Oi gente!! Desculpa o sumiço de repente, mas eu estou sem internet de novo, então como consegui entrar pelo celular, vim avisar à vocês! Espero que entendam e estou fazendo de tudo para ter essa internet de volta!!

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Oi gente!! Desculpa o sumiço de repente, mas eu estou sem internet de novo, então como consegui entrar pelo celular, vim avisar à vocês! Espero que entendam e estou fazendo de tudo para ter essa internet de volta!!
Virtual Love - Capítulo 74
~Narrador Lua~
Foi tudo tão lindo, fiquei muito emocionada, principalmente na parte em que o Arthur fez a declaração, eu cai em lágrimas, não consegui me controlar, todos me abraçaram. Eu estava tão sensível, chorava por tudo, no final ele veio até mim e me beijou.
-Você sabe que eu te amo, né? -Alisou meus cabelos.
-Sei. -Falei, com a voz embargada de tanto chorar.
-E que vai poder contar comigo para tudo? -Continuou. -Eu vou aguentar todas as suas birras e as dessa menina aqui.
-Eu te amo muito, Arthur. Obrigada pelo que você é e tornou minha vida. -Beijei-o, lhe abraçando.
(...)
Nós dois estávamos jogando vídeo game, uma coisa que não fazíamos a muito tempo, entre risadas e meus gritos.
-Lua, não grita. -Arthur riu, tampando minha boca.
-Sai, me deixa gritar à vontade! -Bufei, empurrando suas mãos.
-Você está chata, hein? -Virou-se, voltando para o jogo.
-Estou sim, agora toma essa! -Dei um golpe em Arthur, fazendo-o sair do jogo.
-Mas eu pensei que eramos parceiros... -Abriu a boca incrédulo, me fitando.
-Claro que não, cada um por si. -Mostrei a língua e Ana apareceu.
-Lu... -Me chamou.
-Eu? -Olhei-a.
-Vamos viajar depois de amanhã, desculpa, mas só tinha essa data. -Ela disse, se aproximando de mim.
-Poxa, Aninha. Mas tudo bem. -Sorri amarelo, abraçando-a. -Arthur?
-Não me toque, vou ali chorar. -Se levantou e andou devagar.
-Deixa de ser gay, venha aqui. -Puxei-o pelo braço e beijei seu rosto. -Hum, não precisa ficar triste, a próxima vez que fomos se ver, vai ser no aeroporto da Califórnia.
Seu sorriso foi tão lindo, que eu precisei o encher de beijos.
-Realmente! Não vejo a hora! -Falou. E na mesma hora Clarice chutou.
-Minha bebê chutou! -Sorri, alisando minha barriga, Arthur fez o mesmo, beijando-a.
-Como você a imagina? -Perguntei.
-Humm, ela de cabelo um pouco ondulado, olhos pretos, muito mimada também. -Riu. -Cheias de não me toque, muito vaidosa, preguiçosa e com a personalidade de nós dois, um pouco de cada.
-Que pai babão! -Ri fraco. -Agora esperamos mais alguns meses. Estou tão ansiosa.
-Estamos, Lua, estamos! -Sorrimos, e eu me deitei em seu peitoral, alisando seu braço, enquanto ele alisa o meu.
E assim ficamos conversando a noite toda, até irmos dormir, eu queria aproveitar bastante meu namorado enquanto estava por aqui, então no penúltimo dia iria sair com ele para um restaurante, iriamos jantar a sós e relembrar cada momento nesses três meses, foram momentos de intrigas, birras e algumas brigas, mas tudo se resolvia com conversa, muito música e principalmente amor, eu amava cada pedacinho dele, e não queria desgrudar nunca mais, e a próxima vez que fossemos se ver, seria para morarmos juntos.
Virtual Love - Capítulo 72
~Narrador Lua~
Voltamos para casa de Arthur e ele foi tomar um banho, totalmente frustado, reclamou a volta inteira, ri muito, mas ele tinha razão, quase dois meses sem é brincadeira, até comigo, e eu fui para o computador, enviar alguns e-mails.
-Lua, trás a toalha, por favor. -Gritou do banheiro e eu revirei os olhos.
-Você sempre esquece isso, pelo amor. -Abri a porta do banheiro e parei por alguns minutos, o observando de cima a baixo. Baixo.
