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Dae-Jung Yoon: Call me Daddy
Bella Soo foi uma ótima surpresa para Dae-Jung na noite do Festival das Luzes. Não poderia ter começado um novo ano de maneira mais deliciosa do que fodendo com força aquela mulher.
Tudo aconteceu entre uma caminhada pela praia, buscando um lugar que os alunos e professores das escolas nĂŁo estivessem circulando. Ali, Dae-Jung se dispĂŽs a conversar com Bella, prestando atenção no que ela falava para que pudesse conhecer melhor a pessoa com quem estava e agir com normalidade mesmo em meio ao caos que estavam vivendo nesse ano letivo. Os dois sabiam como acabaria aquela noite, entĂŁo depois de alguns drinks e conversa, Dae-Jung estava com os lĂĄbios ocupados no corpo da mais nova, conhecendo-a de outras maneiras. Sentir a umidade entre suas pernas foi uma experiĂȘncia extremamente excitante, que demonstrou-se real por baixo de sua calça. Os gemidos dela pareciam aumentar a temperatura e a maneira como ela se demonstrava disponĂvel toda vez que Yoon agia com mais autoridade e pegada, sĂł trouxe pensamentos e instintos dominadores em sua mente.
Levantou-se e ficou diante de Bella. - Ajoelha agora e me chupa. AĂ eu vou te dar o que quer. - Ordenou, olhando-a fixamente como se quisesse despir atĂ© mesmo sua alma. E quando ouviu um âYes daddyâ em resposta, seu pau pulsou nas mĂŁos e boca dela, enquanto ele mesmo segurava em seus cabelos com força, controlando os movimentos, invadindo sua boca com força e vontade, como se estivesse fodendo a buceta molhada. Bella chupava muito bem, nĂŁo fugiu do desafio. E Dae-Jung poderia gozar ali mesmo se nĂŁo tivesse outros planos, se nĂŁo quisesse foder a mulher em todas as posiçÔes possĂveis e fazĂȘ-la implorar para que depois ele entregasse tudo e um pouco mais.
- Agora tira toda a minha roupa. - Mais uma ordem foi dada e no momento em que foi realizada, pegou a loira nos braços, orientando que o abraçasse com as pernas. A guiou atĂ© algumas pedras para que tivessem apoio e sem qualquer firula, jĂĄ invadiu o corpo dela, investindo com força e vigor, estapeando as nĂĄdegas, apertando-as. Mordidas e chupĂ”es foram deixados em seus seios. Antes que Soo tentasse sequer tocar no rapaz, suas mĂŁos foram contidas acima da cabeça e ele passou a ir contra o corpo dela com mais violĂȘncia, gemendo alto, um som que misturava-se deliciosamente com o som do atrito de pele com pele.
Em algum momento, a colocou de quatro, tomando seus cabelos como rĂ©deas, forçando sua cabeça a ficar para cima. Nesse momento, passou atĂ© mesmo a estimular o clitĂłris da mulher, seguindo a velocidade das estocadas, querendo ouvir os gemidos e pedidos por mais, querendo vĂȘ-la totalmente entregue e tremendo de tesĂŁo, os seios balançando, os mamilos enrijecidos. Yoon permitiu que ela o tocasse sĂł quando entregou tudo o que ele fez por onde para alcançar.
- Vai, safada. Rebola mais e goza no meu pau. - Seu tom de voz era rouco, carregado de tesĂŁo e desejo, estapeando a bunda dela mais uma vez, pulsando em seu interior para provocar.
NĂŁo parou atĂ© que ela gozasse, aumentando aquela umidade tĂŁo convidativa para que ele tambĂ©m pudesse fazer isso, agarrando seu corpo, marcando-o como podia e deixando que fosse feito o mesmo com seu corpo jĂĄ suado e sensĂvel.
Claro que isso se repetiu por mais algumas vezes durante a noite, inclusive na casa de Dae-Jung quando conseguiu ficar longe do corpo de Bella por tempo o suficiente para chegarem no local mais reservado.
