Meu Anti
Último capítulo
Pov. Mel
Bom, depois daquela conversa e passado uns dias, eu convenci Chay que ainda era muito cedo pra casar. Ele relutou um pouco, mas depois aceitou que nós dois tínhamos acabado de passar na faculdade (Sim, a gente passou na UFRJ, eu pra medicina e ele, pra jornalismo) e que ainda não éramos estabilizados financeiramente. Mas, o conhecendo bem, eu sabia que ele não tinha deixado isso pra lá e portanto, 3 anos depois, nós entramos na igreja, e viramos oficialmente o Srº e a Srª Suede (Óbvio que esses nomes foram uma brincadeira dos nossos amigos). Nessa época ainda estávamos nas respectivas faculdades e nossos salários dos estágios não davam pra muita coisa, por isso morávamos num apartamento pequeno, porém aconchegante a umas 3 quadras da rua das casas das nossas mães. Mas, pouco tempo depois do Chay se formar e eu no meu último ano de faculdade, eu descobri que o Miguel estava a caminho, e nossas vidas viraram de ponto cabeça. Meu emprego ainda não dava pra muita coisa e se não fosse o Chay, eu teria surtado. Ele amadureceu por nós dois e assumiu as responsabilidades também.
[...]
- Mamãe, você vai trabalhar de novo? - Miguel fez careta, quando me viu arrumada e com o jaleco pendurado no braço
- Vou sim, amor. Mas a mamãe volta logo, sim? - Ele fez bico e eu sentei no sofá, o sentando no meu colo
- A mamãe precisa cuidar das outras criancinhas, filho. Você pode ficar com o papai. - Chay sorriu pra ele, que negou
- Ela é minha mãe, as outras criancinhas tem mãe também. - Ele fez uma cara brava, idêntica a minha e eu o abracei rindo
- Mas essas são as crianças que estão doentinhas. - Ele agarrou na minha blusa e eu olhei pra Chay suplicando. Para mim era sempre difícil deixar o Miguel, embora ele já tivesse 4 anos.
- Miguel, vem com o papai, a mamãe vai trabalhar.
- E você não vai? - Chay negou, estendendo os braços para pegá-lo, que foi sem hesitar.
- Estou de folga hoje. Aí a gente pode passear, tomar sorvete ou ir na casa do dindo.
- EBAAA! Vou ver a dinda do céu. - Eu ri, ouvindo ele se referir a Lua
- Bom, já que vocês já têm programas pra hoje, eu vou trabalhar. - Levantei, pegando a bolsa e indo pra frente do Chay
- Você vem pro jantar? - Chay perguntou
- Se não ocorrer nada grave, sim. - Ele assentiu, sorrindo
- Sabe, eu tenho muito orgulho de ver a mulher que você se tornou. - Ele falou e eu sorri largo, quando o Miguel se mexeu pra descer do colo e Chay o colocou no chão
- Eu tenho muito orgulho de você também. De ver o quanto você cresceu e o pai maravilhoso que você se tornou. - Eu enlacei seu pescoço com meus braços - Eu te amo! - Ele me deu um selinho e quando nos separamos, ele sussurrou no meu ouvido
- Eu também. Agora vai que o dever te chama. - Eu sorri
- Cuida do meu bebê. - Falei séria e ele bateu continência
- Cuidarei. - Quando me virei pra sair, o Miguel apareceu com uma mochilinha nas costas.
- Pronto, pai. Bora? - Eu e Chay gargalhamos, quando o vimos com uma camisa ao contrário e um short todo troncho.
- Bom, acho que você tem muito que arrumar aí ainda. Beijo, amo vocês. - Acenei, abrindo a porta
- Também te amo, amor.
- Também te amo, mamãe. - Eles falaram ao mesmo tempo e meu coração se derreteu no momento que os vi sorrindo e fechei a porta.
[..]
Vida perfeita? Não existe. Problemas? Sempre tem. O amor supera tudo? Eu aprendi que nem sempre ele passa por cima das coisas, mas que ele sempre prevalece no final.
PS: Eu AMEI contar essa história que tem um pouquinho de mim (claro) aqui. Amei ver que algumas pessoas gostaram, acompanharam, comentaram e tiveram a paciência de me esperar postar quando dava. Muito obrigada pelos comentários e empolgações. Um beijo!






