Oi gente!! Desculpa o sumiço de repente, mas eu estou sem internet de novo, então como consegui entrar pelo celular, vim avisar à vocês! Espero que entendam e estou fazendo de tudo para ter essa internet de volta!!
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Oi gente!! Desculpa o sumiço de repente, mas eu estou sem internet de novo, então como consegui entrar pelo celular, vim avisar à vocês! Espero que entendam e estou fazendo de tudo para ter essa internet de volta!!
Gain and loss of life - Capítulo 05
~Narrador Mayara~
Estava andando por uma rua, cheia de lixo e coisas de casas derrubadas, estava escuro, o céu estrelado e um frio de tremer as pernas e bater os dentes, continuei minha caminhada até que um temporal caiu, para o meu desespero, estava sozinha, descalça, com a roupa rasgada, eu não sabia o que fazer, corria o mais rápido que podia atrás de algum lugar para se esconder, mas em vão, estava tudo destruído, eu teria que ir aonde a água não chegou, acho que pisei em falso, pois acabei topando em alguma coisa. Espera aí!
-Quem é você? -Perguntei confusa, ao ver que um menino tinha se levantado.
-Sou Guilherme. -Coçou a nuca e me olhou. -Você é a...?
-Mayara. -Sorri amarelo. -O que você está fazendo aqui?
-Me perdi dos meus pais. E você? -Se levantou, passando a mão no calção.
-Estava na escola quando aconteceu. -A chuva continuava, então me encostei em uma árvore que ainda restava ali.
-Ah sim. -Se encostou também. -Sabe para onde eles tenham ido?
-Não tenho a minima ideia. -Cruzei os braços e vi que ele estava me encarando. -Que foi?
-Nada. -Virou-se. -Quantos anos você tem?
-Oito. -Ele ergueu as sobrancelhas. -Que é?
-Você não parece ter oito anos. -Riu, me fitando.
-Que seja. -Dei de ombros. -Você tem quantos?
-Nove. -Gargalhou.
-Vou embora, licença. -O empurrei e continuei a andar, ele segurou meu braço.
-Não precisa ir sem companhia. -Sorriu.
-Eu sei me cuidar. -Falei. -Tirando o fato que estou com frio, morrendo de fome, meus pés estão cansados, não tenho a minima ideia aonde estou, pois nunca sai sozinha, só com meus pais, já passei da minha casa há muito, muito tempo, espero encontrar uma avenida logo, mas isso vai ser impossível sem uma companhia, então eu aceito.
Ele não parava de rir, mas fomos caminhando e tentando achar alguma avenida, a cidade estava deserta, cheia de lama e escombros por todos os lados, não sabia o que fazer, minha única "ajuda" era um garota de nove anos e olhe lá, eu precisava comer, descansar, mas tenho medo de ficar por aqui e acontecer mais alguma coisa. Me perguntava onde meus pais poderiam estar, se estavam confortáveis, com água e comida, um lugar para dormir, se estariam me procurando, ou nem isso.
Guilherme tinha nove anos, como já dito, morava bem perto de mim e estudava no mesmo colégio que eu, mas em outra série, claro, pois nunca tinha visto ele, estava em casa quando tudo aconteceu, mas se perdeu dos pais tentando fugir, foi pego pela correnteza no meio do caminho, deixando tudo para trás, sem notícia de ninguém, continuou tentando encontrar um lugar para ficar, não encontrando resolveu que ficaria deitado no chão até a ajuda chegar, mas já era bem tarde.
-Você é maluco, sério, quem fica no meio da rua deitado no chão? -Olhei-o incrédula.
-Claro, ninguém. Mas, isso era uma das vamos dizer que nenhum opção que eu tinha. -Gesticulou as mãos.
-Entendi. -Falei entre dentes. -Olha ali!
Corri e entrei no meio de uma estrada, fiquei olhando por alguns segundos e nada de nenhum carro passar.
-GUILHERME! -Gritei e ele veio correndo.
-Aonde você acha que isso vai dar? -Perguntou.
-Não sei, só andando para saber. -Coloquei as mãos em minha cabeça, senhor! Não aguentava mais andar.
A pequena correnteza que se formava no canto da estrada estava limpa, corria entre as árvores, me aproximei e juntei as mãos, peguei um pouco de água e bebi.