-Que foi? -Riu, lavando os cabelos.
Não falei nada, apenas mordisquei o lábio inferior.
-A toalha. -Gesticulou as mãos e eu arregalei os olhos.
-Ah. -Me aproximei, eu juro que um dia morro de medo disso. -Aqui. -Estendi-a no box.
-Ei! -Se aproximou.
-O que foi? -O olhei, mas já era tarde demais, Arthur literalmente me "jogou" debaixo d'água, senti meu corpo se arrepiar por conta da temperatura.
-Seu filho da mãe! -O empurrei, passando a mão no rosto.
-Agora você vai ter que tirar a roupa. -Sorrio pervertido e eu corei.
-Vai ficar querendo. -Cruzei os braços.
Minhas palavras não fizeram efeito, pois o mesmo me puxou, tirando minha blusa, e logo depois o sutiã.
-Parou, aí! -Bati em suas mãos.
-Por favor. -Implorou.
-Você acha que eu vou fazer em pé? Está louco? -Arqueei as sobrancelhas. Ele acha que minha barriga não pesa? Caralho.
-E na cama, você cede? -Incrível como seus olhos brilharam e eu gargalhei.
-Talvez. -Sorri, me aproximando.
Então, em segundos já estávamos em cima da cama, só tínhamos nos enxugados para não molhar a cama inteira.
-Arthur, não! -Me afastei, enquanto ele beijava meu pescoço.
-Puta que pariu, Lua, estou excitado! -Segurou na cabeceira da cama, bufando frustado.
-E dai? -Dei de ombros. -Não mandei. Dá um tempo! Estou cansada por causa da barriga, e olha que ainda está no quinto mês! -Suspirei. -O médico disse que isso seria normal, porque sou magra e a Clarice é grandinha.
Depois de muito conversa, e menos implorações, acabei que cedi e transamos do nosso jeito, sem pressa, sem exageros, com certeza eu ficaria com belas marcas no pescoço e ele também, minha filha ficou bem calminha, ainda bem, uma coisa à menos para me preocupar. Antes disso, usei minha bombinha, não quis abusar da sorte, né? Ainda estava ofegante olhando para o teto, depois disso fomos terminar nosso banho, me deitei ao seu lado, enchendo seu rosto de beijos. Ele me deu um selinho e cochichou um "dorme bem", antes de dormir e me deixar o observando, e um pouco depois dormir também.
(...)
Acordei com um vento muito forte, e me levantei de pressa, Arthur ainda dormia, olhei em volta e vi que a janela tinha aberto, que susto! Me levantei e fui fecha-lá, aproveitando para ir ao banheiro.
-Lu... -Beijou meu ombro
-Eu? -Me virei, alisando seu rosto.
-"Cê" está bem? -Falou, ainda de olhos fechados.
-Unrrum. -Murmurei. -Porque?
-Nada. -Riu baixinho, envolvendo seu braço entre minha barriga,
-Você sabe que horas são? -Falei como se fosse obvio, o sol mal tinha nascido ainda.
-Noã...? -Trocou as letras e eu ri baixo.
-Arthur, vai dormir, você está morrendo de sono.
-Hum. -Se remexeu e voltou a dormir. Fiz o mesmo, agora com menos frio e envolvida nos braços do meu namorado.
Virtual Love - Capítulo 71
~Narrador Arthur~
Lua não parava de comer e ria horrores com o filme. Já era quase dois meses sem sexo, e eu estava subindo pelas paredes, claro, precisamos pelo menos uma vez por semana, mas com uma namorada grávida nem tem como ser sempre, e também não quero forçar a barra, Lua é linda de todas as formas, vê-lá corada é a coisa mais perfeita que existe.
-Lua, por favor! -Alisei sua mão com o dedo indicador.
-Já falei que não! -Bufou, olhando para o filme.
-Que foi, Lua? -Fitei-a. -Você nunca recusa.
-Nada, eu só não quero. -Me fitou de novo. -Sério, dá um tempo.
-Você prefere assistir o filme, do que... -Fui interrompido.
-Não é isso! -Se virou.
-Então é o quê? -Alisei seus cabelos.