Ao final, jĂĄ exausto e tendo feito uma Ăłtima rotina de cardio diferenciada, deixou o corpo cair na cama, ao lado da mais nova. - VocĂȘ foi maravilhosa, senhorita Soo. - Seu tom agora voltava a ser gentil e ele se inclinou para acariciar o rosto dela e beijar seus lĂĄbios agora com menos intensidade e mais respeito. - Podemos repetir quando quiser. Minhas portas estarĂŁo sempre abertas para uma diversĂŁo como essa. - Piscou o olho, rindo. O intuito era realmente terminar a noite na paz.
It's time to write a new story.
Minha vida na CalifĂłrnia nĂŁo estava mais funcionando. Nos Estados Unidos no geral.
Eu tinha meus motivos antes para fazer daqui um lar, mas depois de tudo o que aconteceu com Yves e como se tornou nossa rotina na escola, isso só aumentou a saudade que eu sinto de casa. De Paris. Com minha mãe e Charlotte, eu aprendi a ser uma mulher forte e independente, firme em tudo o que eu faço e que se recusa a ser passada para trås. O que não significa que eu não tenho sentimentos. Longe disso. Eu sinto, eu me machuco. Só transformo em algo produtivo ao invés de chorar pelos cantos e me trancar no quarto. Acho isso a coisa mais deprimente do mundo.
Foi esse pensamento que me fez ir conversar com meus pais na Ășltima semana das fĂ©rias de verĂŁo.
- MĂŁe, pai. Eu quero voltar para Paris. - Anunciei de maneira decidida, olhando meus pais nos olhos. Eu estava sentada na poltrona do escritĂłrio, as pernas cruzadas e a postura como quem trata de negĂłcios. Ă claro que os dois se entreolharam antes de falar qualquer coisa.
- E eu posso saber o motivo dessa sua vontade? Seus amigos estĂŁo aqui, Vic. Sua famĂlia. - Minha mĂŁe questiona com calma, tentando entender a situação.
- Temos famĂlia em Paris tambĂ©m. William, Somi e todos os meus nove primos estĂŁo lĂĄ. NĂŁo Ă© segredo que eu sempre senti falta de lĂĄ. - Mantenho respostas objetivas, esperando o momento onde sĂł vĂŁo me liberar para que a conversa acabe e eu vĂĄ fazer minhas malas. - Antes que mencione Yves, nĂłs nĂŁo estamos mais juntos. - Me adianto, ao ver a boca do meu pai mexendo. - Eu amo vocĂȘs e sentirei muita falta. FĂ©rias existem para matar a saudade. E vocĂȘs sempre me ensinaram a ser forte e determinada para seguir os meus planos. Sou uma boa filha, tiro notas altas e nĂŁo dou motivos para nĂŁo me darem esse voto de confiança. - Finalizo a apresentação do meu caso, esperando dĂșvidas que eu possa sanar.
Elyse questionou por mais algum tempo, assim como meu pai. Não me opus a responder nada e também não voltei atrås na minha decisão. Por fim, quando se deram por satisfeitos (ainda que com olhares preocupados), eu consegui convencer meus pais a me deixarem começar um novo ano letivo na França. Uma nova vida.
Com a ajuda dos dois, fomos atrĂĄs de uma vaga em um dos melhores colĂ©gios internos da França, a International Bilingual School of Provence. Os Atwood que residem em Paris foram avisados de que eu estaria pelo paĂs e William disse que a casa deles estaria aberta quando eu precisasse, Ă© claro.
O processo da mudança foi tranquilo e meus pais estavam comigo o tempo inteiro me ajudando e dando conselhos.
Tivemos um jantar de despedida apenas em famĂlia. Eu, meus pais, irmĂŁos e tios. NĂŁo quis chamar ninguĂ©m da escola por ainda estar pensando em como daria a notĂcia sem tornar tudo excessivamente dramĂĄtico por conta de um atĂ© breve.
