Valenae, Goddess of Magic
Art by @denaesketch
Character design by @serayashadowharper
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Valenae, Goddess of Magic
Art by @denaesketch
Character design by @serayashadowharper
Valenae
Desde a tenra idade, Valenae se mostrava como uma das crianças mais ágeis da Cidade Estival (Feywild), filha de dois guerreiros, Savara, guerreira prezada por se destacar em vários combates contra criaturas problemáticas que tentaram outrora invadir a Cidade Estival e Elroreth, guerreiro obstinado que liderava tropas em expedições longas em missões. Ironicamente, Valenae passava mais tempo com o pai que trabalhava de maneira ocasional enquanto Savara era uma combatente constante nos arredores da cidade. Não demorou muito para que fosse vista como uma criança prodígio empunhando uma arma leve e com um arco atirando flechas em alvos improvisados ao lado de fora, ela passou a ter uma imensa dedicação para se tornar uma orgulhosa guerreira, assim como seus os pais, avós e ancestrais. A pequena eladrin admirava seus parentes. Por se demonstrar habilidosa com arcos ainda tão pequena, aos quarenta e dois anos ela conheceu o mentor de sua mãe, Yanvan e passou a ser instruída pelo Marechal que inseriu Valenae num árduo treinamento militar, aproveitando a motivação da pré-adolescente. Quase no fim de sua adolescência, aos noventa anos, ela concluiu o treinamento com seu mentor e se alistou como soldado no exército da cidade. Valenae recebeu uma proposta de sair numa expedição após servir sete anos na cidade, coincidindo - ou não - de ficar na mesma tropa que Elroreth liderava. Ela aceitou e seguiu na sua primeira viagem para fora dos muros da cidade. Após alguns dias, numa noite fria de outono, a tropa foi surpreendida por um ataque de bruxas que vagueavam na floresta e durante a imensa confusão, Elroreth optou em bater em retirada devido a quantidade de caídos e feridos como Valenae. O grupo se dispersou, seguindo numa direção anterior a que haviam seguido, mais ao norte, a eladrin atordoada correu para o leste. E em meio a uma clareira, silenciosa e graciosa, a lua atingia o auge do céu noturno azul e estrelado, alinhando sua luz no exato centro da clareira, Valenae continuou a maratona, derrubando sem querer o seu próprio elmo e ultrapassando um portal que havia surgido na clareira, entrando e se perdendo na floresta do plano material. Ao perceber o que havia ocorrido, o inverno perdurou na eladrin. Tinha esperanças de retornar para casa, mas todas suas tentativas eram em vão, era minada cada vez mais com a enorme toxidade do plano material, não sentia que podia confiar nas palavras dos humanos que conseguiam se comunicar e nem sequer contar com o auxílio da espécie mais próxima, os imparciais elfos que viviam nas proximidades da floresta. Se sentindo deslocada e melancólica, durante onze anos Valenae vagou por várias terras em busca de ajuda, sem conseguir informações verdadeiras sobre portais para voltar a Feywild, ela se obrigou a realizar serviços que começavam a parecer questionáveis e aprender a linguagem comum que as criaturas dali compartilhavam. Com muito pesar e desgastada pelos seres naquela terra, a melhor opção que a eladrin havia encontrado para tentar se reconfortar era o terrível conformismo, completamente oposto a sua natureza, envenenou a sua própria essência para aplacar sua fé e não criar mais tantas expectativas. As feridas se tornaram cicatrizes ao longo de quatorze anos e ela retomou a sua personalidade e humor variável ao longo dos meses. Mesmo que seja bem mais desconfiada com novas tarefas e pessoas agora, ela não hesita em ajudar quem necessita e nem de realizar aquilo que considera bom e justo, principalmente com suas afeições.