# ARON . ainda me lembro das vezes que cruzei com kim yoon-won na kappa phi! ele era tão parecido com jaehyun, mas, atualmente, aos trinta e oito anos, me lembra muito mais kim seon-ho. fiquei sabendo que atualmente é desempregado/fotógrafo e que ainda é gentil e melancólico. uma pena acabar encontrando ele assim… não é possível que esteja envolvido com o acidente de fiona e a morte de victor, certo?
[ storm ] caught in the midst of a torrential downpour, sender can't help but close the distance and kiss receiver in the rain ( @beaumcnt )
a chuva torrencial caía impiedosamente, encharcando aron e sophie enquanto eles corriam pela rua, procurando desesperadamente por abrigo. o vento soprava forte, aron estava focado em encontrar um lugar seguro para eles se protegerem da tempestade, a preocupação evidente em seu rosto. de repente, sophie parou, puxando-o para mais perto, e antes que ele pudesse reagir, seus lábios se encontraram em um beijo. a surpresa o deixou atônito, e ele ficou parado, sem saber como responder. não afastou sophie, mas também não correspondeu ao beijo. quando ela se afastou, aron a encarou com uma expressão confusa.
❝ sophie… ❞ começou, a voz carregada de incerteza. o que ele poderia dizer? admitir que não sentia a mesma atração por ela naquele momento seria terrível. ele sabia que a maioria das pessoas não ficaria tão desconfortável quanto ele, mas ele não conseguia evitar. uma colega havia sugerido que ele talvez fosse demissexual, e ele se perguntava se isso explicava seus sentimentos. no entanto, agora, sua mente estava um caos, e tudo o que ele conseguia sentir era uma culpa inexplicável.
❝ vem, vamos sair da chuva ❞ disse finalmente, segurando a mão de sophie para guiá-la. ele a conduziu em direção ao único estabelecimento com luzes acesas no próximo quarteirão, tentando ignorar a confusão que dominava seus pensamentos. a chuva continuava a cair, implacável, enquanto eles se apressavam para o abrigo. aron apertou a mão de sophie com firmeza, tentando transmitir alguma segurança mesmo que ele próprio se sentisse perdido.
[ snuggle ] sender snuggles closer to receiver as they sleep
aron parou cambaleando levemente, o álcool nublando seus sentidos e entorpecendo suas emoções. a caminhada até ali havia sido um borrão. quando ele viu a expressão no rosto do pai mais cedo, algo dentro dele se quebrou de uma maneira que nunca havia acontecido antes. ele já tinha visto raiva, desaprovação, severidade e preocupação, mas decepção? aquilo o devastou de uma forma que ele não estava preparado.
seu coração estava pesado, esmagado pelo peso das expectativas não correspondidas e pela culpa corrosiva. aron queria desaparecer, fugir de tudo e de todos. sentia-se perdido e terrivelmente sozinho, sem saber para onde ir ou o que fazer. seus passos o levaram até a porta de valentin. ele sabia que deveria ir embora, mas seus pés pareciam ter vontade própria, avançando até a entrada. tremendo, ele tocou a campainha, seu dedo pressionando o botão como se fosse a última esperança de salvação.
quando valentin abriu a porta, aron desabou, seu corpo se movendo como se estivesse fora de seu controle. ele contou tudo sobre ter desistido de ser diretor do hospital e sobre a reação da família, sua voz quebrando e os soluços escapando enquanto se permitia chorar no colo da única pessoa que verdadeiramente entendia sua dor.
o cansaço pesava em seus ombros, mas sua mente se recusava a relaxar. mesmo quando valentin finalmente adormeceu, aron permaneceu acordado, lágrimas caindo ocasionalmente e tentando se controlar para não acordar o amigo. em algum momento, sentiu os braços de valentin ao seu redor, um gesto inconsciente que trouxe um breve momento de conforto. valentin murmurou algo ininteligível em seu sono, e aron respirou fundo, ajustando-se para ficar ainda mais próximo dele.
ali, naquele abraço, ele encontrou um fragmento de paz. valentin sempre foi e sempre seria seu porto seguro, o único lugar onde ele se sentia verdadeiramente protegido. por mais que ainda não pudesse contar sobre sua doença para ele naquele momento, aron sabia que não havia outro lugar onde ele preferisse estar do que ali, nos braços de seu melhor amigo.