-Que nojo! -Ele fez uma careta.
-Ou você bebe, ou você morre de sede. -Sorri irônica.
-Tá bom, tá bom! -Fechou as mãos e bebeu a água.
É, vai ser duro! Voltamos a andar e ficamos olhando em todas as aberturas entre as árvores para checar que tinha alguma casa restante por ali, ou qualquer fruta, poderia ser qualquer coisa, mas eu teria que matar minha fome e meu cansaço.
Gain and loss of life - Capítulo 04
~Narrador Arthur~
O nervosismo de Lua já teria passado há muito tempo, se não fosse o aviso que uma chuva poderia vir ao cair de madrugada.
-Calma, Lua! A gente vai sair mesmo assim. -Falei, jogado em cima da cama. -Porra, confia em mim!
-E se eles trancarem os portões? -Ela andava para lá e para cá no piso liso que tinha dentro do quarto em que colocarmos nós dois. -E se…
-Chega de e se, vamos e pronto. -Rolei os olhos, me esticando.
-Assim que ficar de madrugada, mesmo na chuva, a gente vai sair. -Disse irritada.
-Vamos sim, Lua, pode acreditar. -Já estava impaciente.
-E ver se não fura comigo. -Apontou para mim, fazendo careta.
-Não vou furar, quando é que eu fiz isso com você? -Revirei os olhos.
-Tá. -Me olhou de relance e eu ri. -Nunca fez mesmo.
-O que foi? -Perguntei, olhando-a.
-Só você aí… -Curvou a boca, de um jeito um pouco sexy.
-O que tem eu? -Me levantei, me aproximando.
-Nada. -Sorriu, dando de ombros.
-Como nada? Provoca e não é nada? -Lhe abracei por trás.
-Não te provoquei. -Suspirou, tentando sair.
-Anrram. -Beijei sua nuca. -Vai, Lua, eu sei o que você quer e estou querendo também.
-Então… O que eu quero? -Virou-se, me encarando.
-Isso. -Empurrei até a parede e lhe beijei. Era um beijo cheio de saudades, e uma coisa que à dias não sabíamos o que significava. Amor.
-Gostei. -Falou entre o beijo e o aprofundou.
Minhas mãos percorriam seu corpo, conhecendo novamente cada detalhe dele. Chupei seu pescoço, sentindo-a ficar afobada e arranhar minha nuca, a prensei contra a parede, lambendo seu busto e beijando seu pescoço. Ela arranhava minhas costas. O beijo ficou mais quente, fazendo-me apalpar sua bunda, conseguindo um gemido baixo entre seus lábios.
-Já está assim? -Ri.
Não houve resposta, apenas um beijo caloroso em meus lábios. Sorri. Peguei-a no colo e a joguei na cama, desabotoei minha calça, e ela seu short, me deitei em cima dela e voltei a lhe beijar, a mesma puxou minha blusa, jogando-a longe.
-Espera. -Falei.
-Que? -Ergueu as sobrancelhas.
Me levantei, indo até a porta, a trancando, depois ao banheiro e pegando uma camisinha dentro da gaveta.
-Ainda bem que eles guardam isso aqui. -Voltei a beija-lá.
-É. -Assentiu, logo depois, tirei sua blusa.
Já estava sem roupa, e Lua apenas de sutiã, o puxei, fazendo-o quebrar, ela não se importou, apenas me estiquei e chupei seu seio esquerdo, apertando o direito e beliscando seu mamilo.
-Oh, Arthur… Hum. -Gemia ao sentir minha língua percorrendo sua barriga.
Passei meus dedos pela sua entrada encharcada, mordendo meu lábio inferior, ela arfou, esticando o corpo, pedindo por mais. Pressionei seu clitóris e ela quase gritou de prazer, fazendo minha ereção pulsar, penetrei um dedo, depois mais um e os girei, me inclinando e chupando seu seio direito.
-Porra! -Soltei um gemido assim que ela pressionou suas pernas.
Sem mais rodeios, coloquei a camisinha em meu membro, a puxando e penetrando-a com toda força existente, ela cerrou os olhos e mordeu o lençol, abafando um gemido, continuei me movimentando, matando toda a saudade daquele corpo e de estar assim com ela.
-Ah, Lua… -Estoquei mais três vezes até ter meu primeiro orgasmo, continuei me movimentando até ela encontrar o dela.