No dia em que eu de fato iria me mudar, deixei com Ari e Claude uma carta. Foi escrita para trĂȘs pessoas: Ahreum, Edgar e Yves. Nessa carta, eu expliquei que estaria me mudando para a França porque Ă© um lugar do qual sempre senti falta, um lar pra mim. Que nĂŁo me despedi antes por nĂŁo gostar muito de despedidas, mas que agradeço os anos de amizade. Especificamente para Yves, constava na carta que eu esperava que ele conseguisse amadurecer e refletir sobre as prĂłprias atitudes. Nunca duvidei de seu bom coração e criação, mas que ele precisava alinhar isso com seu comportamento e jeito de ser.
NĂŁo me prolonguei muito. NĂŁo era necessĂĄrio e nunca foi parte da minha personalidade.
Deixei conselhos para os meus irmĂŁos mais novos e depois fui procurar por Liz.
- Eu sei que vocĂȘ Ă© super ocupada e bem sucedida. O sorriso de milhĂ”es. Mas tome conta dos dois, ok? Se mamĂŁe e papai brigaremâŠbem, vocĂȘ Ă© mais velha e sabe que logo eles se resolvem sozinhos. - Sorri, encolhendo um pouco os ombros. - VocĂȘ vai ter competição para ver quais das herdeiras mais velhas se forma em escola e universidade com mais honras. - Provoco a a mais velha antes de abraçar com força.
Despedidas feitas, malas no carro, passagem em mãos. Acompanhei meus pais para fora de casa e dali partimos para o aeroporto. Papai nos deixaria lå, mas minha mãe iria comigo até o destino final. Eu estava certa da minha decisão. Meus sentimentos e coração pediam por isso para se recuperar.
All of the people I've ghosted stand there in the room
Em colaboração com @madneocity-universe
Feriados em famĂlia sempre foram interessante entre as Stretton. NĂŁo Ă© incomum que em algum momento comece troca de farpas e surtos. Geralmente iniciados por Pandora, a caçula dramĂĄtica. No entanto, dessa vez foi completamente diferente. Enquanto alguns queriam dar atenção para os doces, bolos e chĂĄs, outros pareciam determinados a começar uma briga. Lyra, a que geralmente tenta se manter centrada e disciplinada acabou perdendo o tom com a prĂłpria mĂŁe, na frente de seu namorado e dos namorados das irmĂŁs. Na frente de toda sua famĂlia. Claro que ela se arrependeu no segundo em que as palavras tĂŁo pesadas saĂram de sua boca, principalmente porque viu a mĂŁe levantar e sair trotando da sala atĂ© o quarto. NĂŁo se moveu, nĂŁo falou nada, nĂŁo se atreveu a olhar ninguĂ©m. Sentia o rosto arder e ficar vermelho, o sangue parecia ferver.
Somente ao ouvir a voz de Mimi que arriscou erguer a cabeça e ouvir tudo o que sua mĂŁe tinha a dizer. Ali mesmo, na frente de famĂlia, namorado e cunhados. Foram palavras tĂŁo duras e que mesmo sabendo que a mulher tinha razĂŁo, foi um choque e uma vergonha gritante para a filha mais velha. Ela magoou uma pessoa que sĂł deu amor e o melhor que conseguiu para suas crias. Sentia-se atĂ© mesmo sem ar, mas em momento algum desviou o olhar porque devia ao menos isso para a mĂŁe. Encarar a bronca com dignidade, ouvir o que precisava ser dito por conta de um erro crĂtico. Mimi saiu da sala mais uma vez, deixando todos sem palavras. Lyra sentia-se horrĂve, o que a fez levantar e sair trotando como um centauro para seu antigo quarto. SĂł queria ficar sozinha e com certeza precisou resistir ao impulso de bater a porta na cara de Pandora que apareceu segundos depois.
