i didn't have it in me to only post one of the tracks from this release
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Raquel De Grimstone - FreeMansonicYouth (Full Album)
Love me harder || @zhark
O quão difícil era lutar contra seus desejos mais ocultos? Amber não sabia até perceber que já encontrava-se junto ao corpo moreno de Bao, lhe empurrando contra a porta ao mesmo tempo em que todas as suas defesas vinham a baixo, resultado de um desejo que lhe queima cada vez que a mais velha se aproxima. Aquela noite havia sido demais para si, já que sua mente completamente ignorada por seu coração e seu desejo, insistia e recriar o acontecido naquela noite a ponto de lhe deixar sensível demais aos seus desejos pela morena. Bao... Se Amber pudesse lutar contra isso... Nunca deixaria o desejo falar mais alto se estivesse em sã consciência e não houvesse as provocações de Bao, pois ainda era um fato que estava machucada com tudo o que acontecera à oito anos atrás e mesmo que aquilo não importasse nem um pouco no momento, uma hora a americana sabia que a dor tomaria novamente as rédeas da situação.
Amaldiçoou-se mentalmente quando percebeu o quanto sentia falta da mais velha, de seu corpo moreno junto ao seu lhe encaixando, enquanto seria necessário mais momentos como estes para extinguir toda a saudade que existia dentro de si. Como a Ama! Deus! Amber sabe que não pode dar-se ao luxo de negar aquilo para si, uma vez que sente-se entregue e completamente de Bao agora que esta estava pronta para lhe tomar com toda a experiência e habilidade que Park sempre amou em Zhang. Aquela chinesa, lhe arrancaria um sorriso malicioso se seus lábios finos e desenhados não estivessem perfeitamente encaixados sobre os da mais velha, lhe manchando os semelhantes com o batom pintado em seus lábios onde não fazia questão alguma de mantê-los, tornando o ósculo cada vez mais intenso ao tomar a iniciativa de buscar a língua alheia pela boca da mais velha, separando-se apenas quando seu pulmão passara a queimar devido a falta de oxigênio.
- Faça amor comigo... – Miou a mais nova, soando mais implorativa do que deveria naquele momento, uma vez que dentro de si havia um misto de sentimentos mesmo com o desejo predominante, lhe fazendo perder completamente a pouca noção que havia do que estava acontecendo ali. Pro inferno se nunca dariam certo juntas, pro inferno se ambas sobre o mesmo teto não iria funcionar. Amber só sabia que desejava Bao, mesmo tão quebrada... Desejava Bao ali e agora. – A noite inteira, Bao. Eu quero você.
Kareem – Druids
Label:
Zhark Recordings – 00016
Format:
Vinyl, 12"
Country:
Germany
Released:
2002
Genre:
Electronic
Style:
Illbient, Industrial, Experimental
Buy link: http://readymade.bigcartel.com/product/kareem-the-sky-is-gone-but-you-are-still-here-12-zhark-024 RELEASE DATE: JUNE 2nd 2014 7 years after the last Zhark Vinyl Release, Heavyweight Techno Nihilist & Labelhead kareem opens up another chapter of advanced technoid NOIZCORE with his 11th full length EP on Zhark. After a few years of silence kareem had just reemerged with releases on Foundation Sonore (FS 01) , PORTO RONCO on Death of Rave or MESMER on Zhark Digital but is now threatening to inspire more uncompromising percussive hostility. Let this just be the beginning: Whereas Side A emphasis on a very distinguished DANCE FLOOR groove concept of Machine Funk embedded in metal Layers Side B leaves room for a less formatted approach building up tension which is leading to a free firezone of depravity. While methodic differentiations can be discovered on each side, the listener is continously confrontated with haunting sonic extremism. Side A A1 THE SKY IS GONE BUT YOU ARE STILL HERE A2 WILDPITCH, I THINK I LOVED YOU Side B B1 DIVINE HUNGER B2 LA IGUANA 33rpm all trax written and produced by kareem Coverart Photography by Brittany Markert Distribution: Ready Made Distribution
All I know since yesterday, is everything has changed || @Zhark
Havia se passado uma semana desde o momento que dividira com Bao na boate e Amber não conseguia pensar em outra coisa a não ser na confusão que havia se espalhado em sua mente e coração. A semana infelizmente havia sido bastante tranquila para o desespero de Park, que dava preferência a trabalhar bastante para ocupar sua cabeça do que se deixar levar para as consequências que tudo aquilo estava lhe trazendo. Mais uma semana evitando Bao e uma parte dentro dela morria cada vez que cruzava seus olhos com a chinesa no corredor para o quarto, a angústia de não ter ninguém para dividir o problema e pedir um conselho. Estava dividida entre continuar a construir o muro que separa seus sentimentos da sua razão, em ordem de proteger a si mesma e ir pedir desculpas à Bao, por ter ido embora sem mais nem menos após aquele beijo.