-Merda! -Arqueou a cabeça para trás, liberando seu líquido.
A puxei para cima de mim, ajeitando-a com uma perna de cada lado, a mesma segurou meu pênis e encaixou em sua intimidade, sentando bem devagar, mordiscando o lábio inferior. Segurei em sua cintura, ajudando-a a ir mais rápido, depois de alguns minutos, já estávamos suados e ela caiu em meu peitoral, ficamos calados e tentando normalizar nossas respirações. Eu precisava daquilo.
Gain of loss and life - Capítulo 03
~Narrador Lua~
Meu braço doía, mesmo, mas não era nada preocupante, já estava medicada e com um pouco de frio. Eu queria minha filha. Só isso. Ainda estava no refeitório, não queria sair dali para nada, Arthur não parava de me pedir para se animar ou pensar em outra coisa, apenas para se distrair.
-Que foi, Lu? -Ele sentou ao meu lado, beijando meus cabelos.
-Nada. -Limpei meus olhos, olhando-o para frente.
-Entendo que você está com saudades da May, preocupada também, mas pensamento positivo sempre... Lembra? -Segurou meu rosto e me fez olhar para ele.
-Eu sei, mas fica difícil agora... Eu quero ser forte, saber que isso vai melhorar... -Expliquei.
-É apenas uma fase, que logo vai passar. Confia em mim? -Olhou dentro dos meus olhos.
-Claro que eu confio em você! Que droga! -Apertei meus olhos, segurando suas mãos.
-Calma... Vem aqui! -Me abraçou. -Vamos enfrentar essa juntos.
-Eu sou uma idiota. -Desviei o olhar.
-Não, você não é! Para com isso! -Puxou novamente meu rosto e engoli em seco.
-Claro que eu sou! -O empurrei, quase chorando.
-Caralho, Lua! Chega! -Me puxou colando nossos corpos.
-Me deixa ir, eu vou atrás da minha filha! -Bufei.
-Você não vai sem mim, entendeu? Vamos esperar o pessoal ir dormir, não vão deixar a gente sair desse jeito. -Fitou-me.
-Tá, tudo bem! -Emburrei, me soltando. -Nem daqui a gente pode sair?
-Não. -Falou, se sentando.
-Ah, nossa! -Debochei.
O silêncio permaneceu e eu continuei fechada, não olhava para nenhum lugar, ao não ser meus pés, que no momento estavam mais interessantes que Arthur.
-Fiz alguma coisa para você? -Falou e eu ignorei.
-Anda, Lua, me responde... -Puxou meu braço e eu o olhei.
-Não, você não fez nada! -Falei seca e voltando a abaixar minha cabeça.
-Então...? -Ergueu as sobrancelhas.
-É só, ah, não sei. -Cerrei os olhos. -Me sinto culpada.
-Pelo quê? -Cruzou os braços.
-Por tudo. -Comecei a bater o meu indicador na mesa e o encarei.
-Não se culpe por tudo, Blanco... -Riu.
-Mas sempre vai ser minha culpa... -Meus lábios foram projetados para frente.
-Você lembra da nossa briga que acabou em beijo e cama? -Mordeu seu lábio inferior e eu tive que rir, lembrando.
Flashback ON:
-Vai lá, Arthur, vai transar com qualquer vadia que você encontrar.
-Não, Lua! Porra, me escuta!
-Não, sai daqui!
-Vem aqui, por favor.
-JÁ FALEI QUE NÃ...
Ele me calou com um beijo, que acabou sendo levado para um rumo mais intenso.
Flashback OFF.
-Lembro. -Ri, abaixando a cabeça com vergonha.
-Eu sinto saudades daquilo tudo. -Suas palavras fizeram meu coração parar e voltar, me fazendo dar-se conta do quanto eu deixei passar tantas coisas maravilhosas na minha vida.
-Desculpa. -Sussurrei, já chorando.
-Eu não estou te culpando! -Pegou novamente minhas mãos.
-Mas... Eu estou! -Me levantei e caminhei para seu lado de novo. -Na verdade, Arthur... A gente vai superar isso e voltarmos a ser como era antes.
Beijei sua boca com volúpia e ele correspondeu.
-Eu sei, Lua, vamos sair dessa! -Apartou o beijo, sorrindo.
-Vamos sim! -Retribui o sorriso, beijando-o.