aron tentava controlar suas emoções, lutando para manter a compostura. ❝ esquece, iris ❞ disse ele, com a voz tremendo levemente. maldita hora que aceitara beber com ela. sabia que era perigoso fazer isso com alguém que conseguia tirar as verdades dele tão facilmente. ❝ você não precisava ir tão a fundo, sabe? ❞ disse magoado. aron não estava pronto para admitir o que iris o instigara a confessar. eles foram próximos quando crianças, mas agora ele sentia que ela não era a mesma pessoa que ele viu crescer, embora ela não fosse tão mais nova assim. ❝ agora já foi ❞ continuou ele, tentando esconder a dor na voz. ❝ só tenha a decência de não tentar me manipular com isso. eu também já guardei muitos segredos seus, não seria justo ❞
⚔️ CROSSED SWORDS — do you have any skills that you are absolutely grateful you have and that mean a lot to you? how do you usually use these skills?
❝ a primeira que vem à mente é a destreza manual e a coordenação motora. sem elas, seria impossível realizar os procedimentos delicados e precisos que preciso fazer numa cirurgia. mas essa habilidade também se aplica fora da medicina, como quando toco piano, luto ou até mesmo quando cozinho ❞
[ emerald ] bonus round: coffee or tea? morning or night? extroverted or introverted? hot or cold? fruits or vegetables? sweet or salty?
aron segurava a xícara de chá com ambas as mãos, sentindo o calor se espalhar por seus dedos enquanto tomava um gole do oolong com chen pi e gengibre. ❝ eu era viciado em café até começar a atacar a gastrite. tive que diminuir o consumo, hoje quase prefiro chá ❞ comentou, deixando escapar um pequeno sorriso. ❝ sou uma pessoa mais diurna e introvertida ❞ ele de fato era bastante introvertido, embora essa fosse a primeira vez em que realmente podia desfrutar de um tempo só para si. até sete meses atrás, ele precisava lidar com pessoas na maior parte do dia, e isso sempre o esgotava.
❝ depende, do que estamos falando? hm, prefiro dias mais quentes, mas não muito quentes ❞ sua estação preferida era a primavera, gostava até mesmo das chuvas em abril. ❝ frutas, eu adoro melão e uvas, mas prefiro comidas salgadas ❞ talvez porque ele nunca pudesse comer doces durante a infância, seu paladar nunca se acostumou com comidas muito doces.
[ FIVE TEXTS ] send for five unsent texts from the receiver and one sent text.
aron sentiu um nó no estômago ao ouvir a notícia de que seu melhor amigo havia começado a namorar wora. a sensação de traição era quase física, um aperto no peito que não conseguia ignorar. ele se esforçou para manter a calma, tentava racionalizar seus sentimentos, lembrando-se das palavras de apoio e do desejo de ver o melhor para seu amigo. contudo, não conseguia. receber a mensagem o convidando para saírem os três juntos era ainda mais cruel.
▮ [ contact : valentin 🐻💫 ]
msg - unsent › honestamente... eu prefiro morrer, val…
msg - unsent › você conseguiu me fazer parecer ainda mais patético que eu sou…
msg - unsent › por que….
aron estava sentado sozinho no bar, o ambiente ao seu redor parecia um borrão de luzes e sons distantes. o copo de uísque, já pela metade, repousava ao seu lado, enquanto encarava o líquido escuro com uma intensidade distante. a dor e a tristeza se manifestavam em suas lágrimas silenciosas que corriam pelo rosto.
mais cedo naquele dia, seus melhores amigos o haviam convidado para ser padrinho de casamento. era um convite que, de certa forma, ele sabia que eventualmente chegaria, mas a realidade do momento havia sido mais difícil do que ele esperava. ele se forçou a agir normalmente, a mostrar-se feliz e honrado pelo convite, mesmo que por dentro estivesse se despedaçando.
▮ [ contact : valentin 🐻💫 ]
msg - unsent › não casa com ela…
msg - unsent › por favor…
msg - unsent › eu não sei como vou aguentar ver vocês no altar…
se aron fosse mais egoísta, poderia até encontrar uma ponta de satisfação no término entre valentin e wora. a ideia de que o relacionamento deles havia chegado ao fim, de certa forma, poderia ter parecido como uma reviravolta que jogava luz sobre sua própria dor não resolvida. no entanto, a situação estava longe de ser simples para ele. a realidade do término era mais complicada e dolorosa.
wora havia fugido sem uma palavra, deixando valentin perdido e rejeitado. o vazio e a confusão deixados por sua partida eram evidentes, e aron não conseguia ver isso como uma vitória pessoal. ele sentia uma empatia profunda pela situação de valentin, mesmo que seus próprios sentimentos estivessem entrelaçados com a situação. ele estava ciente de que, embora seu próprio sofrimento não fosse comparável ao de valentin, a sensação de rejeição e abandono era algo que ele entendia bem. o final abrupto e a falta de comunicação de wora não só afetaram valentin, mas também magoava aron. ainda assim, ele queria confortar o melhor amigo.
