drenagem de resíduos
ando distraído, com os pássaros invisíveis
vejo o ar que respiro, partículas que particularmente não distingo
percebo os pares que caminham sem se falar e olham para baixo
surpreendo-me com quanto faltam, como existem sem existir
simplificando interpretações como quem não tem conhecimento
atenuando dores que não senti
são como flores que colho sem raízes que morrem após vê-la sorrir
quero ter a sorte de saber onde posso i
são como talismã que protege o caminho errante que escolho
agarrando as nuvens particulares de gelo e água onde o vento juntou
ajuntou e rejuntou, são sobras de vapor que o mundo soltou
o sol que evaporou a fumaça que o homem soltou
sacrifícios eternos da mente que procura o invisível
acalma-se com a vista que vem de outro nível
traz uma desgraça que não tem nem sentido
alma que lava as bordas do espírito carregados de horror
são dias que passam que nem tem valor
as horas que perco pensando quem sou
valores tão falsos que chama de amor
das vidas que desconheço as raízes atreladas
carregam um peso que não me dizem nada
totalmente esqueço de quem não me agrada
até que ponto apareço na minha própria jornada?
são flashs que passam que piscam e mais nada
totalmente perdido e não há quem encontre
são subníveis de viagens interiores
adentrando uma espécie de carne que apodrece lentamente
caindo aos pedaços trazendo o sujo que guardei a muito tempo.











