Henry nunca iria esquecer aquela noite. Nunca.
Aqueles homens tinham acabado com seus amigos. Mataram mais vampiros em uma noite do que já acontecera em séculos!
Talvez a maneira com que haviam começado...com a morte de um deles...tivesse assinalado, como um mau agouro, o destino de todos os outros. Mas aquele era um pensamento supersticioso e tolo, um pensamento humano, e mesmo assim ele se insinuava na mente. Henry não fazia idéia do que passava na mente dos sobreviventes; além de ‘sobreviver’, é claro.
E agora lá estava ele: sozinho, acorrentado como um animal a espera da manhã. A espera da morte. Ainda lhe doía ter visto Vanessa sucumbir...ainda doeria por muito, muito tempo. Os vampiros nunca esqueciam os seus e Henry prometera, tanto para o general como para si mesmo, que o homem iria pagar. E Henry ia gostar de fazê-lo pagar.
Mas para isso ele precisava sair dali vivo. Não duvidava que outros sobrevivessem...o plano de Sebastian fora muito bem pensado...mas eles conseguiriam chegar até ele a tempo?
Lembrou-se de Thor. Aquele gigante nórdico (bem, o povo dele tinha praticamente inventado os nórdicos, não?), sexy como o diabo e divertido como os melhores companheiros de bebida que já tivera. O que foi que ele dissera durante o mundo de perguntas e a conversa que tiveram? Ele era como um Deus, certo? Podia ouvir preces, as vezes? Henry não tinha certeza mas na atual situação...por que não? Fechou os olhos.
Thor. Thor, Deus do Trovão...se puder me ouvir, eu lhe rogo que atenda minha prece. Preciso de você, grandão. Quando a manhã chegar eu vou virar cinzas. Você pode me ouvir? Pode me salvar, Thor? Por favor?
Não sabia mais o que dizer então continuou repetindo aquilo com o máximo fervor que podia.
Se eu virar cinzas, grandão...nossos planos de noites quentes regadas a bebidas e sexo não vai acontecer...Ele acrescentou, com um pequeno sorriso de lado, seu bom humor não o abandonando nem em uma situação daquelas.