-Me deixa em paz, Pandora! - Falou de maneira dura com a irmĂŁ antes de ser silenciada com as palavras da caçula. Pandora começou a disparar palavras duras e muito verdadeiras que pegaram Lyra totalmente de surpresa. Suas feiçÔes iam tomando um tom avermelhado que era uma mistura entre raiva e mĂĄgoa. Sem dĂșvidas que a garota sĂł iria deixar transparecer o primeiro. Ainda assim, fez um esforço descomunal para segurar as lĂĄgrimas que queriam escorrer e encarou Pandora nos olhos. NĂŁo ia chorar porque esse posto nĂŁo lhe cabe. Ela nĂŁo Ă© a pessoa que chora na casa e ouviu tudo no mais completo e absoluto silĂȘncio, notando o quanto sua irmĂŁ mais nova tinha crescido e amadurecido. Algo que sempre desejou para as pessoas que ama e tentou colocĂĄ-las nesse caminho. Aparentemente, falhou. Pandora nĂŁo apenas deu um sermĂŁo em Lyra, mas usou de palavras e termos que fizeram a mais velha ficar sem estruturas e ofegante. Mais uma vez, forçou o controle apertar os lençóis da cama. - Eu nunca quis te humilhar... - Foi o que disse num sussurro apenas para si mesma ao ver o sorriso da irmĂŁ e Pandora saindo do quarto. Lyra buscou por sua varinha e fechou a porta com magia, permanecendo sentada na cama e encarando agora a parede. Sua postura ereta.
Ouvia a famĂlia tentando retomar o clima leve que ela tirou como uma valentona faria e isso sĂł trouxe um peso maior para seu coração. Nunca foi intenção de Lyra ser a agressora de ninguĂ©m, muito menos das pessoas que ama. Ela sĂł queria cuidar e proteger acima de tudo. A maneira como encontrou isso foi atravĂ©s de seu racional. E estudando muito para ser tĂŁo inteligente quanto a mĂŁe. Para ter um bom futuro depois do que Mimi enfrentou para que nada faltasse em casa. A cada lĂĄgrima que escorria sem permissĂŁo, Lyra se apressava para enxugar e nĂŁo deixar rastros em seu rosto de que chorou. Sentia-se a pior pessoa do mundo e que nĂŁo merecia qualquer tipo de conforto ou desculpas mesmo que estivesse desesperada por um abraço de sua mĂŁe porque foi sempre nesse abraçou que sentiu que tudo ficaria bem. Em qualquer situação.
Passou algum tempo em suas prĂłprias reflexĂ”es do que viveu atĂ© o momento, ignorando tudo e todos fora do quarto. NĂŁo que quisessem vĂȘ-la. Depois de seu surto, nem ela mesma iria querer estar na prĂłpria companhia. Lyra precisava arrumar essa confusĂŁo, entĂŁo levantou-se da cama e olhou o reflexo no espelho. Ajustou a maquiagem e saiu do quarto para ir atĂ© a sala, onde todos estavam reunidos. Um dos momentos mais difĂceis de sua vida. Ă como ela lembra desse dia atĂ© hoje. â VocĂȘ estĂĄ por conta prĂłpria agora, Lyra. â
Em pé, um pouco afastada da mesa, olhou para os presentes e respirou fundo, reunindo forças para falar sem se perder.
- Me desculpem. - A fala saiu de maneira tĂmida. - NinguĂ©m aqui tem culpa da bagunça que eu me tornei e nada me dĂĄ o direito de descontar nas pessoas que estĂŁo aqui hoje ou em qualquer outra. Eu ultrapassei limtes e agi da maneira errada, da maneira que nĂŁo foi a que minha mĂŁe ensinou. - Seu olhar vai atĂ© a cadeira que antes a mĂŁe ocupava. - Pandora chamou minha atenção quanto ao fato de eu ter sido uma espĂ©cie de valentona durante todo esse tempo. Eu nĂŁo tinha notado isso, entĂŁo eu realmente sinto muito. NĂŁo foi minha intenção humilhar ninguĂ©m e preciso que acreditem, que saibam que tudo que eu sempre quis foi ver o sucesso e a felicidade de todos que eu amo. Se fui dura ou atĂ© mesmo mĂĄ, foi por medo de vĂȘ-los sofrendo porque isso tambĂ©m me faz sofrer. Me dĂłi. Eu sou uma bagunça, nĂŁo nego, mas nĂŁo sou uma pessoa ruim. - Virou-se para Roger. - E para vocĂȘ, o que eu tenho a dizer Ă©: o senhor errou muito. Mesmo que minha mĂŁe tenha fugido, devia ter ido atrĂĄs dela antes. Devia ter vindo por nĂłs. Mas se a faz feliz agora, entĂŁo nĂŁo deixe mais essa mulher sozinha. Ela merece o mundo. - Respirou fundo, sentindo os olhos lacrimejando de novo.
