"A Natureza está repleta de surpresas e por vezes algumas delas são tão insólitas, que até eu fico a pensar como é que a seleção natural permitiu tal evolução. Apresento-vos o Metopacanto (Metopacanthus granulatus), talvez a Quimera mais estranha que alguma vez nadou nos mares da Terra. Com apenas 1 metro de comprimento e 8-10 kg de peso, este vertebrado cartilaginoso não é dos maiores animais do seu tempo, mas é a sua morfologia que o torna extraordinariamente peculiar. Os seus fósseis foram encontrados na Alemanha e datam do início do Período Jurássico, há aproximadamente 180 milhões de anos. Crê-se que a sua dieta era á base de peixes, cefalópodes e invertebrados que caçavam nas profundezas do oceano, desde os 200-2000 metros de profundidade. Fazem parte da classe de peixes cartilaginosos designada Condríctios (Chondrichthyes), do qual inclui os Tubarões, Raias e as Quimeras, do qual estão entre os parentes mais próximos do Metopacanto. Algumas reconstruções até incluem um esporão venenoso no topo da membarana dorsal, tal e qual as Quimeras modernas. A cabeça deste peixe tem uma estrutura em forma de mandíbula no topo do crânio e até possuí dentes no interior. Muitos Paleontólogos acreditam que esta boca falsa era usada para agarrar a fêmea durante o acasalamento. Isto porque apesar das Quimeras atuais não terem estruturas tão extravagantes como o Metopacanto, as Quimeras machos usam estas estruturas, algumas delas retráteis, para ajudar no processo de acasalamento. Escrito por Paleotuga. Imagens @joschuaknuppe The Evolution of Life on Earth Palaeos" @noahcreutziger Natural History Museum of London #metapocanto #metapocanthus #chondrichthyes #quimera #chimaera #pequeno #small #jurassico #jurassic #extinto #extinct #insólito #weirdanimals #mesozóico #mesozoic Reposted from @paleotuga https://www.instagram.com/p/CWALJPsrQlJ/?utm_medium=tumblr