Gain and loss of life - Capítulo 02
~Narrador Arthur~
Minha cabeça girava e doía ao mesmo tempo, Lua se apoiava no ombro e fazia uma careta de dor, a mesma reclamava do ferimento em seu braço. Estávamos indo para local distante dali, e minha preocupação maior era com Mayara, eu sabia que ela tinha sobrevivido, ela era esperta, mas só tinha 8 anos.
-Você está bem? -Perguntei, alisando os cabelos endurecidos de Lua.
-Bem melhor... -Falou.
-Seu braço ainda dói? -Puxei um pouco seu braço e ela gemeu.
-Dói... -Fez bico.
-Ai meu Deus, vem aqui! -Lhe abracei, beijando seu bico e ela riu.
-Obrigada por ser tão carinhoso comigo até nesse momento. -Alisou meu rosto, me fazendo pegar em sua mão e beijá-la.
-Quando eu disse que iria te amar até nos momentos mais difíceis, eu não estava mentindo. -Cochichei em seu ouvido, pois algumas crianças choravam alto.
-Eu também não estava mentindo quando falei que você é a melhor pessoa do mundo. -Beijou meu nariz.
-Estou preocupado com ela. -Respirei fundo, ainda alisando seu rosto.
-Também estou. -Apertou seus olhos, suspirando.
-Mas... Ela escapou, confia em mim?! -Falei.
-Claro que escapou, e sim, eu confio em você. -Sorriu e eu me senti feliz, que saudades daquele sorriso.
-Que saudades desse sorriso! -Juntei nossas testas.
-É raro sorrir hoje... -Murmurou.
-Eu sei, mesmo assim, eu o amo. -Sussurrei.
Quando chegamos ao local, pediram para todos desceram e fomos levados para dentro de uma casa, onde havia várias pessoas machucadas e outras apenas observando, que seriam os acompanhantes.
-Os que não estiverem feridos, por favor, me acompanhem, e quem estiver, fiquem aqui com seu acompanhante! -Uma moça falou e todos assentiram.
-Ela está ferida, moço? -Outra perguntou.
-Sim, está. Aqui. -Apontei para ferimento de Lua.
-Venham aqui, vamos cuidar disso! -Franziu as sobrancelhas, observando melhor.
Lua sentou em um banquinho de madeira e a loira começou a passar um algodão em seu braço.
-Aí! -Ela gemeu, assim que a mesma despejou algo limpando o sangue.
-Dói muito? -Ela a olhou preocupada.
-Não. -Respondeu.
Ela limpou seu braço, que tinha um corte enorme, mas nada preocupante, explicou. Começou a enrolar a gaze no braço de Lua e depois prendeu com um esparadrapo.
-Não mexa muito seu braço, certo? -Disse.
-Tudo bem. -Assentiu.
-Para onde vamos agora? -Perguntei.
-Se estiverem com fome, podem ir atrás de uma casa que tem escrito em cima refeitório. -Ela explicou, e nós dois assentimos.
Lua agradeceu e me puxou atrás dessa casa, realmente, eu estava com fome, quando conseguimos encontra-lá, pegamos dois sanduíches e dois sucos, nós sentando em uma mesa que tinha ali.
-Ainda bem que estão servindo comida, estou morrendo de fome. -Brinquei e consegui fazê-lá rir.
-Idiota! -Bateu em meu ombro, rindo.
Irei ficar sem internet, então não sei quando irei postar as webs, me desculpem, mas quando voltar irei recompensar tudinho, vou escrever todos os capítulos no meu caderno e quando voltar posto todos para vocês, é isso e até qualquer dia. 😔😭
Gain and loss of life - Capítulo 01
~Narrador Mayara~
Tinha acabado de chegar ao colégio, estava tudo indo bem, mas alguma coisa no mar mudou, do meu lugar perto da janela da sala, conseguia enxergar muito bem a praia, e isso só podia estar errado.
-Sr. Carter. -Levantei a mão, nervosa.
-Sim, Mayara! -A professora virou-se, me olhando.
-Por que o mar está tão agitado? -Ao terminar de falar, minha boca foi projetada para baixo, eu não acredito nisso.
-Meu Deus! -Ela falou. -Crianças, saiam agora da sala!
Ela correu até a porta e eu sabia o que estava acontecendo, não obedeci, eu não queria morrer.
