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Cause I will never let you go, capitulo 12.
Narrador:
Perdoar o quer? Nem o pobre Arthur sabia... Perdoar um futuro melhor? Ou se perdoar? Era o que passava na cabeça dele naquele momento. Sim, ele não descartava a possibilidade de se perdoar, já que o modo que ele estava agindo não era um muito bom de seguir, só precisava de um pouco de calma em seus pensamentos, um pouco do amor que ele sente por Lua, um pouco de tudo que eles já viveram e ainda tem pra viver, precisava de uma atitude, de uma decisão tomada por ele. Só isso, uma atitude. Arrastou seus passos até a porta do quarto de Lua, tentou dar leves batidos na porta... Mais não conseguiu. O medo dominava-o. Olhou ao redor dos corredores e então percebeu que se ele não entrasse naquele quarto, se ele saísse e tomasse um rumo diferente ele ia se arrepender, ele ia ficar sozinho. E ele não queria. Lua chorava dentro do quarto, abraçada ao travesseiro de Arthur. As lagrimas em seu rosto formavam uma cachoeira, molhando todo pano que cobria o travesseiro, era a única opção que ela tinha naquele momento, chorar. Chorar porque o homem de sua vida não entendia a sua escolha, não apoiava a sua felicidade, o homem da sua vida estava prestes a colocar o casamento por água abaixo. E ela não queria. Arthur fitou a porta pela ultima vez e deu as costas, ele precisava falar com Lua e dizer que o amor que ele sentia é maior que qualquer coisa que venha acontecer em suas vidas, mais ele não o faria. Deu um passo pro rumo contrario e em um ato de segundo flashbacks passaram pela sua cabeça. Flashback on:
― Agora é a hora que você admite que sente algo por mim Blanco.
―Arthur cessou o beijo pra tirar sarro da cara dela, não poderia deixar passar.
― O quê? ―franziu o cenho sem entender nada.
― Eu já admitir que gosto de você Blanco, agora é a sua vez de dizer que sente o mesmo por mim ―se aproximou, adorava provocar.
― Você é idiota Arthur, muito idiota! ―Empurrou o seu peitoral e saiu pisando forte com aquela sua bota preta capaz de levar o chão, ou afunda-lo.
― Que pena que é dos idiotas que você gosta Lua. ―puxou ela pelo braço e a beijou.
Flashback of: Arthur deu meio volta e rapidamente abriu a porta do quarto, rapidamente pra não haver uma mudança de ideia da sua parte. Lua que antes chorava sobre a cama, olhou-o assustada enxugando as lagrimas. ― O que você esta fazendo aqui?
― Vim falar com você, e você vai me escutar. ―fechou a porta.
Cause I will never let you go, capitulo 11.
Arthur:
Chutei o centro que se encontrava na minha frente. ― QUE ÓDIO. QUE ÓDIO. ―Gritei tentando afastar aquela raiva de mim. ― EU QUE TE ODEIO LUA BLANCO, EU QUE TE ODEIO. ―Gritei mais uma vez tentando convencer mais a mim do que a ela. Eu a amo, e ela sabe disso. Sentei no sofá, apoiando a cabeça em minhas mãos, e bati a sola dos pés no chão, preciso pensar. Em um ato de impulso, quando me dei conta já estava na porta do quarto de Amy, olhando ela pela fresta da porta, ela estava encolhida na cama, abraçando o seu tão inseparável urso e fitava o teto.
― Oi. ―falei sem graça, entrando no quarto. ―Posso sentar ao seu lado?
― Acho que pode. ― olhou-me de canto, e então percebi o quanto seus olhos estavam vermelhos. Afastou um pouco para o lado, e eu sentei.
― Então, você estava fazendo o quer? ―passei a mão em seus cachos loiros.
― Estava pensando... ―entortou os lábios. ―Acho que não estou bem, estou chateada.
― Chateada?
― Sim. ―abaixou a cabeça.
― Esta chateada comigo? ―perguntei, e ela levantou o olhar de encontro ao meu, mais logo abaixou fitando o chão novamente. ―Esta chateada comigo? ―puxei o seu queixo fazendo ela me fitar.
― É. ―seus olhos brilhavam, indicando que ela estava prestes a chorar.
― Não, não chore meu anjo. ― puxei ela pro meu colo. ―Porque esta chateada?
― Você e mamãe brigaram vocês se odeiam... ―abraçou-me e então uma lagrima escorreu pelo seu rosto.
― Oh filha, a gente vai se acertar minha pequena, brigas de casais sempre acontecem, não fique triste conosco.
― Como vai se acertar? Vamos viajar amanhã papai, amanhã.
― Amanhã? ―perguntei surpreso. ―Quem lhe disse isso Amy?
― A mamãe arrumou as malas, vamos viajar amanhã papai...
