Localização: BEM-VINDAS À 76º EDIÇÃO DOS JOGOS VORAZES
Rylina tinha a vaga lembrança de abrir a porta com @hella-hofferson à tiracolo, as duas rindo de se acabar com a fantasia de um outro convidado. A mão ainda estava quente do contato, as bochechas doloridas do sorriso enorme, mas.... A escuridão a envolvia como um cobertor, os olhos tão arregalados quanto pires. E a sensação opressora, de estar subindo para algo grandioso demais. Tão enorme e absoluto que o poder a deixava diminuta, temerosa. Uma luz. Uma tampa arrastada para o lado mostrou um raio de sol e a luz forte cegou-lhe por um momento, mãos cobrindo o rosto para proteger. Vozes eram ouvidas, resmungos ecoavam de várias bocas e Hella... Hella estava ali. A visão se ajustou e por pouco, por muito pouco a aprendiz de Toothiana não virou adubo. A cornucópia brilhava num ponto distante do semicírculo de pessoas na mesma faixa etária. Eram em duplas, roupas combinando, e olhares ferozes dispensados à torto e direito. Rylina nem olhava o chão, não precisava quando conseguia ouvir o tictac suave do funcionamento. Lia aqui desmontaria a bomba em três tempos. O pensamento floresceu e morreu com a angústia, sua desvantagem óbvia destoando nos corpos esguios e atléticos. E de tão ignorável, ninguém ficava muito tempo a olhando. Hella. Os lábios torceram ao vê-la e seu foco cravou nos claros da irmã de coração. Não. Mover. Boom. Avisou, todo cuidado sendo pouco, contornando e exagerando as sílabas para a mensagem não se perderem no processo. E foi isso. Logo depois de terminar a mensagem que os números começaram a aparecer no céu dando início a contagem regressiva.
10. 9. 8. 7. 6. 5. 4. 3. 2. 1.
As mãos pressionaram os ouvidos antes do som ensurdecedor, seus pés pulando para grama e desatando numa corrida desembestada para a cornucópia. Sim, vocês leram direito. De temerosa, Rylina se tornou mais concentrada, os braços livres para ajudar no balanço do corpo até a maior das mochilas dispostas na entrada da maior armadilha do mundo.

















