Talvez não seja nessa vida ainda, mas quem sabe na próxima eu tenha a chance de orgulhar a quem queria tanto se orgulhar um dia de mim. Assim, talvez, tudo seria diferente. As vezes me permito acreditar que não era pra eu estar aqui, que o eu de agora não deveria existir a muito tempo, mas quem sou eu pra dizer isso a não ser essa agonia que fica dentro de mim querendo de qualquer forma poder se expor, poder sair, poder me deixar. Impossível talvez seja a resposta pra essa agonia que insiste em insistir a não me deixar jamais.
Durmo com lágrimas nos olhos, basicamente toda noite que se passa em minha vida. Já que meu dia nunca é tão ensolarado quanto deveria ser, porque a minha noite não pode ser tão escura quanto? Óbvio! Eu queria poder gritar ao mundo, queria poder tirar o que tem dentro de mim, o que está preso e eu não consigo tirar.. Essa vontade absurda de sumir e de não existir me corrói e me destrói aos poucos, mas quem sou eu pra controlar essa agonia inteira? Eu não sou ninguém além dos meus defeitos, eu não sou nada além dos meus erros, eu nunca serei alguém além dos meus atos.
Penso sim em desistir, penso em sim em não querer mais, penso sim que a vida de muitos seria bem melhor sem a minha por perto, mas ai eu lembro de uma vida que vai precisar muito da minha no futuro. De uma vida que vai ser a minha sombra daqui pra frente, uma vida que em apenas três anos pôde me ensinar e me mostrar muita coisa. Agora preciso mostrar a essa pequena vida que irá me seguir por bastante tempo, que não se pode desistir fácil das coisas, que não se deve desistir nunca de algo. Por mais difícil que seja, não se deve desistir, mas sempre insistir, sempre ter onde ir e sempre correr atrás de tudo.. Pois aquela dificuldade vai dizer quem será você quando crescer.
Aliais: quem somos nós além de nossos atos?