Por fim, pediu licença sem esperar respostas e foi até o quarto de Mimi, batendo na porta.
- MĂŁe, posso falar com vocĂȘ? Por favor. - Aguardou atĂ© que o rosto da mĂŁe surgisse. SĂł entĂŁo entrou no quarto e fechou a porta para terem privacidade, ficando encostada contra a madeira, voltando a cair no silĂȘncio, as mĂŁos tremendo. Novamente, nĂŁo queria chorar. NĂŁo queria ser vĂtima porque sabe que nĂŁo Ă©. Ainda assim, Mimi Ă© a Ășnica pessoa que Lyra nunca se importou em demonstrar seus momentos de fraqueza. Mas agora Ă© diferente, nĂŁo? Lyra estĂĄ por conta prĂłpria. Foi o que ouviu. Tentou ao mĂĄximo se controlar, mas um choro silencioso deu inĂcio. Dolorido.
- NĂŁo me deixa por conta prĂłpria. - JĂĄ começou por aĂ. - Eu sinto muito, mĂŁe. Me perdoe. Eu estou um caos e nem eu mesma me entendo de alguns anos pra cĂĄ. Por Deus, a senhora Ă© a pessoa que eu mais admiro no mundo! Criou sozinha trĂȘs filhas de pais diferentes, foi forte. Uma guerreira. - Ainda nĂŁo conseguia se mexer, mas parecia se encolher cada vez mais, sentindo-se assustada. - Eu posso nĂŁo ter afinidade com Astrologia, mas foi sua profissĂŁo que nos permitiu ter tudo o que temos hoje, que nĂŁo faltasse nada em nossa mesa. Foi sua profissĂŁo que ajudou a guiar nossos caminhos e evitar que tivĂ©ssemos que passar por coisas tĂŁo difĂceis desde cedo. Eu tenho orgulho de quem vocĂȘ Ă©, Mimi Andromeda, e isso nunca mudou ou vai mudar. - As lĂĄgrimas escorriam agora sem pudor algum e Lyra jĂĄ nem tentava se livrar delas.
- A senhora nunca me pressionou, nunca me controlou. Ao contrĂĄrio disso, sempre nos deixou livres para fazermos nossas escolhas, confiar em nossas mentes e coraçÔes. Nos criou para sermos boas pessoas. Eu nĂŁo quis dizer nada do que disse. A verdade Ă© que... - Pausou sua fala, tentando reunir forças. - Sei que nĂŁo sou uma pessoa fĂĄcil. Eu vejo por seus olhares, os de Pandora e atĂ© mesmo das pessoas na escola. E eu encontrei alguĂ©m que disse que me ama. James Sirius deve ser um louco, eu sei. Ainda assim, eu nĂŁo imaginava que isso aconteceria em um momento tĂŁo confuso da minha vida onde eu mais afastei pessoas do que as deixei entrar. AĂ a senhora pediu por uma data de nascimento para fazer o mapa dele. Eu fiquei com medo. Um medo irracional de que por algum acaso fosse descoberto que isso nĂŁo vai durar. A senhora tem a astrologia, Pandora tem as previsĂ”es e Cherry Ă© uma metamorfomaga (?). Eu nĂŁo tenho nada disso. Sou muito boa em Feitiços, sou excelente em tirar as notas altas e aparentemente, segundo Pandora, eu sou Ăłtima em ser mĂĄ com as pessoas, entĂŁo... eu nĂŁo posso ficar sem vocĂȘ. Lyra Sagitta nĂŁo Ă© ninguĂ©m sem a mĂŁe dela. Eu sou um perigo por conta prĂłpria. Preciso da minha mĂŁe. Por favor. - JĂĄ cansada e sem forças para falar, apenas se abraçou porque nĂŁo sabia se podia tomar essa atitude com a mĂŁe. O choro continuou como se ela fosse uma criança amedrontada de novo e nĂŁo queria sair daquele quarto.
