"Fairy tales are more than true: not because they tell us that dragons exist, but because they tell us that dragons can be beaten."
PROFILE DETAILS
Name: Vivienne Elise Wright. Place of birth: Stirling, Escócia. Age: Dezessete anos. Breed: Bruxa. Blood status: Muggleborn. Occupation: Sétimo ano, Ravenclaw. Extracurricular: Capitã e keeper do time de quidditch, Clube de Pôquer. Wand: Corniso, 24 cm e núcleo de pelo de unicórnio. É uma ótima varinha defensiva, embora temperamental. FC: Molly Quinn. Player: Tix.
INK AND PAPER
Quando Vivienne Wright diz que ama Quadribol desde o momento no qual nascera, muitos creem ser um exagero. Porém algumas poucas pessoas escolhidas por ela – aleatoriamente. Não é como se ela tivesse o hábito de guardar segredos acerca de sua vida – ouvem a história por detrás do dia de seu nascimento e, então, percebem que talvez haja alguma veracidade em suas palavras.
Era o primeiro jogo de Virgynia e ela fez questão de que seus pais estivessem presentes. Tinha onze anos e não podia ainda defender a honra dos filhos de Rowena Ravenclaw, porém nada impedia os primeiranistas de realizar seus jogos particulares durante os recessos das aulas. Algum amigo havia cedido o jardim dos fundos de sua casa para ser usado como campo e cada qual levara sua vassoura. Não haviam proteções, porém a primogênita dos Wright acreditava que assim seria mais emocionante. A possibilidade de se machucar deixava sua adrenalina a mil e a ideia de orgulhar seus pais carregava seu olhar na direção de sua grande família de cabelos vermelhos, instante após instante.
Verônica e Nicholas pouco conheciam e nada entendiam daquele jogo de quatro bolas, porém se ajeitavam nas arquibancadas improvisadas. Atrapalhavam-se em meio a Valentina e seu ornitorrinco de pelúcia – o coelho ficara velho demais e compraram-lhe um boneco novo, menos empoeirado –, ao carrinho duplo com os gêmeos que mal completavam seu primeiro ano de vida e à gigantesca barriga de Verônica Wright, que também comportava um casal de gêmeos de oito meses. Quem diria que teriam dois casais em um intervalo de pouco mais de um ano.
Os olhos de Virgynia corriam pelas arquibancadas em busca do sorriso reconfortante – ainda que preocupado – de sua mãe e dos olhos de orgulho de seu pai. Ela não soube ao certo quando o olhar da sra. Wright deixou de expressar interesse, mas foi necessário apenas um instante para que seu semblante deixasse com que percebessem a dor que passara a sentir.
Um dos gêmeos passara a chutar com força e as contrações se tornaram constantes. O trabalho de parto lhe era bastante familiar – for Christ’s sake, ela havia tido experiências o bastante para saber do que se tratava – e quando a bolsa se rompeu por sobre seus pés, Verônica se agarrou ao braço de seu marido.
Nicholas não teve muito tempo para pensar. Parou o jogo em sua metade e apressou-se em direção ao carro, prestes a leva-la para o hospital mais próximo. Não havia tempo, porém. Um dos bebês parecia ansioso para sair e conhecer o mundo. Queria ver o que o esperava do lado de fora, queria jogar Quadribol com as outras crianças.
Vivienne nasceu em meio a um campo, rodeada por vassouras, bolas e um time de crianças a olhar de modo enojado, ainda que fascinado. Foi seguida por Marvin, um bebê quieto que mal chorou ao deixar o ventre. Compunham um paradoxo incrível entre berros e choros da parte da menina e o silêncio observador do garoto.
Um universo que mesclava a magia com o mundo trouxa a recebeu durante os anos que se seguiram. Vivienne sempre tivera um temperamento muito forte que fazia com que batesse de frente com os irmãos sempre que possível. Suas maiores discussões eram com Ginny, que se esforçava para respeitar a irmã mais nova, porém não conseguia aceitar os desacatos que lhe eram direcionados. Vivienne jamais disse em voz alta, mas admirava a responsabilidade e seriedade da irmã e apenas agia daquele modo por saber que jamais seria daquele modo.
Ela encontrou em Matthew sua inspiração, em Victoire sua companhia, em Valentina sua fuga e em Marcus suas risadas.
E em Marvin, sua metade.
Foram para Hogwarts assim que completaram seus onze anos e seguiram a tradição de sua família quando o chapéu puído e velho gritou para todo o salão que vestiriam as listras azuis e bronze. Em seu segundo ano, ela conseguiu uma posição no time e percebeu que se sentiria sempre em casa se seus irmãos estivessem por perto.
E onde houvesse Quadribol.
Afinal, ela amava o esporte desde que nascera.








