WITH TIME (com o tempo) | 04. Andando por terrenos perigosos
Pairing: Wonho + Personagem fictício (primeira pessoa)
Gênero: Angst/Smut
Media de palavras: 3.2k
Resumo: Tabi passou por mudanças na vida e recentemente encontrou um novo objetivo para se dedicar. Mas nesse novo caminho ela esbarra com alguém que vai mexer muito com seus sentimentos, desejos e pensamentos de uma maneira que ela nunca permitiu ou sentiu antes. Será que ela vai estar disposta à mudar novamente?
*Estive postando essa fic no spirit e resolvi atualizar por aqui também (:
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A Moon me ignorava, mas eu não entendia o motivo e, ao invés de ficar magoada, eu começava a achar que ela estava me fazendo um favor, já que eu não recebia mais as suas ordens e pedidos.
Eu estava enérgica e nem sabia motivo. Mentira. Eu sabia sim. Dentro de mim estava uma festa de ansiedade, esperando o momento em que os meninos do Monsta X chegariam para a reunião. Eu não queria estar tão comovida, mas não podia controlar o que acontecia dentro mim.
Ouvi uma grande movimentação e sabia que a equipe no Monsta X, e eles, estavam no nosso andar. Eu sorri inconscientemente, acho que nunca tinha fangirling antes, me censurei em pensamento, mas isso era algo bom também, me sentia viva, animada.
Quando levantei da cadeira, a Moon me parou e jogou alguns papéis na minha mesa:
- Precisamos disso pronto pra daqui 1 hora, quando a reunião acabar. - Ela disse de maneira seca.
- Mas eu também estarei nessa reunião…
- Não há necessidade, só uma de nós basta. Pra que você precisa estar lá se não vai entender metade do que for falado? - Ela riu antes de me virar as costas.
Eu estava incrédula, a maneira como ela me tratou… Até o português dela foi diferente, perfeito e isso me fazia imaginar se todo aquele sotaque e erros de gramática eram fingimento pra ganhar atenção. Dentro de mim a raiva e frustração crescia, mas eu tinha trabalho a fazer e me remoer só faria a Moon conseguir o que queria, eu era orgulhosa demais pra deixar isso acontecer.
Enquanto eu tomava meu chá, observei o céu claro pela fresta da cortina. Meus ombros estavam incomodados por eu ter ficado tanto tempo digitando, precisava me alongar. Eu caminhava até a impressora do andar, quando a porta da sala de reunião abriu e todos saíram. De imediato o Minhyuk veio apertar minha mão e os managers acenaram de longe. Fiz uma pequena reverência e, ao levantar o olhar, vi o Wonho.
Ele tinha um destaque que eu não conseguia contestar, aos meus olhos ele se sobressaía. Ele estava usando roupas claras, uma calça de moletom cinza e camiseta branca, essa combinação com a pele pálida dele era algo quase indecente. O tecido mole deixava tudo mais evidente e provocativo, eu não tinha certeza se ele não estava consciente sobre isso… Quando ele se olhava no espelho, provavelmente conseguia ver exatamente o que eu via: uma figura definida e sedutora.
- O que você está fazendo? - Estava tão absorta que não percebi que a pergunta era pra mim.
- Tomando chá. - Respondi pra Moon de maneira monótona e óbvia.
- Você não tem trabalho pra fazer?
- Eu já finalizei. - Fui até a impressora, peguei as folhas e deixei na mão da Moon.
Então um dos managers me chamou e disse algo em coreano que eu não pude entender totalmente.
Ele está dizendo pra você não faltar ao jantar que eles estão oferencendo junto com o patrocinador. É para toda as equipes de staffs e colaboradores comparecerem também. Vai ser amanhã. - A Ana traduzia pra mim.
- Oh, lógico, estarei lá. - Agradeci ao convite com um coreano tímido e um pouco quebrado, fiz uma reverência geral e, antes de me retirar, visualizei o Wonho novamente.
Ele sorriu pra mim e eu instintivamente virei o rosto e voltei pra minha mesa. De costas eu contraí minha expressão em decepção pessoal, “Você não tem salvação Tabi, ele vai te achar tão estúpida agora.”
“Droga.”
