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@the-wind-girl
queria desligar meus pensamentos
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Um coração partido é inevitável; partir um coração, não. Aceito o risco, mas nunca a intenção.
— Ecos do infinito
poucas coisas nesse mundo me assustam como o medo de ser uma pessoa medíocre...
Não me orgulho de estar assim, tão desacreditado. Mas é que, hoje em dia, as pessoas só enxergam umas às outras como pedaços de carne, prontas para serem devoradas.
Juliano July
“Ficar com você me mostrou algo que passei a minha vida inteira buscando. Quanto mais nós ficamos juntos, mais imagino que isso será algo duradouro no futuro. Isso nunca me aconteceu antes, e não tenho certeza de que acontecerá novamente. Nunca me apaixonei por ninguém até você chegar – pelo menos não um amor verdadeiro, de qualquer forma. Não dessa forma, e eu seria um imbecil se deixasse você se afastar sem lutar.”
— A Escolha
Ela sabia que o mundo dizia que quem deveria tomar a iniciativa era o homem, que era ele quem deveria conquistá-la. Mas ela não se importava. Não se importava com as regras invisíveis que a sociedade tentava impor. Sabia o que sentia e estava disposta a lutar por isso, mesmo que ele achasse que não merecia.
Ele tinha suas cicatrizes, seus defeitos, suas manias, e ela via tudo isso com uma clareza que o assustava. Para ele, essas marcas o tornavam menos digno, menos capaz de ser amado. Mas, para ela, cada traço, cada imperfeição, cada pedaço quebrado fazia parte de quem ele era — e ela amava cada detalhe. Ela sabia que ele valia a pena, mesmo que ele ainda não tivesse percebido.
Ela queria mostrar a ele que o amor não precisava ser perfeito, que amar era aceitar o outro como ele é, com todos os seus altos e baixos. E mais do que isso, queria que ele sentisse que importava. Seus sentimentos, seus medos, suas inseguranças, tudo nele era importante. Não havia nada que ela não quisesse conhecer, nada que ela não estivesse disposta a abraçar.
Ela sabia que talvez demorasse. Não importava o tempo. O que importava era que ela estava ali, decidida a fazer com que ele entendesse que se arriscar pelo amor não era perigoso, mas libertador. Ela queria que ele visse que ele não precisava ser consertado, que não havia algo errado com ele. Tudo o que ela queria era fazer com que ele acreditasse nisso também.
Ela estava disposta a fazer de tudo para que ele percebesse o valor do que estava diante dele. O valor de si mesmo. Ela não precisava de grandes gestos, de declarações teatrais. Bastava estar ali, dia após dia, mostrando com pequenos atos e palavras sinceras que o amor valia a pena. E que, mais do que tudo, ele valia a pena.
Ela não queria ser o remédio para suas dores, mas sim a certeza de que ele não precisava enfrentá-las sozinho. E, acima de tudo, queria vê-lo feliz. Porque, no fundo, era isso que importava para ela: vê-lo sorrir, ouvir sua risada, sentir sua alegria. Ela sabia que o caminho poderia ser longo, mas não tinha dúvidas: ele valia cada segundo.
A intimidade mais linda que já vivi não foi com beijos ou toques, mas com alguém que me ouviu quando eu mal conseguia organizar os próprios pensamentos. Que não tentou me consertar, só ficou. e às vezes, o “só ficar” é tudo o que a gente precisa.
Impulsionarias
“Menos que o mundo”
Tem dias em que eu olho ao redor e sinto que estou ficando pra trás.
As pessoas sorriem com mais brilho, falam com mais segurança, caminham com passos mais firmes.
E eu? Eu observo. Tento acompanhar. Tento parecer inteiro. Mas por dentro… me sinto menor.
Não é inveja.
É só essa sensação incômoda de não ser o suficiente.
De não ter o mesmo brilho, o mesmo valor, a mesma presença.
Como se, por mais que eu tente, sempre houvesse alguém melhor. Mais bonito, mais inteligente, mais amado.
E eu vou me apagando devagar, tentando caber onde nunca fui chamado.
É estranho viver em comparação constante.
Como se minha existência estivesse sempre em dívida com o que esperam de mim.
Como se eu tivesse que justificar, o tempo todo, por que mereço estar aqui.
E mesmo quando elogiam, quando dizem “você é incrível”, algo dentro de mim rebate:
“Estão sendo gentis… mas não é verdade.”
É cansativo carregar o peso de se sentir menos.
Menos interessante. Menos capaz. Menos digno de afeto.
E mesmo sabendo, racionalmente, que todos têm suas dores, seus vazios, suas inseguranças —
a comparação ainda grita mais alto que a lógica.
Mas eu estou tentando.
Tentando me enxergar com mais gentileza.
Tentando aceitar que ser diferente não significa ser pior.
Tentando entender que meu valor não precisa ser medido pelos olhos dos outros.
Porque, talvez, o primeiro passo para me sentir melhor…
seja parar de querer ser alguém que eu nunca fui.
ochromakopia
mas de algum jeito, eu ainda estou viva. aos pedaços, é claro, não me restou muito depois da sua partida; estou na carne viva. mas ainda estou aqui.
“Eu vou correr atras do que me faz feliz e foda-se o que todo mundo diz!”
— (via meu–melhor–amigo)
Excuse me, I love you
Eu escrevo. Não sei se você lê, se pensa, se sente, se lembra. Me viro do avesso, tento um recomeço mas só existem ruínas aqui. Na verdade você ficou muito mais tempo do que eu poderia sonhar. Ninguém nunca fica. Nem eu.
A última noite
Os olhos dela queimavam com as chamas mais quentes de um incêndio terrível, os pensamentos dela eram como os trovões violentos que acompanham as tempestades durante a noite, e o seu peito suportou as piores dores do mundo por tempo demais.
Ela beijou os meus lábios pela primeira vez, ela tocou no meu pescoço e eu passei a mão carinhosamente em sua bochecha e nos fios de seu cabelo, eu senti o cheiro da pele dela que era uma mistura de cigarro forte com flores doces, e descobri que se apaixonar por aquela rebelde mulher sempre foi a coisa certa a se fazer.
Em nossa última noite eu contei as camadas de roupas que existiam entre nós, vi o seu sorriso me salvando enquanto ela dizia o meu nome, me perdi naqueles olhos verdes por uma última vez e percebi que eu jamais queria me encontrar.
E nós dormimos juntos
Apenas dormimos
Com nossas mãos entrelaçadas
Dadas um ao outro
““Las personas fueron creadas para ser amadas. Las cosas fueron creadas para ser usadas. La razón por la que el mundo está en caos, es porque las cosas están siendo amadas y las personas están siendo usadas.””
—
“Buscando a Alaska”, John Green
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