Capitulo 12 - Destinos Traçados
- Quer dizer... Eu acho que eu te entendo... Não deve ser difícil de imaginar... Quer dizer... - Gaguejei.
- Você é como todo mundo. - Marcia se levantou. - Acham que é fácil, que é simplesmente superável. Ninguém me intende - Ouvi Marcia ri ironicamente. - Achei que você fosse diferente, mas me enganei. Pode ir. - Marcia tinha abrido à porta.
- Olha, eu só queria te ajudar. Mas você não deixa ninguém conversar com você. Ninguém te entende? Por favor, né Marcia, você não é a única que engravidou por acidente. Cresce. - Sai batendo pé. Deixei-a lá plantada na porta, olhei para trás e a porta já tinha se fechado.
Ok, não queria ser grossa não mesmo. Mas odiava esse tipo de pessoa que se faz de vitima. Tem gente que a gente releva que sofre pela pessoa, mas vim dizer que ninguém te entende? Muita gente entende Marcia que não se permitia ser ajudada. Sim eu também não gosto de ser ajudada, não gosto de contar a ninguém sobre mim, mas nem por isso eu me faço de coitada. Sofrer? Sofro. Sofro calada, sofro quieta, rezo todos os dias para uma vida melhor.
Cheguei em casa e fui estudar. Fiz todos os deveres que passaram, tomei meu banho e deitei na cama.
- Melanie?
- Entra mãe.
- Comprei isso para você... Quer dizer, a Luiza disse que você gosta muito de musica então... - Ela me deu uma caixa. Eram beats, fones de ouvido que eu sempre quis ter. Levantei-me e a abracei forte. Minha mãe demorou um tempo para entender o que estava acontecendo, não sou a pessoa que mais demostra carinho. - Muito obrigada. - Beijei sua bochecha, peguei meu ipod, coloquei o fone e fechei os olhos.
O som do beats era muito bom, a batida das musicas me faziam sentir em um show e eu tinha vontade de dançar. Acabei cochilando e acordando coberta, sem o beats e com o ar ligado. Levantei-me, peguei o notbook e voltei para a cama. Entrei no tumblr e fiquei reblogando coisas depressivas admito, desliguei e acabei dormindo.