I miss you... and I love you.
Desde que YouTubers começaram a investir em sua prĂłpria imagem para serem encontrados por olheiros, estĂșdios, gravadoras e qualquer lugar que lide com artistas começou a crescer muito em demanda. Eu, como produtora audiovisual, raramente tinha um dia inteiro para descansar. Muitos vĂdeos musicais dos artistas da gravadora para produzir, garantir que nada estaria faltando e nem teria o que atrapalhar. Tanto trabalho quanto aqueles produtores que trabalham em Hollywood e suas megas produçÔes. Os produtores da Sony nĂŁo tem um dia de paz e a prova disso (se Ă© que ainda restavam dĂșvidas) chegou quando a gravadora rompeu o contrato com um artista revelação que foi achado na internet por um olheiro. O motivo disso? O rapaz simplesmente nĂŁo entregava nada e nĂŁo colaborava com a prĂłpria carreira depois que o boom do sucesso inicial o alcançou. Esse foi o inĂcio da merda que se desenrolou.
Prédio da Sony Music, Nova York, o ano que só deus sabe.
Por não ter passado a noite com Micah jå que ele estava ocupado no trabalho, acabei por chegar mais cedo na gravadora para adiantar parte do processo de preparo para a gravação do novo single da Pink que iria acontecer num local alugado pela produção após a mulher repassar os vocais aqui mesmo.
Tudo estava caminhando conforme o esperado, a equipe focando esforços no grande evento do dia antes que a artista chegasse. Foi um pouco depois do almoço que o primeiro tiro disparou. Pelo barulho, só podia ser no andar de baixo. Em seguida, gritos. Olhei para Melanie e Ronan em alerta.
- Temos que sair daqui. - Aviso aos dois que concordaram e sem demora jå fomos nos encaminhando para os elevadores. Todos fora de funcionamento. Foi aà que senti meu coração disparar. - Escadas. - Tento outra rota.
- Astrid, se os elevadores não estão funcionando, seja lå quem estiver aqui no prédio, estå usando as escadas. Talvez seja melhor nos escondermos. - Ronan segurou meu braço quando eu só queria sair dali. Melanie parecia nem conseguir se mover direito, em choque.
- VocĂȘ quer ficar aqui?! SĂ©rio? - Perguntei em sussurros. Antes que eu pudesse ter uma resposta, mais tiros. Nas escadas.
Junto com meus dois amigos, nĂłs corremos para uma das salas que usĂĄvamos para guardar o basicamente instrumentos velhos ou que estavam aguardando reparo. Os gritos tornaram-se mais altos, pedidos de socorro poderiam ser ouvidos, objetos quebrando, mais tiros. Eu me encolhi atrĂĄs de uma bateria, tentando ficar o menos visĂvel possĂvel. Ronan e Melanie tambĂ©m procuraram lugares dentro da sala para ficarem escondidos enquanto tentĂĄvamos entender o que acontecia.
Em meio ao caos lĂĄ fora, Ronan aproveitou a oportunidade para ir atĂ© a porta tentar ouvir algo. Melanie e eu tentamos impedir, mas Ă© claro que fomos ignoradas. Antes que ele falasse alguma coisa, eu mesma jĂĄ tinha ouvido uma voz conhecida. Jordan Pale, o artista demitido no mĂȘs passado e que estava tentando vender a gravadora em um processo judicial. Ele gritava alto, a voz parecia de uma pessoa claramente alterada. Alguns segundos depois, a porta da sala abriu com brutalidade, assustando Ronan que estava tentando ouvir o que tinha acontecido. SĂł que esse susto foi o suficiente para que Ronan caĂsse no chĂŁo com uma bala atravessando sua cabeça. Nesse momento eu cobri a boca com as duas mĂŁos, fechando os olhos apertados.