-Não estou afim. -Fez bico e eu fiz questão de desfaze-lo.
Ela me puxou gola da camisa e continuou o beijo, rindo entre ele.
-Amor... -Sussurrei e ela sorriu.
-Amor?! -Ergueu as sobrancelhas.
-Unrrum. -Mordi seu lábio inferior.
-Gosto quando você me chama de amor. -Riu. -Mesmo sendo quase impossível... Porque você acha que só é para chamar de amor depois do casamento, caso fique muita melação, é melhor evitar, e mais, amor é uma palavra forte, como diz o sábio Aguiar, mas olha ele aqui, me chamando dessa forma, que milagre, não?
Comecei a rir e voltamos a assistir o filme, quando acabou fomos à uma pizzaria e pedimos frango com catupiry junto um guaraná.
-Como você adivinhou que eu queria pizza? -Sorriu de orelha a orelha, enquanto esperávamos chegar.
-Hum, talvez por quê você ama? -Beijei seu nariz.
-Talvez sim. -Retribui o beijo.
A pizza chegou e a bagunça também, Lua acabou que melando sua bochecha e eu cai na gargalhada.
-Não ri. -Emburrei.
-Deixa que eu te limpo. -Sorri sacana e lambi sua bochecha. -Gostei de fazer isso.
-Gostou foi? -Mordeu seu lábio inferior. -Puta que pariu!
-Que foi? -Olhei-a preocupado.
-Clarice chutou. -Riu, alisando sua barriga.
-Está danada, né? -Me servi, colocando refrigerante no copo.
-Muito! -Colocou um pedaço na boca.
-Gostosa. -Sussurrei, alisando sua perna.
Ela fazia de tudo para se afastar, mas acabava cedendo, só não sabia que ela ia se irritar, a mesma passou a mão em cima do meu colega e acabou por apertá-lo.
-Caralho, Lua! -Murmurei, me levantando.
-Que foi? -Ela ria incrédula.
-Você gosta de brincar com fogo, Lua. -Sorri sarcástico. -Pena que estamos em uma lanchonete e você está grávida.
-Que medo! -Abriu a boca. -O que você faria comigo, hein? Hum, não sei...
-Está me provocando? -Sentei ao seu lado, olhando-a nos olhos.
-Você sabe entender muito bem as coisas. -Voltou a comer, tomando um pouco da bebida.
-Sei, é? -Me aproximei, mordendo sua orelha.
-Sabe sim. -Me empurrou. -Uma hora você aceita que não vai fazer nada comigo nos últimos quatro meses.
-Quem sabe... -Dei de ombros, e voltei a comer.
Por que ela me provoca desse jeito? Argh! Eu amo essa menina, mas tem dias que ela me tira do sério, entenda como quiser, só que eu gosto desse jeitinho dela, e é isso que me faz cuidar dela todos os dias.
Virtual Love - Capítulo 70
~Narrador Lua~
Não acredito que tive uma recaída em relação a minha asma, preferi ir descansar, para evitar outras crises ao longo do dia. Eu só pedia uma coisa, que minha filha não tivesse essa doença horrível, só minhas irmãs sabem o quanto eu sofri quando era criança, em algumas ela some, desaparece, mas para minha sorte, ou não, não foi isso que aconteceu, ela diminuiu, nem tanto, porém melhor que antes.
-Está se sentindo melhor? -Arthur sentou ao meu lado.
-Estou. -Falei, fechando meus olhos e suspirando.
-Ainda bem. -Beijou minha testa.
-Vamos sair? -Me sentei, olhando-o.
-Para onde? -Sorriu.
-Qualquer lugar. -Falei, respirando fundo. -Só não quero ficar em casa.
-Hum, tenho uma ideia. -Esfregou as mãos e se levantou, pegando o celular e indo para a sala, depois de alguns minutos ele voltou com um sorriso no rosto.
-Se arruma! -Beijou minha bochecha e foi para o banheiro.
Fui para o quarto de hospedes e tomei um banho, lavei meu cabelo, depois me enxuguei e fui atrás de uma roupa, me vesti, arrumei meu cabelo, passei uma maquiagem bem básica e fui esperar o Arthur. Depois de um bom tempo esperando, ele aparece me abraçando e beijando minha nuca.