Sua cabeça estava tão fora do lugar que no final da tarde de quinta, Nichole ligou para saber se Amber já havia encontrado seu vestido para o tão esperado casamento da amiga. Como poderia ter se esquecido? Precisou inventar uma desculpa qualquer que realmente funcionasse, já que era péssima com essa história de mentir. Não entendia ainda o porquê de pessoas se casarem, uma vez que já era fato de que casamentos não davam certo. Na quinta-feira de manhã após a academia, dedicou-se a escolher um vestido que caísse bem para si, antes de receber mais uma ligação de Nichole perguntando quem Amber iria levar de companhia.
Claro que a menor amaldiçoou todas as pessoas possíveis da face da terra, querendo gritar com a amiga sobre o fato de que aquilo era um casamento e não um baile, o que significava que Park não precisava de companhia, mas a mesma bateu na tecla sobre Amber estar solteira há muito tempo, deixando de aviso prévio que se Amber não arranjasse alguém até sexta-feira, Nichole arranjaria. E fora para o trabalho pensando naquilo, sabendo que não poderia chamar Josh já que o mesmo estaria lá com o namorado. Suas opções acabaram quando percebeu que era a única solteira do grupo.
Quis morrer quando a ideia de chamar Bao passou pela sua cabeça e não saiu, lhe fazendo se torturar por toda a quinta e sexta-feira até finalmente se decidir. É claro que Bao iria rir em sua cara quando a convidasse, mas a mesma ainda era sua única opção e Amber não queria ir com alguém que ela não conhecia. No final da tarde de sábado, a menor saiu do trabalho mais cedo em ordem de encontrar Bao em casa, uma vez que não tinha certeza se a mesma trabalharia como Amber naquele dia. Em mãos, a mesma segurava um copo de Caramel Macchiato, bebida que trouxe do trabalho para Bao. Tinha o sobrenome da chinesa gravado no copo de papel, a mesma desenhada cuidadosamente com a caligrafia de Amber. Park encontrava-se parada frente à porta do quarto da mais velha, hesitando diversas vezes em tomar a iniciativa. Repassava mentalmente o discurso pronto quando deu algumas batidas na porta com as costas do dedo indicador, era agora ou nunca.
So I'm that girl, I'm that jealous girl || @Zhark
Ter uma boa noite de sono como aquela havia sido uma surpresa para Park, que há muito tempo não sabia o que era dormir bem. Anteriormente era por conta das preocupações de não conseguir pagar as contas em dia e atualmente tem sido por conta de Bao. Não que fosse totalmente contra a presença da mais velha ali, não era esse o real ponto. O problema estava no fato de que Zhang chegava do trabalho de madrugada e pelo mínimo barulho que tentasse fazer, sempre acabava acordando Amber. Culpa de quem já havia passado muito tempo morando sozinha, sempre acordando aos sustos e com medo pelo mínimo barulho possível. Agradeceu mentalmente à Bao, que pareceu ter tomado muito mais cuidado na noite anterior do que todos os outros dias. Amber nunca iria reclamar sobre aquilo, já que era problema seu ter sono leve.
