Ela sabe pouco de mim, digo que quase nada. Não sabe que meu coração diminui quando sinto que ela está à chorar, que eu sorri por vê-la feliz. Não sabe quais os meus dias de drama e melosidade. Não sabe metade dos livros que li, nem dos filmes que vi. Nem quantos amigos perdi ao logo do caminho, ela não sabe que sinto saudade. Nem que deixei meu coração livre pra voar, ele voltou triste e solitário, por que o mundo lá fora não tem a proteção que ele queria, e que a liberdade é solta, mas não tem asas. Ela não sabe quantas vezes me senti sozinha devastadoramente. O que ela não sabe, mesmo de fato, é que quando ela sorri, isso tudo fica disperso, e é quase como se não existisse. Eu só quero que ela saiba, que quando eu à faço sorrir de verdade, quando os olhos brilham. Eu respondo daqui: Obrigada por existir.
E por estar aqui, Juliana Ribeiro












