atividade: happy pride!
Podium: Yves Corazon - Connor II Donovan - Jade Kazatori.
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atividade: happy pride!
Podium: Yves Corazon - Connor II Donovan - Jade Kazatori.
Congratulations!
Vic’s Journal
“Querido diário,
Hoje eu levei à público meu relacionamento com o Yves. Bom, o público no caso seria nossos amigos e os curiosos da escola que nos viram de mãos dadas. Acho que já estava na hora de fazer isso porque Edgar e Ahreum mereciam saber.
Eu sei que metade dessas páginas estão preenchidas com julgamentos sobre o garoto e a ex namorada dele, mas eu não consegui evitar o encanto por aquele sorriso e a maneira como ele se preocupa com os amigos quando não está sendo um completo babaca. Tenho a desconfiança de que ele apenas está demorando um pouco mais do que o normal para desenvolver os neurônios, mas Yves tem o potencial de ser um grande homem. Eu nunca iria me contentar com pouca coisa, eu mereço o mundo!
Yves me desperta sentimentos que nenhum outro garoto conseguiu, eu me sinto bem quando estou perto dele. Olhar o seu corpo nu é como admirar o mais bela paisagem parisiense ou uma das obras de Michelangelo. E não apenas seu corpo, mas os seus olhos também. Me pergunto se é assim que mamãe se sente ao olhar para o meu pai. Poxa, que comparação boba! Meus pais se amam há anos. Precisaram seguir caminhos separados para depois se encontrarem de novo. Eu apenas gosto muito de ter relações com o Yves, admirá-lo e me perder em seu sorriso, sentir meu coração disparar quando ele me beija e desejar a morte lenta e dolorosa da Sophia por ser o pior ser humano da terra e ter machucado Yves e Ahreum. Okay, talvez eu sinta algo muito mais do que apenas gostar dele, mas ele nunca precisa saber disso.”
Kelly Powell após ser chamada no colégio por conta da briga de Yves.
Ser mãe era definitivamente uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida. Yves veio em um momento ótimo em meu casamento e carreira, tudo ocorreu como planejei com Ian e nosso lindo menino nasceu com saúde e um sorriso tão encantador como o do pai. Após dois anos, demos mais um passo importante quando Joanne ficou órfã minutos após ter nascido e acolhemos ela como se tivesse saído do meu ventre. Minha pequena família tornou-se a coisa mais preciosa em meu coração. Eram minha inspiração para compôr canções e me apresentar na frente de multidões. Junto com Ian, criamos nossos filhos com os mesmos valores de amor, respeito e positividade aprendemos com os nossos pais. A fórmula para criar pessoas de bem e que espalham a amizade por aí.
Ao receber uma ligação do colégio, senti meu coração apertar em preocupação que talvez algo tivesse acontecido com meus filhos. Maior ainda foi a surpresa quando ouvi a diretora dizendo que Yves estava envolvido em uma briga com um de seus colegas. Uma briga. Meu filho. Alguma coisa estava errada e esse pensamento me fez largar toda a minha agenda do dia e sair às pressas da gravadora para ir checar o que estava acontecendo.
Não foi fácil de processar tudo o que ouvi a diretora relatou. Aquela pessoa não parecia com o filho que eu criei com tanto amor e carinho. Yves sempre foi defensor dos amigos, mas agressividade nunca foi a resposta e ele sabia disso. Meu garotinho sabia melhor. E a confusão e preocupação ficaram evidente em meu rosto enquanto tentava processar aquilo.
Então como se a briga não fosse o suficiente, assim que toquei com delicadeza a mão machucada do meu filho, ouvi sua voz pela primeira vez desde que eu havia sentado ali e as palavras não foram aquelas que eu procurava ouvir.
- Yves… O que aconteceu? O que pode ter feito de tão ruim para causar todos esses sentimentos negativos em seus amigos? - Perguntei ainda de maneira calma e preocupada. Ele era amigo de Edgar desde o berço e criou uma forte amizade com as meninas desde que ingressou no ensino médio. Uma amizade tão linda que eu realmente não conseguia imaginar o que poderia ter acontecido. Mas então ele relatou tudo.
- Muito obrigada por ter me ligado. Peço desculpas pelo comportamento do Yves e irei conversar com o meu marido sobre o assunto para que isso não se repita. - Ignorei completamente toda a história que Yves havia relatado e me virei para a diretora após me levantar e apertar sua mão com um sorriso no rosto. E assim que saímos do escritório, caminhei ao lado dele em silêncio até o carro e assim permaneci até chegarmos em casa. Podia sentir minha cabeça martelando e aquela calma constante me abandonando. Não conseguia olhar para Yves ou abrir a boca. Nunca precisei passar por aquele tipo de situação antes. Eu tinha criado meus filhos com o máximo de amor que conseguia transmitir e aquilo partia meu coração, como se eu tivesse falhado como mãe. Tantas noites acordadas conversando com Yves quando ele ainda estava dentro do meu ventre e agora ele parecia uma pessoa completamente diferente.