A boa noite resultou em um bom humor matinal e logo cedo, Amber já preenchia as palavras cruzadas do jornal daquela manhã. Os cabelos claros presos em um coque mal feito, enquanto concentrava-se sem piscar nas dicas. Vez ou outra levava o cereal puro de sua tigela aos lábios, petiscando antes de empurrar os óculos que escorregavam para cima novamente. Nada de academia hoje, queria aproveitar o bom humor e não fazer nada o restante da manhã, já que havia deixado tudo organizado na noite passada depois do trabalho. O pique de manhã fora tanto, que até mesmo o café de Bao a menor fez questão de preparar.
Mas o bom humor foi embora no mesmo momento em que viu outra pessoa sair do quarto da chinesa, sendo seguida pela mesma que fechava a porta atrás de si. A cena rapidamente prendeu os olhos de Amber, que subia e descia os mesmos sobre a nova presa de Zhang em pura análise. Não era segredo pra Amber que Bao sempre preferiu as asiáticas, mas aquilo era tão patético que a menor quis pular no pescoço da mais velha. Ódio lhe percorreu por inteira, fazendo com que a expressão de Park fechasse de uma forma gelada e nada convidativa, ela sempre conseguindo ir do céu ao inferno em tão poucos segundos.
- Nós conversamos sobre isso. – A menor quebrou o silêncio, lançando as palavras na direção de Zhang. O que era aquilo que ela estava sentindo sem ser repulsa? Amber não conseguia explicar, apenas sentia. – São regras, Bao! Qual a droga do seu problema em entendê-las? – Seu tom agora era furioso, abaixando o jornal para repousá-lo sobre o balcão onde estava sentada. Não estava se importando no que a outra mulher pensava da cena, na verdade estava quase disparando para o lado dela também. – O que ela ainda está fazendo aqui? Ficou para o café? – Amber cruzou os braços abaixo dos seios, sustando a pose irritada junto as palavras cheias de ironia. Não fazia ideia o porquê aquilo estava doendo tanto. – Seu gosto parecia ser muito melhor quando você... – Me traia. – Era mais nova. – Provocou pela última vez, sua expressão vestida em gelo.
Changes || @Zhark
A sexta-feira pareceu chegar voando, uma vez que a semana nunca havia chego tão rápido para Amber que sempre parecia ver o tempo arrastar-se. Culpou seu psicológico por ter tal impressão, uma vez que era justamente naquela manhã que Bao marcou de mudar-se para o apartamento. Park mal conseguiu dormir a noite inteira, pensando em como seria infernal sua vida daqui para frente tendo que suportar o comportamento pegador de Bao, sabendo que a regra de não trazer mulheres para casa uma hora ou outra seria quebrada. Amber queria chorar desde já, não conseguia impedir a si mesma de voltar a oito anos atrás e lembrar-se de si mesma com o emocional destruído por conta da chinesa. A história se repetiria novamente, disso a menor tinha certeza.
Mas de alguma forma, a menor havia um plano e faria Bao provar de seu próprio veneno.
Havia marcado com a mesma oito horas da manhã, perdendo sua academia matinal para espera-la, já que a parte da manhã era o único período que Amber possuía livre. O grande problema era que Park não conseguia conter a ansiedade e esta, não era algo bom. Faltando meia hora para o horário marcado, a pequena rolava com um livro pelo sofá na tentativa de continuar a leitura e distrair-se, em ordem de fazer o tempo passar mais rápido e tudo aquilo chegar ao fim. Mas não havia concentração o suficiente, uma posição confortável ou uma boa disposição devido a situação a qual estava se colocando naquele exato momento.
Deixou que o livro caísse sobre o peito enquanto puxava seu short para baixo, os olhos fixos no teto enquanto literalmente contava os segundos, odiando-se cada vez mais conforme a contagem. O nervosismo não queria ir embora, e incrivelmente era o mesmo nervosismo de oito anos atrás, quando esperava a visita de Bao. – Isso não pode estar acontecendo – Murmurou chorosa para si mesma, o desânimo vestindo suas feições por completo.