Certa vez, trabalhei em uma instituição religiosa. Confessional. Iludido, esperei uma certa pureza por parte dela, seja com seus clientes e/ou funcionários. Não encontrei... Então esperei, também inocentemente, que ela tivesse um pouco mais de pureza e empatia que outras empresas seculares. Mais uma vez, me enganei... Então, conheci a esposa de um funcionário de alta patente. Que até então ficou incumbida de supervisionar nossas atividades. Falou tanto de Deus, de Bíblia, de Jesus, até me recordo que ela mencionou a história do rei Naamã e o testemunho da serva sem nome. Pensei: "caraca, que mulher espirituosa." Mas algo me incomodava... O porte, a forma como olhava, gesticulava, não dava espaço ou receptividade ao diálogo. Até que ela fez algumas exigências que achei demais para a equipe. E... Sim. Eu discordei. Foi suficiente para todo aquele ar espiritual, emocionado, de versos e histórias decorados, desaparecer. Impôs que faríamos o serviço. Porque alguém já tinha conseguido a façanha. Tentei questionar mas... Sim, ela me interrompeu. Arrogância... Um dos defeitos que levou o país Moabe, povo egoísta, orgulhoso e arrogante, ao ostracismo (Is 16). Por que estas características estão cada vez mais profundas naqueles que se identificam como cristãos? Por que se preencher de arrogância e não de empatia em relação aos seus próximos. Não à toa, aquele adágio popular está começando a fazer muito sentido e se tornando real: "Jesus Cristo é um cara legal. O que estraga é o fã clube."