Era quinta a noite, o tempo estava agradável, com uma leve brisa. Eu esperava a Ana para me dar uma carona até o jantar, ela me disse pra usar algo um pouco mais formal e elegante, então eu coloquei um dos únicos vestidos que tinha. Eu não era fã de mostrar as pernas, mas ele era bonito, tinha um caimento suave e valorizava meu corpo. Fiz uma maquiagem natural e deixei meus lábios bem rosados.
Quando entrei no carro, a Ana assobiou em aprovação:
- Você está demais Tabi, você deveria se produzir todos os dias…. Esses lábios chamariam a atenção de muito gente se você deixasse. - Ela ria maliciosamente.
- Ana, hoje já está sendo um esforço imensurável, eu fico muito desconfortável com vestido…
- Não deveria.
Escolhemos uma música relaxante para escutar, pois ambas estávamos muito ansiosas, era incomum ter esses grandes jantares ainda mais com idols presentes, todos os participantes da KCon estariam lá, aqueles modelos e atores, o Monstax, o Wonho… Tentei não pensar demais, não queria ficar mais nervosa ainda.
Eu estava um pouco entediada, saí para tomar um ar no jardim atrás do local onde a festa acontecia. Havia alguns bancos lá e a paisagem era linda, dava ver o céu limpo e cheio de estrelas. A brisa batia e movimentava meu vestido leve, meus cabelos e um aroma delicioso me denunciou que eu não estava sozinha. Procurei e encontrei olhos me observando, essa cena parecia um dejà vu? Ele se aproximou e mesmo que eu sentisse um pouco de intimidação, o desejo e curiosidade eram maiores e eu me mantive parada, esperando.
Ele chegou tão perto que eu sentia o seu hálito, não havia palavras entre a gente, mas nossos olhares transmitiam mais do que queríamos revelar. Ele subiu a ponta do dedo indicador delicadamente pelo meu braço e um arrepio se prolongou na minha espinha. Quando ele chegou no meu ombro, eu senti sua boca na minha pele e ele foi subindo pelo meu pescoço, até chegar nos meu lábios e, então, nos entrelaçamos em um beijo profundo, ele me segurou firme e eu senti aquela pele pálida tão quente quando nossas bocas juntas.
“Wonho”
Tabi.
- Tabi…
Alguém me cutucava, mas eu não queria me mover. Aos poucos minha consciência voltava e quando percebi que tudo não passava de um sonho (de novo!) eu fiquei frustrada. Tive que me recompor rapidamente.
O lugar era lindo, eu nunca estive num lugar tão elegante assim. Me sentia um pouco inapropriada, não era o tipo de local onde eu frequentaria normalmente. Geralmente eu não me deixava afetar assim, eu não tinha complexo de inferioridade, mas devido aos últimos eventos onde meu ego foi rebaixado, eu começava a ficar com a auto estima abalada… “Vamos aproveitar Tabi, esse jantar é tão seu quanto de qualquer outra pessoa aqui presente também.”, eu tentava me animar.
Havia vários repórteres e pessoas da mídia brasileira no evento, então eu entendi: o patrocinador estava se tornando público agora, mas queria toda a atenção uma vez que o evento já era um sucesso. Os ingressos tinham se esgotado rapidamente, tudo estava indo melhor que o previsto, então era hora de se associar ao sucesso. “Esperto e calculista”, não era admiração, mas um misto de cautela com respeito.
Eu começava a ficar incomodada com o ambiente tão cheio de pessoas, estava sozinha, a Ana tinha ido falar com os diretores e eu não via a minha equipe em lugar algum. Aos poucos eu estava me sentindo realmente patética, sem saber o que fazer ou o que olhar, era sempre assim, por isso eu odiava compromissos assim, onde era necessário socializar.
Tentei relaxar e parecer natural, então comecei a andar sem destino apenas para observação, olhava os detalhes inspirados em art nouveau, os objetos de decoração que pareciam mais caros que meu salário, até o banheiro era algo admirável, provavelmente maior que o lugar onde eu morava atualmente, todo em mármore e ornamentos dourados. Ouvia um grupo de moças falando que o local era outro dos vários negócios do patrocinador, elas retocavam a maquiagem impecavelmente. Eu olhei pro meu reflexo e se eu me destacasse entre essas pessoas, era por que eu estava em falta com a vaidade.