▮ [ contact : valentin ]
msg - unsent › valentin…
msg - unsent › você precisa de…
msg - unsent › como….
msg - unsent › eu posso…
msg - unsent › ela vai v…
dois meses se passaram desde que valentin se mudou para paris, e aron sentia a ausência dele com uma intensidade crescente. a cidade luz, com suas ruas iluminadas e cafés charmosos, parecia distante e intocável, e aron se via refletindo sobre a amizade que agora estava a milhares de quilômetros de distância. a falta de suas interações diárias fazia com que o tempo se arrastasse, e aron frequentemente se pegava pensando em como a vida de seu amigo estava se desenrolando em paris.
▮ [ contact : v ]
msg - unsent › por que você também me abandonou?
msg - unsent › eu sinto sua falta…
o convite para o casamento de valentin com a parisiense chegou poucos dias antes do evento, e aron o encarou com uma mistura de ansiedade e desânimo. o envelope elegante, com seu selo dourado e letras cursivas, parecia um lembrete cruel da distância e da mudança que ocorreram em sua vida. apesar de já terem conversado sobre o casamento anteriormente, o convite formal tornou a realidade da situação ainda mais palpável. a ideia de assistir ao casamento, de ser um espectador do novo capítulo da vida de valentin, era uma perspectiva que aron preferiria evitar.
aron sabia que, apesar de seu desejo de não comparecer, havia uma parte dele que se sentia obrigada a estar presente, seja para apoiar valentin ou para cumprir uma expectativa que ele não conseguia definir claramente. mas, por dentro, o sentimento predominante era de um profundo desejo de evitar o confronto com a nova realidade e com a dor de ver um amigo seguir em frente, enquanto ele ainda se sentia estagnado.
▮ [ contact : v ]
msg - unsent › eu sinto muito…
msg - unsent › não vou conseguir ir ao seu casamento…
msg - unsent › será aniversário do meu cachorro…
( obs. ele não tinha cachorro )
aron olhou para o resultado dos exames com um sentimento crescente de desespero. as duas opções que surgiam diante dele eram desoladoras: ou ele havia tomado o placebo durante todo esse tempo, ou o remédio experimental não tinha efeito algum em seu caso. as implicações de cada cenário eram esmagadoras, e ele se sentia à beira de um colapso. com mãos trêmulas, ele pegou o envelope com as últimas fotos recebidas do laboratório. as imagens mostravam pessoas importantes em sua vida: eva, mina, seu pai, wora, e valentin.
aron havia evitado contar sobre sua situação para as pessoas próximas, um desejo de não ser um peso para ninguém, de não incomodar. no entanto, essa decisão estava começando a corroê-lo por dentro. a solidão que sempre o acompanhou parecia se intensificar agora, misturada com uma necessidade desesperada de atenção, cuidado e amor. era um paradoxo cruel: ele queria tudo que nunca teve, tudo que se privou por medo ou vergonha. o desejo de ser visto e apoiado estava em conflito com o medo de parecer patético, uma sensação de fraqueza que ele temia ser rejeitada.
ele encarou a foto de valentin por mais tempo do que gostaria de admitir. a imagem trouxe à tona um mar de emoções não resolvidas, e aron se viu lutando contra a vontade de se isolar ainda mais. com um suspiro pesado, ele pegou o celular.
▮ [ contact : valentin ]
audio - sent › ei… valentin, eu sei que a gente não pode sair de des moines, mas podemos ir na casa de verão da minha mãe… teoricamente é na divisa, então não conta como transgressão. estou certo, senhor advogado? hm, eu preciso te contar algo… tudo bem se não puder… eu só… tudo bem mesmo se não puder, eu falo outra hora… você anda bem ocupado ultimamente, né? não tem problema
aron olhou para iris, a expressão em seu rosto transparecendo uma mistura de surpresa e confusão. a confissão dela parecia ter interrompido uma corrente de memórias que ele quase não conseguia distinguir da realidade. ele se viu de volta aos verões da infância, quando suas famílias se reuniam na casa do lago, e a imagem de iris correndo pela grama verde sob o sol dourado se sobrepunha ao presente. era uma lembrança nítida, mas, ao mesmo tempo, parecia envolta em uma névoa de incerteza, como se a linha entre passado e presente estivesse se desfocando. a voz de iris trouxe aron de volta ao momento atual. ❝ eu posso te ensinar, se quiser ❞ aron olhou para iris com um sorriso reconfortante, tentando dissipar qualquer incerteza que ela pudesse sentir. ❝ eu fui escoteiro do mar, você estará segura ❞ disse ele com uma confiança tranquila.