― Eu... ―levantei, andando de um lado para o outro ―Não acredito nisso.
― Você não ama mais a gente não é? ―abraçou as perninhas e fitou o chão.
― Claro que eu amo filha ― se aproximei dela. ―Você e sua mãe são tudo na minha vida, tudo. ―ajoelhei a sua frente ficando do seu tamanho, ela sentada na cama me fitou, e então se pronunciou.
― Então perdoa a mamãe?
Não respondi, levantei-me e sair do quarto correndo, feito um louco, como se tivesse esquecido que morávamos na mesma casa.
Cause I will never let you go, capitulo 10.
Arthur:
Fui buscar Amy na escola e quando voltei fui direto pro quarto, tudo estava totalmente confuso na minha cabeça, ia explodir a qualquer momento. Mais agora estou confuso demais pra tomar qualquer decisão. Só não vou ficar trancado aqui nesse quarto, não mesmo. Sair do meu quarto e seguir para a sala, olhei ao redor, Lua não estava por ali, talvez ela saiu e não quis avisar, ou talvez já tenha ido pra Londres. Tá. Sei que foi ridículo esse meu pensamento, mais não tenho culpa de não poder comanda-los. Suspirei e cair sobre o sofá, fitando o teto, era a única coisa interessante que tinha pra fazer naquele momento. Sentir uma mãozinha acariciar os meus fios, me virei e vi que era a minha pequena, abriu um sorriso mostrando seus dentes brancos como as nuvens. Sentei- me e a puxei pro meu colo.
― Você estava aonde filha? –Olhei pra ela, distribuindo um beijo carinhoso em sua testa e a mesma sorriu.
― Na casa da titia Mel.
― Amy vem, vamos subir. Você ainda não tomou banho. E ainda temos que arrumar a mala. ―Lua disse, e então olhei pra ela, ela estava sentada no primeiro degrau da escada, fitando o chão.
― Mais eu quero ficar com meu pai. ―me abraçou, rodeando seus bracinhos em minha pernas.
― Amy... Vamos filha, eu já estou me cansando. ―suspirou.
― Ela não pode ficar comigo? Temos pouco tempo pra ficarmos juntos. ―me levantei e olhei Lua.
― Pouco tempo? ―perguntou, franzindo os cenhos.
― Sim Lua, cinco meses fora é muito tempo longe de uma pessoa que a gente ama.
― Ah, Arthur se você fosse...
― Ah, é mesmo... Você não sabe o que é isso, afinal, a pessoa que você ama, vai viajar junto com você não é Blanco? ―franzi os cenhos e a encarei.
― OLHA AQUI ARTHUR, EU NÃO VOU FICAR PEDINDO DESCULPAS PELA ESCOLHA QUE EU FIZ, POIS EU SEI QUE FUI CERTA, ATÉ ONTEM EU NÃO TINHA, MAIS AGORA EU TENHO UM FUTURO GARANTIDO, E É ISSO QUE EU QUERO, VOCÊ ACEITANDO OU NÃO TÁ ENTENDENDO? ―Ela se levantou e deu pequenos passos até mim.
― E QUEM DISSE QUE EU QUERO SUAS DESCULPAS? QUEM? VAI FAZER SEU TRABALHO LUA! FICA COM ELE, CASA COM ELE. VOCÊ NÃO MERECE MEU AMOR, VOCÊ NÃO MERECE NADA QUE EU FIZ POR VOCÊ DURANTE ESSES ANOS, DISSE QUE ME AMA E AGORA VAI ME ABANDONAR, QUE AMOR É ESSE?
― EU TE ODEIO! ―deu passos longos até mim, ficando próxima demais. Pensei em puxar ela e lhe dar um beijo, mais o pensamento sumiu quando sentir ela me esmurrar. ―TE ODEIO MUITO, SEU MESQUINHO. ― começou a estapear e eu tentava me defender com as mãos.
― PARA MAMÃE, NÃO BATE NO PAPAI, PARA! ―Amy pediu segurando nas pernas de Lua. Olhei pra Amy e ela tinha os olhos marejados.
― Ta vendo o que você faz? ―Lua me empurrou, pegou Amy no colo e saiu.
Cause I will never let you go, capitulo 9.
Lua:
Olhei pra ele, e suspirei. Sabia que não ia ser fácil se entender com ele mais eu precisava viajar sabendo que quando estivesse de volta, ele estaria aqui me esperando.
― Arthur, essa proposta que eu recebi vai mudar a nossa vida inteira, pra melhor. -Pausei.
― Já esta mudando Lua, e sinto muito lhe informar, é pra pior.
― Estou ganhando a chance de ser dona da agência, você sabe o quanto quero isso, e se acontecer eu vou estar realizada, isso é muito realizador pra mim Thur.