O corredor até o banheiro era longo e ficava numa parte muito reservada, o chão era forrado com uma tecido aveludado bordô, todo trabalhado e texturizado. Eu olhava pra ele enquanto andava, pensava como tudo aquilo parecia tão cinematográfico, era como as coisas que a gente vê em reinos e castelos de filmes. Depois imaginei o tanto de casais que escapavam pra esse corredor quando a festa ficava chata demais. Eu ria pra mim mesma com esse pensamento, não conseguia conter minhas imaginações.
Então vi uma sombra à minha frente, levantei minha cabeça e meu coração bateu em descompasso. Era ele.
- Oi. - Eu me esforcei pra ficar séria.
- Oi.
…
Eu ia continuar meu passos em direção ao salão, quando ele disse:
- Você está tão bonita.
“Como ele podia falar uma coisas dessas sem ficar minimamente envergonhado?”
- Obrigada, você está bonito também. - Eu disse automaticamente, retribuindo a cortesia formalmente.
- Ah não, eu realmente acho isso, não foi apenas formalidade, você é uma garota muito bonita…
O grupo de garotas saiu do banheiro e soltaram gritinhos em conjunto quando viram o Wonho, interrompendo nossa conversa nada casual, elas queriam tirar selfies. Ele não recusou, foi muito atencioso e em questão de segundos, eu percebi o quão invisível estava naquela situação, então segui meu caminho, mas antes virei para dar uma última olhada na cena.
Wonho esticava o braço para ficar envolto na cintura de uma delas e no ombro de outra garota, mas ele segurava essa posição alguns centímetros de distância, sem realmente tocá-las. Eu o mapeei dos pés à cabeça, ele era tão bom quanto o meu sonho, sabia que ia ficar louca, com pensamentos impróprios se o encarasse demais… Efeitos do sonho? Ou efeitos da realidade mesmo?
O jantar foi servido pontualmente às 20h e na hora seguinte o patrocinador apareceu para fazer um discurso. Ele era mais jovem do que eu imaginava, era incomum ter todo esse império de bens e negócios nessa idade. Conforme ele falava, eu ia percebendo o quão ambicioso era e pelas palavras, eu conseguia ver uma personalidade exigente e fria, provavelmente ele não media esforços para conseguir o que queria. Por mais que eu respeitasse alguém assim, que atingiu os objetivos, preferia manter distância, pois ele parecia nada amigável.
Todas as pessoas ficaram surpresas dele ser o patrocinador, todos pareciam conhecê-lo pelo nome, mas eu estava sem dica alguma do que aquele nome significava.
Eu falava comigo mesma, quando percebi que a alguns metros de distância o Wonho olhava pra mim. “Qual o problema dele?” - Eu parecia irritada, mas desdenhar era meu tipo de defesa natural, no fundo eu estava animada de sempre encontrar os olhares dele, só que eu também sabia que não podia dar espaço pra esse tipo de coisa. Não agora e não com ele, o cenário parecia perfeito, mas as peças não se encaixavam.
Andei até a enorme sacada do salão.
O prédio ficava no topo da cidade, era possível ver a luzes lá embaixo, elas pareciam estrelas na terra. Passei meu tempo observando a paisagem, a sacada estava mais silenciosa que lá dentro e eu me sentia confortável assim, a luz era fraca, me fazendo sentir camuflada.
- Oi. Você é a staff do Centro, né? - Virei para o lado e vi o Hyungwon, ele estava muito elegante, mais uma vez eu fiquei intrigada com a beleza de um idol.
- Sim, tudo bom? - Eu sorri, diferente da sensação que o Wonho me causava, a presença do Hyungwon era mais fácil de lidar, eu o sentia como um colega que era confortável de estar por perto e ele não me fazia tropeçar nas palavras.
- Estou bem e você? - Ele me respondeu sorrindo, acho que ele estava tentando escapar da agitação do salão também.
- Um hum, bem também.
Enquanto conversávamos, eu percebi que ele foi relaxando. Hyungwon tinha uma fala mais preguiçosa do que quando ele havia se apresentado no primeiro dia, ele não estava mais tão formal como antes e era mais engraçado do que eu pudera imaginar. Ele falava de muitas coisas aleatórias e me pedia dicas do que experimentar aqui no Brasil. Por mais que meu coreano não fosse avançado e o inglês dele não fosse o melhor, a gente conseguia se comunicar por mímicas (antes de cair em gargalhadas).