- AlĂ©m de terem me fodido ainda querem me assustar? Eu vou levar tudo o que tenho direito e isso inclui atĂ© a vida de quem ajudou a destruir a minha. Todos vocĂȘs! - Ele gritou para o cadĂĄver de Ronan. Minhas mĂŁos jĂĄ estavam molhadas por conta do choro, a imagem do meu amigo caindo no chĂŁo de olhos arregalados. - Ei, Nate, Cameron, jĂĄ reuniram todo mundo? Porque achei esse daqui escondido. Bom, agora tĂĄ morto. Vem cĂĄ um dos dois. Agora, mermĂŁo! Anda! - Vociferou para seus colegas, a voz arrastada.
Com um dos seus parceiros chegando, os dois entraram na sala e nĂŁo demorou para nos encontrar. Melanie foi puxada pelo braço por um dos rapazes e Jordan me encontrou. NĂŁo tive tempo nem mesmo de reagir e meus cabelos jĂĄ estavam sendo puxados com violĂȘncia. Senti o ferro da arma pressionado contra a minha tĂȘmpora logo em seguida. - Astrid Bishop! Achou que poderia se esconder, docinho? - Um riso de deboche.
- O que vocĂȘ quer, Jordan? Por favor, pare com isso. - Imploro, tentando me manter firme. Ele nĂŁo ajudou em nada ao me parar em frente ao corpo de Ronan, forçando minha cabeça para baixo.
- O que eu quero, Bishop? Eu quero que vocĂȘ olhe bem para o seu amigo e entenda o que vai te acontecer se nĂŁo colaborar. VocĂȘs me tiraram tudo e eu fiquei na merda. Agora Ă© a minha vez e sou eu que mando! - A cada sentença, ele forçava mais a minha cabeça sem o menor cuidado. Eu sentia o cheiro de ĂĄlcool exalando e as pupilas dele estavam extremamente dilatadas. NĂŁo respondi nada, apenas assenti e tentei focar em nĂŁo ser morta ou ficar muito tempo olhando para Ronan.
Melanie e eu fomos levadas para onde estavam os outros refĂ©ns. Ronan nĂŁo tinha sido o Ășnico morto e outros feridos tambĂ©m estavam ali. Jordan tinha vindo com seu prĂłprio grupo, alguns deles revirando o andar e as salas, quebrando tudo, pegando o que tinha de valioso e tambĂ©m o que fica guardado para lançamentos futuros, ou seja, o que ainda nĂŁo tinha chegado atĂ© o pĂșblico.
NĂŁo sei afirmar quanto tempo se passou. Sei que foram horas ou assim pareceu. A polĂcia jĂĄ tinha entrado em contato diversas vezes para tentar negociação, eu vi mais colegas sendo mortos. O disparo de uma arma Ă© absurdamente alto na vida real e deixa um zumbido no ouvido de quem estĂĄ perto. Ainda assim, esse fato nĂŁo Ă© nada perto de ver vidas sendo tiradas a troco de nada. Apenas por uma revolta. Em determinado momento, Jordan Pale começou a brincar para escolher quem seria sua prĂłxima vĂtima. Ele jĂĄ nĂŁo queria mais nada. Ele sĂł queria...matar. Perdido dentro de si mesmo.
A cada tiro, eu pensava na minha famĂlia, nas pessoas importantes para mim. A cada tiro, eu sentia que estava mais perto da minha vez. A cada tiro, um momento vivido vinha na mente e eu parecia enxergar toda a curta jornada que tive em apenas um flash. Me mantive calada porque todas as pessoas que imploraram acabaram morrendo primeiro. Uma pilha de corpos. SĂł me encolhi o mĂĄximo que eu podia, mantendo os olhos fechados e pedindo para Deus me ajudar. Eu estava sufocando.