-Pronta? -Sussurrou.
-Sim. -Sorri, me virando.
Chegamos a um cinema e entramos, pelo que percebi, era um cinema particular, Arthur foi para a o caixa e eu entendi que ele tinha reservado uma sala só para nós dois, quase gritei de felicidade.
-Você pensa em tudo! -O abracei enquanto entrávamos na sala. -Melhor namorado do mundo!
-Eu sei, eu sei! -Gabou-se.
-Que filme vamos assistir? -Perguntei.
-Amizade colorida. -Respondeu.
Assim que entramos na sala, realmente fiquei encantada, era apenas uma fileira com cadeiras que viravam "cama" e várias comidas ao redor, tipos como morango, brigadeiro, pipoca, suco, refrigerante, salgadinhos e gelo. O ambiente tinha a iluminação razoável, com certeza as luzes que tinham ali seriam apagadas após o filme começar. Me sentei e peguei um pouco de brigadeiro com o dedo colocando na boca, Arthur se aproximou e fez o mesmo, mas passou em mim e beijou-me, chupando meu lábio inferior. Ele sentou ao meu lado e me fitou.
-Posso fazer uma coisa? -Disse, me olhando.
-O quê? -Ergui as sobrancelhas, olhando-o de relance.
-Isso. -Passou brigadeiro no meu pescoço e logo depois chupou-o.
-Golpe baixo! -Sussurrei, ofegante.
Ele começou a beijar meu pescoço, já estava ficando agoniada, quase dois meses sem ter nenhum contato com Arthur.
-É... Chega! -Empurrei-o devagar, mas ele insistiu.
-Deixa, Lua, pelo amor! -Suplicou e eu ri baixinho.
-Não, não deixo. -Dei de ombros e me apoiei no braço da cadeira com o cotovelo.
-Chata! -Cochichou, mas eu escutei.
Arthur me olhava como se pedisse atenção, e eu só sabia rir e ficar lhe enchendo de beijos enquanto o filme não começava. Os trailers começaram e ele continuou querendo atenção, o beijei, e finalmente ele parou, ficamos ali, nós beijando até que o filme começou, nunca tinha assistido, mas iria assistir agora e pelo que Arthur falou é muito engraçado. Coloquei gelo dentro de um copo de suco e bebi, comendo um pouco de pipoca, meu namorado pegou alguns salgadinhos e refrigerante, abriu o sofá e o deixou como uma pequena cama, esticou as pernas e eu fiz o mesmo, olhando-o para o telão.
Virtual Love - Capítulo 69
~Narrador Arthur~
Londres, 23 de fevereiro de 2014, 06h43 PM
De: Ana Terra Blanco Para: Lua M. Blanco
<anexo imagens>
Oi, meu amor!
Estou morrendo de saudades de você! Quando volta? Diz que vai ser logo, por favor, Estrela e eu não aguentamos mais ficar longe de vocês. Como está Clarice? Diga que ela está bem! Cinco meses, né? Como passou rápido, espero abraçar vocês logo... Novidades? Me conte todas! Bom, por aqui, Estrela fez um mini-show em um bar, foi lindo demais, ela está escrevendo uma música, em breve lançara, Victor disse que os produtores gostaram da ideia de você virar cantora, mas tem chão para tudo isso, eles esperam que quando sua filha estiver com mais idade, você possa trabalhar com eles, enfim, boa sorte! Estou em Londres, cheguei aqui semana passada, vou embora próxima semana, irei comprar muitas coisas para a Clarice, uhu! Aonde vai ser o chá de bebê? Creio que seja aí, pois o pai precisa estar presente, então, não vejo problema algum em conhecer o Brasil, acho que Estrela e Victor irão gostar da ideia! Aqui é muito lindo, você iria gostar bastante!
Enfim, vou voltar ao trabalho, espero que esteja tudo bem por aí, beijinhos!
Lua estava lendo o email da Ana com um sorriso no rosto, sempre lia alguns trechinhos para mim, e fiquei feliz em saber que o chá de bebê seria aqui e não lá, porque não tenho como ir agora, meu trabalho não permitiria. Realmente cinco meses é muito tempo, como passou rápido e foi tudo tão de repente.