aron conhecia aslan através de sua falecida esposa. havia um peso doloroso em vê-lo em perigo, uma sensação de injustiça que parecia pesar ainda mais quando lembrava do sofrimento que a amiga havia enfrentado. a imagem de aslan machucado e desolado tocava uma parte de aron que ele preferia manter guardada. enquanto o carregava para casa, o silêncio entre eles era carregado de uma tensão melancólica. ele sabia que suas palavras não iriam aliviar a dor do homem, então se limitava a fornecer o conforto físico de seu abraço silencioso. o murmúrio de aslan cortou o silêncio. ❝ eu preferia que você não se colocasse nessa posição ❞ respondeu, sentindo o peso de aslan aumentar, como se a fadiga e a dor fossem demais para o corpo do homem. com um movimento cuidadoso, ele apertou aslan mais contra si, sustentando-o com o máximo de cuidado e força que podia oferecer. ❝ ei, nada de desmaiar, campeão ❞ disse aron, sua voz firme, mas carregada de um afeto sincero.
aron guiou aslan até seu apartamento, seu semblante focado e sério. ele o ajudou a se deitar na cama com o máximo de delicadeza. com um gesto metódico, começou a remover as roupas ensanguentadas. enquanto trabalhava, seu olhar analítico examinava cada lesão, avaliando a gravidade. ❝ nenhuma costela quebrada dessa vez ❞ comentou aron, sua voz carregada de uma leve nota de alívio. ele se inclinou para limpar o corte profundo no supercílio de aslan, seus movimentos precisos e experientes. ele preparou os materiais para a sutura com uma eficiência calma, o som dos instrumentos metálicos sendo organizados e limpos ecoando pelo quarto. com um olhar focado e profissional, começou o procedimento, suas mãos firmes, mas gentis. ❝ vai doer ❞ avisou aron, a voz tranquila e controlada, como se o aviso fosse parte de um protocolo necessário. o som da agulha penetrando a pele e o tecido em torno do corte era uma melodia familiar, uma sensação reconfortante para ele, mesmo em meio à dor de aslan. mentiria se dissesse que não sentia falta de trabalhar depois de seis meses afastado do hospital.
aron mantinha uma expressão séria enquanto observava o trabalho com um olhar crítico, satisfeito com a precisão de sua tarefa. ❝ agora, relaxe um pouco ❞ disse com uma voz suave, ajustando o travesseiro sob a cabeça de aslan. ❝ você está fora de perigo imediato, mas vou precisar que fique em observação por causa da concussão ❞ aron puxou a coberta para cobrir aslan e ajustou a luz do quarto para um nível mais suave, para não incomodar os olhos do amigo. ❝ vou ficar por aqui para monitorar seus sinais e garantir que tudo esteja bem ❞ ele pousou a mão gentilmente no ombro de aslan, um gesto de conforto e apoio. ❝ tente descansar. se precisar de algo ou sentir dor intensa, me avise imediatamente ❞
dance, sender sticks a hand out to receiver and invites them to dance. /@thecharict
aron nunca havia pisado em um festival de música eletrônica antes. ele se perguntava como manon havia conseguido convencê-lo a ir, mas ali estava ele, parado no meio de uma multidão pulsante de luzes e sons. o baixo trovejava em seus ossos, e as luzes piscavam com uma intensidade hipnótica. as pessoas ao seu redor se moviam como um organismo único, vibrando ao ritmo da música. a bala que manon lhe oferecera estava começando a fazer efeito. tudo parecia mais brilhante, mais eletrizante. as cores ao seu redor dançavam, criando um caleidoscópio de sensações que ele nunca havia experimentado. aron olhou ao seu redor, tentando absorver cada detalhe, cada momento.
