“ – Acho que passo muito pouco tempo no presente. Passo grande dele no passado. Mas na maior parte do tempo estou tentando adivinha o futuro.
- Você não é diferente da maioria das pessoas. Quando estou com vocês, vivo no presente. Não no passado, se bem que muita coisa pode ser lembrada e aprendida ao se olhar para trás, mas somente para uma vista, não para uma estada demorada. E certamente não vivo no futuro que você visualiza ou imagina. Mack, você percebe que sua imaginação do futuro, que é sempre ditada por algum tipo de medo, raramente me coloca lá com você, se é que me coloca?
De novo Mack parou e pensou. Era verdade. Ele passava um bocado de tempo se aborrecendo e se preocupando com o futuro, e em sua imaginação o futuro geralmente era muito sombrio, deprimente e mesmo horrível. E Jesus também estava correto ao dizer que, do modo como Mack imaginava o futuro, Deus estava sempre ausente.
- Por que faço isso? – perguntou Mack.
- É sua tentativa desesperada de conseguir algum controle sobre algo que você não pode controlar. É impossível ter poder sobre o futuro porque ele não é real. Jamais será. Você tenta brincar de Deus imaginando que o mal que teme pode se tornar realidade e depois tenta fazer planos para evitar aquilo que teme.
-Então por que tenho tanto medo da vida?
- Porque não acredita. Não sabe que nós o amamos. A pessoa que vive dominada pelos medos não encontra liberdade no meu amor. Não estou falando de medos racionais, ligados a perigos reais, e sim de medos imaginários, e especialmente da projeção desses medos no futuro. A medida que se dá lugar a esses medos, você não acredita que eu sou bom, nem sabe, no fundo do seu coração que eu o amo. Você pode até falar disso, mas não sabe.”