Em minutos, o Minhyuk e o Wonho nos encontraram, eu me endireitei um pouca mais séria, mas a conversa continuou agradavelmente. Acho que por estar com mais pessoas e pelo Minhyuk e Hyungwon terem personalidades tão fáceis, eu consegui me soltar mais e ser menos julgadora. Era até possível olhar o Wonho e rir em descontração. Ele mostrava um novo lado, conversando com os amigos eu percebia como era afetuoso e bem humorado.
Eu deveria ter baixado minha guarda desde o começo, não sei como construí esse muro, mas eu acho que poderia controlar minhas sensações perto dele agora. Estive tão defensiva que fui hipócrita, nem considerei esse lado mais humano e “normal” dele. Eu deveria ficar tranquila e não levar tudo de maneira tão pessoal, isso era trabalho afinal e em duas semanas e meia eu não ia mais ver esses garotos.
As pessoas estavam começando a ficar cansadas e indo embora, eu ainda tinha que esperar a Ana, mas provavelmente ela seria uma das últimas a sair, só depois que todos os diretores já tivessem ido também. Hyungwon foi ao banheiro e o Minhyuk começou a conversar em coreano com um dos staffs deles, e então meu maior medo começou a aparecer: o silêncio entre eu e o Wonho.
Eu procurava desesperadamente algo na minha mente para interromper essa falta de falas, mas não conseguia me fixar à nada. E então ele se aproximou, falando mais suave e baixinho, causando arrepios em todo o meu corpo:
- Porque você ficou tão silenciosa de repente?
- Hnm? Por nada, eu estava pensando em qualquer coisa aleatória, me desculpe. - Nunca ia admitir que era pela presença intimidadora dele.
- Te desculpo… Se você me contar que coisa aleatória te distrai mais do que eu.
“Oi?”
- Acho que podemos ficar sem as desculpas então. - Eu ri para descontrair, mas internamente eu estava borbulhando com as mais diferentes sensações.
Virei e apoiei na sacada, era melhor evitar muito contato visual.
Ele veio mais perto e encostou as costas na sacada, apoiou os cotovelos e virou o rosto pra mim.
- Assim eu vou achar que seus pensamento eram impróprios demais pra me contar. Ficarei curioso. - Ele deu uma risada sem som.
“Da onde veio essa habilidade com as palavras em inglês?”. Respirei fundo, talvez fosse o jeito dele em conversar com qualquer garota, pois o tom da conversa havia mudado assim que os meninos nos deixaram. “Ele devia relaxar um pouco, assim eu poderia relaxar também. Ele fala como um jogador, eu sei jogar também… Observe e aprenda.”, em pensamento eu decidia como continuar aquele tipo de conversa. Eu não daria um passo pra trás, falaria no mesmo tom e, quem sabe assim, ele me daria um pouco de paz. “Deve ser engraçado brincar com uma garota assim… Eu sei que dei muitos motivos pra ele rir, agora é hora de participar e me fazer rir também.”
Você não está ajudando, pelo silêncio eu devo ter lhe dado muita coisa pra pensar… - Ele insistia com aquele sorriso não tão ingênuo.
Talvez… Eu te dou três chances para adivinhar meus pensamentos.
- Se eu acertar, o que ganho?
- O meu pensamento. - Eu não ia cair nessa.
- Justo.
- Com certeza. - Eu concordei.
Ele me fitou por segundos, mas eu mantive meu olhar. Mesmo encabulada, eu não ia transparecer pra ele.
- Eu não posso adivinhar… Mas eu gostaria que estivesse pensando em mim. - Ele disse um pouco envergonhado, desviando o olhar de mim e focando nas próprias mãos.
Isso me pegou desprevenida, demorei mais tempo que o normal para processar a informação, pois minha mente não acreditava no que tinha acabado de ouvir.
- Ah de certa maneira… Sim?
Ele me olhou um pouco alarmado, mas eu me expliquei rapidamente.
- Ultimamente eu só consigo pensar nas tarefas de trabalho. Monsta X é minha prioridade por 2 semanas, então, isso te inclui.