Ao abrir a porta de casa, dei espaço para que ele entrasse na frente. - Sente-se, Yves. Nós iremos conversar. - Disse de maneira breve e apontei o sofá para ele enquanto apoiava minha bolsa em cima de uma das poltronas. - Eu nunca… Nunca me senti tão decepcionada em toda a minha vida! - Comecei o discurso, sem saber exatamente como agir e como lidar com aquele sentimento de decepção e raiva que era algo completamente novo para mim. - Yves, como você fez uma coisa dessas? O que você se tornou? - Vociferei na direção do meu filho, sentando de frente para ele. - Eu não te criei para sair batendo nas pessoas. Por mais que aquele garoto tenha feito algo muito ruim e feio, isso não te dá o direito de arranjar brigas nos corredores do colégio. Ou em qualquer outro lugar! Quem é você para determinar quando é certo ou errado partir para a violência? Aliás, desde quando a violência é a resposta para qualquer coisa? Por acaso eu nunca te ensinei nada? - Continuei a falar de maneira dura, sentindo a minha voz querendo ficar um pouco trêmula. Eu não sabia fazer aquilo, mas eu precisava. - Olhe para mim quando estou falando, Yves Corazón! - O olhei de maneira irritada quando notei que o garoto ficava encarando o chão. - Nada explica ou justifica esse comportamento horroroso da sua parte. Não adianta vir me dizer que você não sabe quem se tornou porque já tem idade o suficiente para entender cada decisão que toma. Eu não admito, na minha casa, qualquer tipo de pessoa que tenha atitudes de macho escroto. E é exatamente o que você tem feito. - Arqueei as sobrancelhas ao arrumar a minha postura. - Primeiro você resolve sair pela escola beijando as pessoas como se isso não tivesse significado algum. O que já é um absurdo considerando que se você toma a decisão de ser uma pessoa fria por dentro, não tem que automaticamente assumir o pensamento de que todos são assim. Segundo que quando sua melhor amiga tenta te ajudar porque está preocupada com seu bem estar, você expõe na frente da escola inteira aquilo com o que ela vem sofrendo. Ninguém te deu permissão para expor algo tão íntimo de outra pessoa só para se sentir bem com a vergonha que você se tornou. Terceiro que após tudo isso, como se não bastasse, você ainda passa a andar com a turma que causou danos à sua amiga. Com a desculpa de que ao se juntar ao time de football, automaticamente está inserido no meio dos populares. Eu não sabia que tinha criado um filho incapaz de tomar as próprias decisões e se deixa levar por pessoas de péssimo caráter. - Minha expressão sempre suave, agora estava severa e irritadiça. Eu não queria estar falando daquela maneira com o meu filho, eu não queria ter que estar naquela situação, mas se eu precisava me posicionar e disciplinar Yves. Ele tinha ultrapassado todos os limites possíveis e nem mesmo rebeldia na adolescência explicava o comportamento e as atitudes dele. - E a vergonha que passei na frente da diretora do colégio? Não passei anos da minha vida cuidando de você e da sua irmã pra lidar com birra de adolescente. O que foi, Yves? Tua vida por acaso tá difícil? Porque eu acho que deixei tudo o mais simples possível para vocês e tentei ser a melhor mãe que consigo. E se isso por acaso te passa a impressão de que você pode fazer o que bem entende e sair por aí ofendendo seus amigos, então você está muito equivocado. - Disse em tom de ameaça enquanto massageava as minhas têmporas. Eu nunca ia imaginar que meu dia acabaria daquela forma. - Se tem tanto tempo livre para fazer uma merda dessas, então vamos resolver isso. À partir de hoje, você vai voltar direto do colégio para casa e vai trabalhar comigo. Darei seu tempo para fazer seus deveres de casa, mas eu te quero sob a minha vigilância constante. E quando eu não estiver na cidade, você irá ficar com o seu pai. Eu não quero ouvir reclamação ou choro. Acredite, Yves. Eu posso ser uma pessoa pacífica, mas tenho como transformar sua vida em um verdadeiro inferno. - O tom autoritário mais uma vez estava presente para ditar as regras do castigo dele. Talvez o meu maior erro tenha sido deixar meus filhos com liberdade e isso não tenha sido bom do ponto de vista de criação. Talvez eu realmente precisasse manter Yves em rédeas curtas. - E eu não quero nem saber como vai fazer isso, mas você vai se desculpar com todos os seus amigos. E não, nem tente se defender porque sabe que está errado. Não vai andar mais com a turminha com quem arranjou briga porque eu já tive a minha cota de pessoas que foram pro buraco por andar com pessoas que também se afundaram. Chega. As coisas por aqui vão mudar. Me recuso a ter um filho que acha que violência resolve qualquer merda e que ofende as garotas. Não aceito isso. Você perdeu completamente a minha confiança. Pior do que isso, você perdeu o meu respeito. - Finalizei ao me levantar e ficar de frente para ele, olhando bem em seus olhos ao pronunciar as palavras finais. - Agora vá pro seu quarto. Não irei mais trabalhar hoje para ficar de olho em você e organizar a nova rotina com o seu pai. - Esperei até que Yves saísse dali da maneira mais apressada que ele conseguiu e desabei no sofá de novo, tentando conter as lágrimas de estresse. Precisava ligar para o Ian. Eu realmente necessitava da ajuda do meu marido porque não ia conseguir mais fazer isso sozinha.