então, ouviu seu nome. ele se virou e viu manon, com uma aura rosa brilhante ao redor dela. a droga amplificava sua percepção, fazendo-a parecer quase etérea, a coisa mais incrível do mundo. talvez fosse o fato de ela ser a única coisa familiar naquela maré de desconhecido, mas ele não conseguia tirar os olhos dela. aron sorriu, estendendo a mão para encontrar a dela, sentindo a conexão instantânea entre eles. ❝ eu não sei dançar ❞ confessou com uma risadinha, sentindo-se mais leve e despreocupado do que jamais se lembrava. ❝ mas eu posso fazer qualquer coisa se você me mostrar como ❞
[ inspection ] sender holds receiver's face while inspecting an injury they got (eva)
aron não era uma pessoa que se irritava facilmente. ele costumava manter a calma em quase todas as situações, mas havia uma coisa que o tirava do sério: mexer com sua família, especialmente suas irmãs. quando ele soube que um professor havia tentado seduzir mina, não pensou duas vezes antes de procurar o homem. não planejava bater nele, é claro. uma ameaça seria suficiente, ou pelo menos foi o que pensou inicialmente. ao encontrar o professor, aron tentou manter a compostura. mas o deboche e a forma desdenhosa com que o homem falou de mina foram a gota d'água. a raiva tomou conta dele, um fervor protetor que não podia ser contido. ele sabia que tinha todo o direito de defender a honra de sua irmã e, num lugar onde a influência de sua família era forte, não temia represálias. afinal, a reconstrução dos laboratórios havia sido paga com o dinheiro da sua família e o reitor era amigo próximo do seu pai.
então, ele bateu. e bateu. e bateu. o professor tentou revidar, acertando um ou dois socos, mas mesmo sem treinar com frequência, aron ainda era um lutador experiente e forte. a cada golpe, ele sentia a indignação e a raiva queimando em suas veias. a sala se tornou um turbilhão de movimentos e sons abafados, até que dois rapazes finalmente conseguiram tirá-lo de cima do professor. a respiração de aron estava pesada, e seu coração batia freneticamente. os outros alunos olhavam em choque e medo, mas ele não se importava. ele havia feito o que precisava ser feito. ninguém machucaria sua irmã e sairia impune.
agora, aron estava no quarto com eva. ela fitava-o com preocupação evidente nos olhos, sua mão segurando o rosto dele com o que ele só poderia descrever como afeto. ele tentou sorrir para tranquilizá-la, mas o corte em seu lábio latejou, lembrando-o do soco que recebera. ❝ não precisa se preocupar ❞ disse aron, tentando parecer mais tranquilo do que realmente estava. o verdadeiro problema, no entanto, eram suas mãos. os punhos estavam estourados, a pele rasgada e o sangue manchando seus dedos. a maior parte do sangue não era dele, mas a dor e o desconforto eram inegáveis. cada movimento fazia os cortes arderem, mas ele tentou ignorar. ❝ você pode ficar comigo hoje? ❞ a pergunta saiu quase como um sussurro, uma confissão de sua necessidade de companhia. ele odiava admitir fraqueza, mas naquele momento, tudo que queria era não estar sozinho.
dip, sender skinny dips in front of receiver and invites them to join.
aron encolheu os ombros, sentindo o rubor subir por seu rosto enquanto aslan começava a se despir na sua frente. o convite deixou suas bochechas ainda mais vermelhas. ele olhou para os lados, apenas para ter certeza de que a oferta era realmente direcionada a ele. claro que era; não havia mais ninguém ali. aron engoliu em seco, sentindo a garganta seca. ❝ certeza? ❞ sua voz tremeu. ❝ alguém pode aparecer e… ❞ a frase se perdeu no ar, sua confiança se esvaindo. era seu último ano de faculdade, e faltavam apenas alguns meses para terminar o mestrado. aron sabia que o pai exigiria que ele começasse a trabalhar em breve, só assim para ele pagar seu doutorado. logo ele seria menos que uma pessoa, certo? então, não fazia mal viver algo um tanto inconsequente uma última vez.
ele suspirou, aceitando o convite. também começou a tirar a roupa, sentindo o frescor da noite envolver sua pele. com um último olhar para aslan, mergulhou na piscina, a água fria o envolvendo e clareando sua mente. nadou até aslan, que o esperava com um sorriso travesso. ❝ você precisa parar de ser uma péssima influência, as ❞ disse aron, a voz carregada de uma mistura de resignação e diversão. estar ali, com aslan, era um lembrete tentador do que significava viver no momento, algo que aron raramente se permitia. a noite estava apenas começando, e ele estava disposto a deixar suas preocupações de lado, pelo menos por um pouco mais de tempo.