-Venha, Mayara! -Ela desapareceu da minha vista, junto com os outros alunos.
Assim que ela saiu, puxei minha mochila e abri o armário onde ela guardava várias coisas, não era alta, então consegui me encaixar ali dentro, junto com minha mochila, em minutos, comecei a ouvir uma gritaria e várias cadeiras sendo jogadas contra o chão, e quando menos esperei, senti aquele armário entrar água e ser arrastado, de repente, ele prendeu, nada entrava, nada saia, minha cabeça já doía e meu medo só aumentava, talvez seria inútil minha ideia? Ele não abriu, apenas alagou, e eu lutava contra meu ar para sobreviver, depois de algumas horas, a água saiu e eu senti o armário ser chocado contra o chão. Não tinha forças de sair dali, a única coisa que eu queria era meus pais, não poderia viver sem eles. Já tinha visto muitos casos como esse, mas nunca imaginei que isso poderia acontecer aqui. Só o que me restou para espantar o frio, foi adormecer.
-Não tem ninguém aqui... -Ouvi uma voz soar pelo local e acordei assustada.
Bati meu braço na parte de cima e ninguém respondeu.
-Continuem à procurar, não quero deixar ninguém. -Mais uma voz foi ouvida.
Bati mais uma, duas, três vezes, na quarta consegui bater com força.
-Aqui. -Alguém falou, tentando abrir o armário.
-Peguem alguma coisa para quebrar isso. -Uma voz feminina.
Me permiti deixar meus olhos abertos e quando menos esperei, o trinco foi quebrado e eu pude ver a luz do sol.
-Vem aqui! -Um homem me puxou pelo braço, me colocando em seus braços.
Eu não conseguia falar nada quando vi tamanha destruição.
-Levem ela para a caminhonete. -A moça tocou o ombro dele.
Ele apenas assentiu e me levou até um lugar que só tinha caminhonetes, cheia de pessoas, muitos feridos, outros assustados, me colocou sentada.
-Você está bem? -Perguntou e eu assenti.
-Dói em algum local? -Balancei a cabeça como um não.
-Aonde estão seus pais? -Novamente outra pergunta.
-Não sei... -Consegui sussurrar, com a voz abalada.
-Você vai ser levada para um centro de ajuda junto com todas essas pessoas, tudo bem? -Desceu da caminhonete e ficou na minha frente.
-Sim... -Menti, é claro que eu iria atrás dos meus pais.
-E lá você vai ser passada para um centro de adoção, já que não sabe onde está seus pais, não se preocupe, o lugar é um pouco longe daqui e já tem casas formadas, ninguém viverá junto, é uma cidade normal. -Explicou e eu assenti.
Ele saiu de perto e eu olhei em volta, desci e corri o mais rápido que eu pude, mesmo ele gritando que eu parasse, ao parar, já tinha perdido ele de vista, estava com as pernas cansadas e comecei a caminhar até a praia, quando vi que não tinha nada lá, apenas mais caminhonetes, me escondi em uma árvore e fiquei observando a movimentação, minha casa ficava ali, e agora? Não estava. Meus pais? Eu não tinha a minima ideia do que tinha acontecido com eles, voltei a andar sem rumo e acabei encontrando um urso, sujo e cheio de água, quando peguei-o e tomei um susto quando virei-o para mim, era o meu urso, o que eu tinha ganhado de presente, tentei tirar ao máximo a água que continha nele e o coloquei em baixo do meu braço, e sai procurando mais alguma coisa, porém nada.
Sou uma criança de apenas 8 anos sem rumo, sozinha, com medo e assustado, que agora vai ter que correr atrás de seus pais, porque eu sabia que eles teriam sobrevivido. eu só não sei como iria encontra-los.
Gain and loss of life - Prólogo
Quarta feira - 01:00 PM.
O dia em que minha vida, a de Arthur e de Mayara mudaram completamente, o céu estava limpo, o mar bem calmo, mas ninguém imaginaria que o pior poderia acontecer. O maior desastre já ocorrido nos Estados Unidos, mudou e tirou a vida de muitas pessoas, nossa casa é de frente para o mar, onde podíamos ter a melhor visão possível. Estava no quarto e as janelas estavam fechadas, não sabia aonde meu marido tinha se metido e minha filha estava no colégio.
