elefante que se propõe a ações diretas quando os órgãos públicos engasgam na burocracia e cretinice!