― Realizador Lua? Realizada? ― Ele ficou de pé, sua voz demonstrava indignação.
― SIM ARTHUR, SIM! OU VOCÊ NÃO QUER VER SUA MULHER REALIZADA?
― AINDA ONTEM, DEITADA SOBRE MEU PEITORAL, VOCÊ DISSE QUE EU LHE REALIZAVA, MAIS VOCÊ MUDA DE OPINIÃO MUITO RÁPIDO EM SENHORITA BLANCO? ― Levou as mãos ao alto, a ironia estava estampada em sua face.
― Arthur... Tenta me entender caramba. ― Sentir as lagrimas em meus olhos, eu odiava brigar com Arthur, odiava a possibilidade de perde-lo, simplesmente odiava.
― Sinto muito Lua, mais não consigo. ― Entortou os lábios.
― Eu te amo, você me ama.
― E? ― Franziu o cenho.
― E que pra mim isso basta.
― Mais pra mim não Lua, pra mim não.
― ARTHUR, QUER SABER? VOCÊ TÁ SE FAZENDO DE DIFÍCIL, TÁ TENTANDO COLOCAR EM MINHA CABEÇA QUE O ERRO FOI MEU, SOMENTE MEU, EU TÔ PENSANDO NA GENTE, MELHORAR NOSSA VIDA E VOCÊ TÁ AI, BRIGANDO POR CAUSA DISSO!
― PENSANDO NA GENTE? A AMY VAI COM VOCÊ, QUEM VAI FICAR SOBRANDO SOU EU LUA, SOU EU!
― ENTÃO É ISSO QUE TE INCOMODA? SE QUISER VAMOS TODOS JUNTOS.
― E DEIXAR AS RESPONSABILIDADES AQUI PRA QUEM? PRO FANTASMINHA? CLARO QUE NÃO LUA, VOU TER QUE FICAR AQUI.
― ENTÃO ARTHUR, ENTENDE ISSO.
― E A AMY? E O COLÉGIO?
― ISSO EU RESOLVO DEPOIS.
― VOCÊ SÓ PENSA EM VOCÊ LUA, E EU NÃO VOU DISCUTIR TÁ? NÃO VOU. -Abriu a porta e me deu passagem. ― SAI.
― Eu amo você, e você me ama e isso basta.Se fosse você Thur, eu ia te esperar, e ia te entender. ― Olhei pra ele, enxuguei a lagrima que já descia molhando a minha face, e sair.
Cause I will never let you go, capitulo 8.
Arthur:
Bati a porta do quarto e cair sobre a cama, fitando o teto.
Sinceramente eu não entendi a escolha da Lua, passar cinco meses fora? o que leva ela a escolher isso? Temos uma vida perfeita, desculpa ai mais temos a vida que todo casal queria ter, desculpa pela modéstia da minha parte, mais é isso ai. Temos uma filha linda, Lua trabalha em uma agência e ganha bem, não é proprietária mais tá quase lá. Eu trabalho na empresa do meu pai ganho como qualquer outro empregado ali, mais é meu trabalho, e dá pra sustentar mais cinco Amyzinhas que vier. Tá, desculpa. Não é pra tanto. Claro que temos aquelas briguinhas de casais apaixonados que tem que fingir se odiar só pra apimentar o casamento, mais eu e Lua não precisamos muito disso nosso amor sempre foi suficiente pra qualquer coisa que houvesse dentro da nossas vidas. Mais parece que o amor não foi suficiente, não mesmo.
Lua recebe uma proposta dessa de ir pra Londres, e aceita sem hesitar? Londres, a cidade dos apaixonados,hmmm...acho que é Londres mesmo. Isso não vem ao caso. Entendam meu ponto de vista, essa proposta foi tipo: "Lua escolha entre sua família ou seu emprego?" e ela escolheu o emprego, sua família não, que nesse caso não existe família, família é composta por pai, mãe e filhos. E nesse caso, ela só não me escolheu. Já que a Amy vai junto com ela. É o que eu acho.
― Arthur... -A dona dos meus pensamentos interrompeu os mesmos. ― Abre a porta, precisamos conversar. ― Bateu de leve na porta. ― Por favor...― Sua voz soou fraca.
Levantei da cama e abrir a porta, Lua me lançou um olhar piedoso e entrou no quarto se sentando na ponta da cama.
― Senta aqui. ― Ela deu leves batidas na cama, me pedindo pra sentar ali e assim eu fiz.
― Fale. ― Fui frio, desviando meu olhar pra qualquer canto do quarto, menos pra ela.
― Você vai me escutar? ― Assenti.
Cause I will never let you go, capitulo 7.
Arthur:
Levei Amy na escola, e voltei pra casa. Estava organizando a papelada que se encontrava na mesa, enquanto Lua assistia qualquer coisa que passava na TV.