-Olha, Arthur, que lindo! -Lua apontava para a tela do notbook, enquanto passava alguns fotos que sua irmã tinha mandado.
-Poderíamos marcar uma viagem para lá. -Mordi o lóbulo de sua orelha e me sentei ao seu lado.
-Também acho! -Virou-se, sorrindo, passei minha mão em sua cintura e ele voltou a olhar. -Ai meu Deus, o Big Ben!
Revirei os olhos e continuei a olhar, queria apenas um pouco de atenção.
-Está tão calado... -Disse, olhando para mim.
-Quero atenção, poxa. -Fiz bico, abaixando a cabeça.
-Você tem atenção todos os dias, espera ai. -Riu, me virei não merecia aquilo.
-Que merda, Lua! -Me levantei, indo até a cozinha.
-O que foi? -Escutei sua voz passando pelo meu pescoço, me arrepiando.
-Já falei, ué... -Lhe encarei, desviando.
-Não escutei direito. -Cochichou, me encarando.
-E eu com isso? -Cochichei de volta.
-Chato! -Saiu andando e eu a segurei pelo braço.
-Você sabe que eu não aguento ver você de cara emburrada?! -Mordi seu pescoço e ela arfou.
-Ah, para... -Me empurrou. -Você me evitou.
-Você me evitou primeiro. -Curvei a boca.
-Não, Arthur, só queria ver as fotos. -Riu.
-Ou você estava me provocando? -Empurrei-a contra a bancada.
-Que provocando o quê? Estou cansada. -Suspirou e eu desencostei.
-Já está pesando? -Me apoiei ao seu lado.
-Não muito, mas ela está chutando as vezes. -Passou as mãos na barriga.
-Sério? Está agitada demais? -Toquei-lhe a barriga e me abaixei.
-Hum... Não. -Falou.
-Ah sim. -Beijei-a. -Não pode chutar a mamãe não, viu?
Ela gargalhou.
-Espero que você tenha a risada dela. O corpo lindo. A voz. O rosto. Os cabelos. Na verdade tudo, vou ter orgulho de ser namorado de uma e pai de outra menina mulher.
-Para, não me faz chorar agora. -Tentou me puxar, mas não me levantei, continuei.
-Quero te pegar no colo e beijar suas bochechas, espero que elas sejam grandes! Quero apertar! -Ri. -Mas, enfim, não chute sua mãe, obrigada! -Beijei mais uma vez e me levantei.
-Você não presta! -Abraçou-me. -Por isso que eu te amo.
-Só por isso? -Fitei-a.
-Não... -Mordeu o lábio inferior. -Por isso. -Um selinho. -Também por isso. -Um beijo demorado. -E também por isso aqui. -Intensificou o beijo, e eu cedi.
Minha língua invadiu sua boca e se entrosou com a sua, ela ficou ofegante e se afastou, enfiando a mão dentro da gaveta e revirando as coisas.
-O quê? -Olhei confuso.
-Minha... bombinha. -Respirou fundo e eu corri para o quarto, em segundos voltei e a lhe entreguei, ela inalou e voltou a respirar normalmente.
-Está bem? -Alisei seu rosto, preocupado.
-Sim, estou. Obrigada. -Me deu um selinho e voltou para o quarto. Eu a deixaria descansar, então fui assistir televisão até ficar com sono e ir deitar junto à ela.
Virtual Love - Capítulo 68
~Narrador Lua~
Um mês depois....
-Que mocinha saudável! Completados os quatro meses sem nenhum problema e iniciados os cinco meses com muita alegria! -O médico falava enquanto passava a maquina na minha barriga. Eu só sabia sorrir. -Como está sua alimentação, Lua?
-Está bem! Parei de comer "besteiras". -Falei sorridente e ele sorriu.
-Bom, sua barriga está bem em pé, não estranhe! Muitas gestantes não ficam desse jeito, então nada de se espantar com o tamanho. -Ele me explicava. -Clarice demostra ser bem grande.
-Quem ela puxou pra ser tão grande? -Olhei de relance para Arthur e ele fechou a cara.
-Não achei graça. -Deu de ombros, me fazendo rir.
-Normalmente, isso é bem normal. -Ele riu. -Percebo que você também é baixa.
