founders week — noite do terceiro dia with @maximlns
O tempo havia passado, dando-lhe margem para que digerisse os fatos com calma desde o incidente do baile de máscaras. Tenebroso baile. Joseph não tinha dificuldade de entender que o relacionamento que existira entre ele e Marcelene havia acabado, muito menos de compreender que ela, com toda certeza, tinha uma vida sexual — ou seja lá o que aquilo fosse— ativa longe dele. Entretanto, a parte do “seja lá o que aquilo fosse” era, em realidade, bem difícil de tolerar. Ficava rondando sua mente como um mosquitinho insistente, e embrulhava seu estômago. Na praça cheia, com mesas ocupadas por pessoas sorridentes e cheiro forte de comida gordurosa, todos os seus sentidos eram facilmente preenchidos, mas aquela entre elas estranhamente vazia, com um único ser presente (não ser humano, não) chamava sua atenção acima de tudo. Ele caminhou até o homem, sentando-se à mesa da maneira mais mal educada que já lhe ocorreu. Talvez pudesse culpar o pouco do álcool consumido. “Posso entender o que está acontecendo entre vocês ou...? Não, né?” Não houve introdução. Ele piscou uma vez, a expressão em total seriedade, os olhos se estreitando de leve. De fato, quando lhe diziam que possuía pouco apreço por sua integridade física, não estavam errados. Não tinha o menor direito de se intrometer na vida de Marcelene. Nem permissão, muito menos permissão. Mas o autocontrole do qual pudesse se gabar de possuir se limitava à seu exterior, a forma de se expressar. Por dentro, ele sabia que não tinha muito controle sobre as próprias ações quando elas tomavam a dianteira. “Eu só diria que vocês deviam ser um pouco mais sutis. Não, sutil não é a palavra. Mais discretos. Não são nada discretos. E isso vindo de um humano, você vê...” Sussurrou a palavra “humano” como se fosse um segredo que compartilhavam.
