Ele parecia um pouco chateado, o sorriso nos lábios diminuiu.
- Não foi isso que eu quis dizer. Mas como você finalmente está conversando comigo por mais de 2 minutos? Vou aproveitar esse momento…
- Falando assim quem parece importante ou famosa sou eu? Eu não sou tão inacessível, sabe.
- Ser importante é uma questão de ponto de vista… - Ele falava, voltando a me encarar.
- Sim. - Eu me perguntava pra onde essa conversa estava indo.
- Você é importante…
“Oi?”
- Pra sua amiga, por exemplo. - Ele apontava pra Ana que estava numa roda de gente importante.
“Ah!”
- Mas posso lhe perguntar algo? - Wonho me disse, voltando a olhar pra mim.
- Lógico. O que quiser. - Disse sem raciocinar muito.
- O que eu quiser?….
- …. - Apenas suspirei e ele riu.
- O que você gosta de fazer?
Essa era a pergunta? Eu esperava mais… Mas, não era uma pergunta fácil de responder sem ser íntima e pessoal, mas tentei ser vaga.
- Hnm… Gosto de dormir? - Respondi rindo.
- Não, o que você realmente gosta de fazer, o que te faz sorrir e ficar satisfeita?
- Que tipo de curiosidade era essa? Resolvi levar mais a sério.
- Eu gosto de compartilhar uma refeição com pessoas que gosto. Ir no cinema à noite, quando a sala está vazia. Andar de noite pra sentir a brisa, enquanto ouço uma playlist que combina com o momento. Gosto de viajar e conhecer coisas novas. Gosto de ouvir histórias e criar histórias. Gosto de pintar e testar receitas. Nada de magnífico aqui, sabe… - Eu falava quase que pra mim mesma.
- Mas porque?
- Porque o quê?
- Porque você gosta dessas coisas? - Ele perguntava realmente interessado.
- Como assim? - Eu sorria, mas percebi que ele não ia desistir, então comecei:
Eu gosto de comer com alguém, porque a refeição fica mais saborosa quando posso compartilha-la. Ir no cinema sozinha à noite me deixa confortável pra chorar o quanto quiser, porque a sala está vazia, são as melhores sessões. Sentir a brisa a noite enquanto ouço uma boa playlist me faz relaxar e sonhar acordada. Viajar e conhecer algo novo aumenta minha percepção e consciência, empatia, assim como ouvir histórias… Criar histórias é porque eu sou curiosa e sempre imagino a vida que cada um leva, isso me faz ser mais sensível com os outros. Pintar é algo que faço desde sempre, eu até pensei em fazer graduação nessa área, mas era difícil para os meus pais entenderem que arte pode ser profissão, então a mantenho como hobby hoje. Testar receitas é por diversão, fico satisfeita quando atinjo um sabor gostoso… - Eu falava sem perceber o quanto me revelava, normalmente eu não era assim.
- Você me parece bem magnífica. - Wonho disse com certo deslumbre no rosto.
Eu fiquei incerta quanto aos pensamentos dele, aquela expressão tinha uma ponta de cobiça. Eu me contraí um pouco, fazendo menção de estava com frio para poder entrar, pois a conversa já tinha ido longe demais. Ao ver meu sinal, o Wonho tirou a jaqueta e me ofereceu. Eu recusei.
Ele insistiu e vendo que eu não a pegaria, colocou-a no sobre meus ombros. Nesse movimento, sua pele tocou na minha e um arrepio atingiu minha espinha. Ele estava próximo de mim e eu sentia o calor que ele emanava.
Meu instinto se aguçou e eu sabia que ele sentia o mesmo, pois de repente o movimento das suaa mãos ficou devagar, demorando demais pra deixar o casaco em mim e se distanciar. Nossos olhares se cruzaram tão perto que eu podia ver que a pele dele era realmente perfeita. Inconscientemente eu mordi meu lábio inferior, uma mania que fazia quando estava muito envergonhada. E o olhar dele saiu dos meus olhos, pousando na minha boca. Ele engoliu à seco.
Eu queria experimentar ele.
Notas Finais
Obrigada por leu até aqui ♡
Vou me esforçar pra atualizar o mais breve possível com interações mais "profundas" 😏
A Kcon promete mais emoções do que você podem imaginar!