-Toma essa, Lua Blanco! -Meu bateu as mãos e soltou um "uh".
-Então, você vai começar a ficar com os pés e os tornozelos inchados, vai se irritar com muita frequência, mas nada de estresse, isso pode afeta-lá junto ao bebê. O surgimento de algumas veias varicosas ou hemorroidas são raros, mas acontecem. Grande aumento do apetite, dores nas costas, modificação na pigmentação da pele no abdômen e no rosto e aumento da pulsação fazem parte ainda desse período.
Escutei tudinho já vestida e sentada na cama, olhando atentamente.
-Nessa fase ocorre uma maior instabilidade emocional e a mulher pode, de vez em quando, sentir-se um pouco irritada e ter algumas mudanças de humor, estilo TPM. Nessa etapa também há um sentimento mais amplo de aceitação da realidade de se “estar grávida”. Os períodos de distração e falta de concentração no que se está fazendo só vão aumentar, como você já descobriu o sexo, um ponto para você, é muito raro! E sua crise de asma não vai atacar em boa parte da gravidez, quando a barriga estiver mais pesada, talvez ela ataque, então mantenha sempre uma bombinha e um aerosol por perto.
-Anrram, muito obrigada! -Sorri e lhe dei um abraço, Arthur apertou-o a mão e saímos da sala.
-Estou com fome... -Parei de andar e me virei para ele.
-Bem que ele disse que você ia começar a sentir fome em excesso. -Riu.
-Cala a boca, e vamos comer alguma coisa! -O puxei pelo braço até o carro e fomos em direção a um shopping.
-O que você vai querer comer? -Perguntou enquanto estacionávamos.
-Vou comer na Subway. -Sorri, pegando minha bolsa.
-Boa! Aproveitamos e compramos um de trinta centímetros, da para nós dois. -Fechou o carro e começamos a caminhar para o elevador.
-Da mesmo! -Ri.
Chegamos na praça de alimentação e eu me sentei, ele foi fazer o pedido, já que sabia o que eu queria ou não.
(...)
-Aqui! -Disse, colocando os pedidos na mesa.
-Nhaw nhaw! -Falei, passando uma mão na outra.
-O suco é de laranja. -Se sentou na minha frente.
-Ta. -Dei uma mordida, fazendo minha boca ser suja de molho.
-Hummm, deixa que eu limpo. -Mordeu o lábio inferior, se inclinando e lambendo o canto da minha boca.
-Por que você é tão gostoso? -Falei, olhando para o Arthur.
-Eu sei que eu sou gostoso. -Se gabou.
-Não falei com você. -Sorri, voltando a atenção ao meu sanduíche.
-Nossa, não precisa magoar desse jeito... -Fez bico, olhando pra baixo.
-Seu besta, é claro que é com você. -Apertei seu nariz e ele riu.
-Não me toque, fiquei sentido. -Se afastou e bebeu seu refrigerante.
-Chato! -Grunhi.
-Bobinha você, hein? -Riu novamente e sentou ao meu lado, me abraçando. -Espero ansiosamente por essa menininha aqui.
-Eu também! -Beijei-o, como eu o amava!
Chegamos em casa e eu fui me deitar, tirei minha sandália e ele se sentou ao meu lado.
-Temos que começar a comprar as coisas dela, o quarto nem está arrumado ainda, só temos um sapatinho, que foi a Ana que deu. -Falei, olhando pro teto.
-Vamos deixar o enxoval lá para os 7 meses? -Segurou minha mão. -Como você vai voltar para a Califórnia, você já leva e arruma o quartinho dela por lá.
-Gostei, vou conversar com a Estrela e com a Ana. -Sorri.
-Mas... Quero acompanhar tudo, certo? -Alisou meus cabelos.
-Certo, não vai perder nadinha. -Beijei seu rosto.
Ficamos conversando e imaginando como seria quando Clarice nascesse, eu estava tão feliz, eu queria que nada desse errado, seria tudo conforme o planejado, quem sabe até melhor, e quando Arthur for morar na Califórnia, vou ser a pessoa mais realizada do mundo por ter as duas pessoas que eu amo ao meu lado todos os dias.