Na televisão, nada de noticiários, nem mesmo aviso de ultima hora, quando menos esperei, começou a gritaria e portas batendo, me levantei assustada e fui ver o que estava acontecendo, e não acreditei quando vi, porém já era tarde para fugir, estava muito rápido, carros e mais carros faziam filas e ela continuava avançando, pessoas corriam e outras caíam, muitas optaram a não a sair de casa.
Desci as escadas atrás de Arthur e não o encontrei, bati na porta do banheiro e ele saiu.
-A GENTE TEM QUE SAIR DAQUI AGORA! -Gritei.
-Porque? -Coçou sua nuca.
Não falei nenhuma palavra, apenas apontei, e sua boca automaticamente foi projetada para baixo.
-Cadê a May? -Gritou apreensivo.
-Ela já foi para a escola... -Falei, sentindo meu coração apertar.
-Vem! -Me puxou pelo braço.
Assim que abrimos a porta, não adiantava mais, ela veio com toda a força cobrindo várias casas e derrubando tudo, a água me arrastou com força e me chocou contra uma parede, senti minhas costas doerem, prendi o ar e tentei voltar para a superfície, nada feito, se formou uma correnteza e eu me vi passar por meio de escombros, tocos de árvores arranharem minha barriga e pernas, tentava ao máximo me agarrar em alguma local, mesmo sem forças, em uma tentativa inútil de abrir meus olhos, vi várias pessoas passarem por mim, algumas tentando se salvar e outras sem movimento algum, e eu só querendo o que poderia acontecer com minha filha, eu não poderia perdê-la. Eu queria protegê-la de tudo.
Depois de 10 minutos tentando ir para a superfície, consegui me agarrar em um tronco preso em alguma coisa, meu olhar passou por todo aquele local atrás de Arthur. Nada, não tinha nenhum sinal dele ali. Dez minutos depois, seu corpo se prendou em poste.
-ARTHUR! -Gritei com a voz marejada. Meu Deus. Não. -ARTHUR!
Ele obedeceu aos meus chamados e levantou a cabeça, tinha um corte em sua testa e sua boca sangrava.
-LUA? FICA AI, POR FAVOR! -Gritou, gesticulando as mãos. -NÃO VEM ATÉ AQUI, A CORRENTEZA ESTÁ MUITO FORTE!
Assenti, chorando e com muita dor, olhei em volta e tinha muita coisa boiando na água e dentro dela, crianças gritando de dor, adultos agarrados em árvores e puxando seus filhos pelo braço, só me deixava com mais medo ainda, a minha estava sozinha, sem o pai, sem a mãe.
-LUA MERGULHA! -Ouvi a voz de Arthur e olhei para trás. Mais uma!
Mergulhei e coloquei toda a minha força nos meus braços, mais água, mais correnteza, dessa vez ela não foi alta, apenas rasteira, mas do que adiantava? Já estava tudo destruído mesmo.
Um turbilhão de pensamentos veio atona, a água abaixou, e só se via destruição, eu não tinha forças, chorava muito, e a única pessoa que me acolheu, mesmo todo cheio de areia, lixo e sangue foi a pessoa que sempre esteve do meu lado, aquela que eu amo com todas as minhas forças.
-Você está bem? -Sussurrou, me abraçando.
-Não... Eu quero minha filha! -Me aninhei em seu peitoral.
-Eu também quero, estou tão preocupado! -Beijou minha testa, e sua voz estava marejada.
-Você acha que ela escapou? -Perguntei triste.
-É claro, ela é esperta. -Limpou meu braço, que tinha um corte enorme. -Isso está feio.
-Sim. -Assenti, olhando-o.
-Consegue andar? Quero nós prevenir de outra. -Perguntou.
-Consigo. -Respirei fundo e ele me ajudou a se levantar.
Ele me acompanhou até uma árvore que tinha ali, tomando o maior cuidado para não me deixar pisar em nada que me cortasse, nossas roupas estavam rasgadas, marrons e a minha camiseta rasgou de lado, deixando um lado de meu sutiã a mostra. Se ajudamos a subir na mesma, com muito dificuldade, conseguimos e ficamos abraçados ali mesmo, fechei meus olhos e me deixei chora novamente, agora nos braços do homem da minha vida.
Só posto o primeiro capítulo com pedidos...