― Amor, você não vai para a agência hoje? ― Perguntei, conferindo uns papeis que se encontravam sobre a mesa.
― Vou sim, mais só a tarde.
― Quem ficou em seu lugar? ― Levantei o olhar pra ela.
― A Melanie.
― Entendi... ― Voltei a atenção para os papéis.
A campainha soou e Lua levantou pra ver o que era. Ouvir ela cochichando para alguém, fechando a porta e voltou.
― Quem era querida? ― Perguntei analisando a feição dela de confusa.
― O Carteiro. ― Ela analisava algo que segurava em suas mãos.
― E o que ele queria?
― Entrega. É Um envelope,e é da agência do Bernardo Falcone. ― Abriu o envelope e começou a ler, passando o olho na carta inteira. ― Caraca.― Um sorriso de leve brotou em seu rosto.
― O que diz? ― Perguntei curioso.
-― É um convite pra ir pra Londres lançar a minha mais nova coleção, aqui diz que ele viu e adorou e ainda diz mais...― sorriu radiante. ― Ele quer que eu monte um desfile.
― Nossa meu amor, isso é ótimo. ― Levantei sorridente e a puxei para um abraço.
― Mais isso vai durar cinco meses. ― Ela disse,e então sentir um frio invadir meu corpo inteiro, meu sorriso sumiu, sair do abraço.
― Cinco? Cinco...meses? ― Engoli em seco.
― É meu amor, não é fácil lançar uma coleção e ainda mais montar um desfile. ― Tentou se explicar.
― E você vai? ― perguntei curioso.
― Vou pensar... ― Mordeu os lábios, aflita.
― Como assim vai pensar? ― Franzi o cenho.― Lua, são cinco meses fora, cinco meses longe de mim e da Amy, e você ainda vai pensar? ― Minha voz estava ficando alterada.
― Se eu for a Amy vai comigo. ― Ela sussurrou baixo.
― COMO? ELA VAI COM VOCÊ? E EU? FICO COMO?
― Arthur, me escuta... ― Lua veio até mim, e eu a empurrei de leve.
― ESQUECE. ― Subir as escadas, fui pro quarto e bati a porta.
Cause I will never let you go, capitulo 6.
Lua:
"TRIIIIIMMMMMM...""TRIMMMM..." O despertador tocava sem parar, tateei a mesinha, desligando. Hoje é um dia de segunda-feira, tenho varias coisas para resolver, é, a vida é dura, e quando se tem um marido e uma filha então. Levantei da cama e fui acordar Amy. Entrei no quarto e a mesma dormia como um anjinho.
― Filha, acorda...― Sacudi as suas pernas. ― Meu amor,levanta! ― Ela movimentou-se sobre a cama, abrindo os olhos devagar.
― Só mais cinco minutos! ― Pediu, colocando o travesseiro sobre a cabeça.
― Amy, vai logo tomar seu banho ou você vai chegar atrasada! -Mandei, mais sem sucesso algum. ― Ok, seu pai vai te colocar de castigo.
Sair do quarto, descendo as escadas e me direcionando até a cozinha para preparar o café da manhã.Depois de uns trinta minutos, o café já estava feito, estava colocando a mesa quando sentir as pegadas descendo as escadas.
― Pronto mãe, o papai ainda nem desceu! ― Amy entrou na cozinha emburrada.
― Melhor assim né meu amor? ― Sorri.
― Não acho. ― Puxou a cadeira e sentou.
― Como tá sendo as provas? ― Peguei uma torrada.
― Está sendo legal!
― Você tá se esforçando mocinha?
― O máximo que eu posso!
Era incrível como Amy tinha a personalidade parecida com a minha, o jeito de se pronunciar,idêntica. Sorri com meu pensamento.
― Minhas mulheres acordam, vem tomar café e não me chamam, quanto amor! ― Arthur cortou meus pensamentos vindo até mim, e distribuindo um beijo sobre minha cabeça.
― Anw, coitado dele não é filha? ― Fiz voz de bebê.
― Sim sim, vem cá papaizinho lindo! ― Puxou ele e distribuiu um beijo em sua bochecha.
Arthur sentou-se com a gente, e ali ficamos conversando, rindo, até dá a hora da Amy ir pra escola.
― Pronto pai, já peguei os matérias.
― Pegou o lache? ― Perguntei.
― Peguei mãe!
― Vamos?
― Vamos!
― Ei mocinha, não tá esquecendo de nada não? ― Perguntei.
Não respondeu, veio até mim e distribuiu um beijo em minha bochecha.
― Agora vamos! ― Arthur abriu a porta dando passagem para ela que saiu e ele logo em seguida.
― Tchau meus amores! ― Gritei, me jogando no sofá. Enfim, a semana começou!