Virtual Love - Capítulo 67
~Narrador Arthur~
A única vez que paramos de se beijar, foi quando nós faltou fôlego. Minhas mãos faziam carinho em suas costas, meus beijos eram distribuídos entre sua boca, pescoço e busto.
-Chega! -Me empurrou, mas ainda continuei em cima dela.
-Hum? -Falei, sem dar muita atenção.
-Chega! -Bufou.
-O que foi? -Lhe encarei com o cenho franzido.
-Você já está abusando, não dei esse direito. -Se levantou, me olhando.
-Você que me beijou. -Ri, apontando para ela.
-Que seja, mas não era para isso ter acontecido, ainda estou chateada. -Rolou os olhos.
-Ah, corta essa… -Me joguei no sofá.
-Cala a boca! -Me fitou, andando até o quarto.
-Já me desculpei, o que falta para você me perdoar? -Andei mais rápido e parei em sua frente. Ela parou, me olhou por alguns segundos, depois voltou a andar.
-Arthur, vai atrás daquela loira vai. -Falou.
-É capaz de eu ir mesmo. -Sussurrei e ela me olhou com um olhar ameaçador.
-Repete. -Cerrou os olhos.
-Calma, falei brincando. -Puxei-a, querendo rir, mas achei melhor não.
-Você é um filho da mãe! -Me empurrou, se trancando.
Passarem-se um minuto e ela escancarou a porta, me empurrando na parede.
-Me promete nunca mais secar outra mulher? -Me olhou profundamente.
-Prometo. -Respirei fundo. -Por você e pela Clarice.
-Acho bom. -Riu, se afastando. -E Clarice agradece.
-Vocês são as únicas na minha vida. -Beijou-me a testa. -Eu amo vocês.
-Nós duas também te amamos. -Sorriu. -Muito, bem muito!
Ela me deu um selinho, antes de formular uma frase, me encarou.
-Eu poderia cortar seu pênis, mas como eu não posso viver sem, sairia muito prejudicada. -Outro selinho.
Ri, segurando em sua cintura.
-Está vendo como eu sou boazinha? -Mais um.
-Nossa, não sabia que você pensava assim, sabe? Faz mal, tira esse sentimento do coração. -Abaixei o olhar. -Mas, espera, você não vive sem mim ou sem meu amigo?
-Bom, vamos dizer que os dois. -Sorriu, selando nossos lábios. -Relaxa, Thur, enquanto eu estiver grávida não iriei fazer nada que possa me prejudicar. -Mordeu o lábio inferior, indo pro quarto.
-O que, Lua Blanco? -Ergui as sobrancelhas, puxando pelo braço e enchendo-a de cócegas.
-Par…a. -Me empurrou, sem resultado.
-Só paro se você prometer não fazer nada comigo no futuro. -Falei.
-Não posso. -Suspirou. -Não sei do futuro, vai que você me trai e eu sou obrigado a te matar?
-Ow, relaxa delicinha. -Mordi sua bochecha. -Nunca vou te trocar por ninguém.
-I d i o t a. -Soletrou cada letra e riu alto.
-Vem aqui! -Lhe puxei, deitando com ela na cama.
-Mas, Arthur… -Abriu a boca, mas eu a interrompi.
-Shhh… -Coloquei meu dedo indicador em sua boca, puxando-a para meu peitoral. -Vamos falar da nossa filha.
-Ela vai ser igual a mãe, linda e maravilhosa. -Deu de ombros.
-Estou vendo que convencida também. -Falei entre dentes.
-O quê? -Me fitou.
-Nada. -Tampei minha boca. -É… Você vem morar aqui?
-Eu quero que você vá morar lá. -Fez bico.
-Sério? -Olhei-a espantado.
-Sério. Mas, só quando ela estiver com um ano. -Alisou meu peitoral, parando sua mão em minha barriga.
-Anrram, mas, não tem nenhuma problema em eu ir. -Segurei sua mão.
-Me sinto mais a vontade lá do que aqui, mesmo a pessoa que eu mais amo morando nesse local. -Curvou a boca, aninhando-se.
-Aw, Lu. É claro que eu vou, boba! -Beijei-a.
E assim ficamos a tarde inteira, entre risadas e caricias, ela estava tão dengosa, mas eu amava-a bravinha, sem ciúmes, apenas brava, ficando tão sexy.