- Quem serĂĄ agora... - Jordan falava distraĂdo enquanto seus colegas vigiavam as portas e refĂ©ns. Seu hĂĄlito foi sentido perto de mim. Apertei as mĂŁos. - A produtora de merda que disse que meu trabalho falta conteĂșdo e dedicação? Profundidade? - Ele provocou e eu me mantive calada. - RESPONDE, ASTRID! - Senti meu corpo estremecer. Minha voz nĂŁo queria sair.
Segundos depois, com Jordan quase puxando o gatilho, a porta foi arrombada. Um novo caos se instaurou e quando me dei conta, o sangue de Jordan Pale estava espalhado em meu rosto, cabelos e roupa. Cobri os ouvidos com as duas mãos, apertando e me curvando. Foi nessa posição que eu fiquei, chorando e não querendo ver mais nada até sentir mãos me segurando. Uma voz ao longe falando comigo. Parecia dizer que estava "tudo bem". Nada estå bem. Então só deixei que fossem me guiando para fora.
No tĂ©rreo, fui levada atĂ© uma ambulĂąncia para ser examinada. Meu olhar era de puro choque e eu tentei responder sĂł o essencial mesmo que atĂ© isso fosse difĂcil. Quando me liberaram, eu nĂŁo sabia o que fazer ou para onde ir. Me sentei na calçada mesmo. Liguei para os meus pais para que viessem me buscar. Em seguida, o telefone de Micah. Caixa postal.
Deixe seu recado...
- Eu sei que vocĂȘ estĂĄ trabalhando, mas eu realmente preciso de vocĂȘ agora. Eu vi amigos e colegas sendo assassinados na minha frente e quase aconteceu comigo tambĂ©m. SĂł nĂŁo aconteceu porque a polĂcia conseguiu entrar. Micah, eu acho que nunca te disse isso mesmo que eu esteja com vocĂȘ desde a escola. Eu te amo. E eu te amo muito. NĂŁo existe outra pessoa pra mim. Ă vocĂȘ e todo o caos que nos acompanha. NĂŁo quero mais ser sĂł a "ficante sĂ©ria" porque sei que podemos e somos mais que isso. Eu nĂŁo quero mais desperdiçar um minuto sequer da minha vida. Eu te amo. -
Aquele beep final, indicando que o tempo tinha esgotado.
Abracei meus joelhos e escondi o rosto ali, não me movendo até ouvir a voz de Marley e James, indicando que eles tinham vindo por mim.
Asa Butterfield in Time Freak
Pietro Félix, Vitor Micael Castro e Willian Gaunt no casamento de MicaelÎ.
NICK ROBINSON IN A TEACHER EPISODES 1X01-1X03
{CLICK HERE} to find 393 gifs of Nick Robinson as Eric Walker in episodes 1x01-1x03 of A Teacher. All of the gifs have been made by myself, and are under 2 MB. I would appreciate if no one claims them as their own if they use them in a gif hunt. Please, do not edit these gifs in any way, crop them, or turn them into gif icons. Thank you, and please like or reblog if you plan on using.
AGE: 25 years old EYE COLOR: Brown HAIR COLOR: Brown TRIGGERS: !!! Please be aware the nature of this show depicts a relationship between a high school student and their teacher !!! smoking, food, eating, drinking, alcohol, kissing, nsfw content, sexual content FEATURING: Kate Mara
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Todd + being awkwardly adorable
Todd (as himself) in every episode [dedicated to @sadlittlenerdking]
bonus (because of tumblrâs â10 perâ limit):
Matthew Noszka by Giampaolo Sgura
Adam DiMarco Avatars 200x320.
â HUNTER PARRISH GIF PACK [ RATCHED SEASON 1 ]
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BIRTH: 1987 ETHNICITY:Â English, German, Scottish, Dutch
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Phoebe Tonkin as Daphne in season 4 of âThe Affairâ
Couple Mood: HeloĂsa Delorean e Vitor Micael Castro.