- Porra Arthur, colabora! Eu não tenho força pra te carregar! - falei com raiva. Estávamos na frente da casa do Aguiar, e ele simplesmente não queria entrar em casa. Já falei que odeio gente bêbada? -
- Você é muito chata, cara - ele falou com a voz embolada causada pelo efeito do álcool. Finalmente a anta pegou a chave de casa e me entregou, abri a porta e o empurrei para dentro -
- Onde fica o seu quarto? - eu disse impaciente -
- Epa, o que é que é isso? Você tá querendo se aproveitar do meu corpinho? - ele disse rindo e eu revirei os olhos -
- Idiota. Vem, eu te levo, quando eu chegar lá em cima procuro.
- Você não precisa me levar, não sou criança, sei ir sozinho - ele disse indo em direção a escada -
- Você vai cair, Arthur - ele me ignorou e começou a subir os degraus cambaleando, e eu fui atrás - Você precisa de um banho, seu cheiro de álcool está insuportável - o arrastei até o banheiro que ficava no quarto - Tira a blusa, o tênis e a calça.
- Tem certeza que você não quer se aproveitar do meu corpinho? - ele fez uma careta, e não teve como não rir -
- Tenho, Aguiar. Vai logo, tira, você não pode tomar banho de roupa.
- Cara, você é muito mandona - ele disse emburrado e eu ri. Ele tirou a camisa desvendando aquele peitoral definido, e que peitoral... Foco Lua, foco. Logo depois tirou o tênis e em seguida a calça. Que homem gostoso, senhor! -
- Gostou da visão foi? - Oh, como gostei -
- Cala a boca, Arthur - liguei o chuveiro e o empurrei em baixo d'água -
- CARALHO! ESSA ÁGUA TÁ UM GELO!
- Deixa de reclamar, e toma logo esse banho
- Sabe... Tem uma ideia passando pela minha cabeça - ele riu malicioso -
- Nem sonhe com isso, Aguiar! - gritei, mas foi tarde demais, ele me puxou para o debaixo d'água, mas especificamente no seu colo - PUTA QUE PARIU, QUE ÁGUA FRIA! EU TE MATO, ARTHUR! - comecei a estapeá-lo -
- Para sua louca! - ele disse segurando meus pulsos e rindo - Vem, vamos nos secar - ele desligou o chuveiro e foi até o armário, pegou duas toalhas e jogou uma para mim -
- Como eu vou voltar pra casa agora, hein?
- Não volta, oras. Dorme aqui só essa noite.
- Com você? Óbvio que não.
- Você dorme no quarto de hóspedes.
- Faz assim, eu te empresto uma blusa e uma samba canção.
- Onde eu fui me meter, Senhor? - coloquei as mãos na cabeça e ele riu - Se esse é único jeito... Tudo bem.
- Toma - ele jogou uma blusa e uma samba canção pra mim -
- Obrigada - sorri - Boa noite, Arthur - falei saindo do quarto -