âAh, meu amor. Como a saudade ĂŠ doĂda. Os dias se arrastam junto com as nossas lembranças. Nada ĂŠ a mesma coisa sem vocĂŞ aqui. Eu sei que hĂĄ muito vocĂŞ jĂĄ nĂŁo estava, mas a doce ilusĂŁo de te manter em mim me fazia sentir viva. Ah, meu amor. VocĂŞ foi embora sem nem olhar pra trĂĄs, sem nem ao menos se despedir. E aqui estou eu na frustrante tentativa de aceitar a sua partida. Eu te deixei ir, sim, ok. Mas vocĂŞ jĂĄ nĂŁo tinha mais vontade de ficar. O quĂŁo justa eu estaria sendo com tudo que fomos se te implorasse, mais uma vez, que ficasse? Doeu tanto que eu pensei que nĂŁo aguentaria a porrada. Doeu como uma surra. Doeu como se vocĂŞ tivesse morrido e eu sentisse que nunca mais te teria de novo, porque no fundo, eu sei que nunca mais terei. Ah, meu amor. Como ĂŠ triste olhar nos seus olhos num encontro inesperado e sentir a imensa vontade de pular nos seus braços e sentir o doce aroma do seu perfume em mim. Como eu gostaria que em um desses momentos nĂłs entrĂĄssemos numa realidade paralela e fossemos parar num mundo em que nĂłs somos felizes juntos. Um mundo em que meu corpo nĂŁo gelasse cada vez que eu te avisto de longe. Um mundo em que eu nĂŁo rezasse para que Deus nĂŁo me fizesse te encontrar. Ah, meu amor. Como eu amo vocĂŞ. Como eu queria vocĂŞ aqui comigo de novo. Como eu queria sentir o amor que perdemos hĂĄ tanto tempo. Ah, meu amor. Meu doce amor. Amor que destruiu a minha vida enquanto estava nela e mais ainda depois que a deixou.â
â M.R
















