Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é Christine Daaé, da história O Fantasma da Ópera! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a dar aulas particulares de balé… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja otimista, você é impulsiva, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: Escrevendo novas músicas e peças baseadas em suas experiências.
&. SUMMARY
Christine Daaé nasceu e cresceu embalada pelas canções com o som de violino ao fundo. Cada estação parecia trazer uma coisa diferente em sua vida: Primeiro, a morte de sua mãe, o que abalou a pequena família e fez com que viajassem em busca de um novo sentido para a própria vida. Alguns anos depois, na adolescência de Christine acontece o falecimento de seu pai, o que a leva a um conservatório, onde passa os próximos anos aprimorando suas habilidades artísticas até conseguir agarrar a oportunidade de entrar para o corpo de dança da Ópera de Maldônia. Lá, ela conhece quem ela acha ser seu Anjo da Música - um protetor que seu pai tinha dito que chegaria em sua vida -, para depois perceber que ele era apenas um homem, Erik. Isso não a impede de se apaixonar tanto por quem achava que ele era tanto por quem realmente era. E acaba por reencontrar um antigo amigo de infância, por quem também nutriria sentimentos, Raul. Mesmo depois de uma tragédia, muitos anos depois de ter deixado o teatro, quando Christine recebeu uma carta convidando-a a voltar e administrar o lugar ela aceitou. Vivia tranquilamente - apesar da insatisfação e de outros sentimentos negativos terem aparecido aos poucos ao longo dos anos - administrando o teatro e dando aulas de balé até a chegada dos Perdidos e a mudança para o novo reino.
No início, na chegada dos Perdidos…
Christine estava desconfiada e um pouco receosa, mas aberta a fazer amizades com os Perdidos e aproveitar o tempo livre agora que não estava mais responsável por administrar um teatro sozinha. Esteve oscilando entre a esperança e a melancolia, com medo do que poderia acontecer consigo mesma, mas tentando permanecer positiva apesar de todo o caos.
Atualmente…
Mesmo um pouco receosa com a decisão, Christine percebeu que seria bom dar uma distração para as pessoas, algo para que elas pudessem esquecer do caos que acontecia fora do teatro por algumas horas. Por isso tomou a decisão de reformar a Casa da Ópera, adicionando alguns toques seus ao local. Em relação a todo o restante, ainda se sente confusa, mas permanece esperançosa. Não quer admitir derrota, não ainda.
&. ABOUT
Acostumada com a vida de nômade, ela já trabalhou de tudo um pouco quando criança. Engraxando sapatos, consertando pequenos defeitos de bonecas de outras crianças, passeando com cachorros e o que mais você pensar. Afinal eles tinham que continuar comendo enquanto o pai perseguia seu sonho.
Sempre foi uma pessoa de muita fé e uma otimista de natureza. Sempre está pronta para se reerguer quantas vezes for necessário.
Apesar de amigável e positiva, Christine não saiu ilesa dos eventos traumáticos que aconteceram no teatro. Assuntos envolvendo a morte costumam lhe deixar mais triste e melancólica do que o normal, assim como os pensamentos sobre seu possível futuro.
Não cantava tanto quanto costumava, se reservando a fazer isso apenas em grandes eventos ou ocasiões especiais como datas comemorativas e peças para fins beneficentes. No fundo de sua mente ela não se considera uma cantora lá tão boa sem seu tutor. Agora com a abertura da Casa da Ópera voltou a cantar em peças com um pouco mais de frequência, mas ainda prefere dar a preferência de papeis principais para outras cantoras da Casa.
Seu animal preferido são os pássaros, principalmente os pequenos. Tem três de estimação, que deixa soltos na casa onde vive.
Um de seus sonhos ainda é comprar a antiga fazenda de seu pai e passar os últimos anos de sua vida por lá.
Christine acredita que todo mundo merece uma segunda chance se você tiver um bom coração… Ou alma, se quiser ser mais profundo. Dá votos de confiança a torto e a direito, e até o momento tem valido a pena.
Viajou bastante quando casou, e um pouco menos depois. Explorar os reinos e novos lugares é um dos seus hobbies favoritos.
&. AESTHETIC
Passarinhos, cheiro de chuva, lavanda, grandes lustres brilhantes, pinturas antigas, rosários, as emoções de frio na barriga e saudade ao ver alguém partir, partituras escritas em papel antigo, sapatilhas de ponta desgastadas, música clássica.
where: festival de halloween — barraca dos restos mortais.
O mais puro nojo permeava a expressão de Adella ao passo que elas adentravam a barraca que imitava o local de trabalho de Dr. Frankenstein. A sereia se aproximou de uma das bacias onde estavam dispostos restos mortais, segurou uma orelha humana entre o indicador e o polegar, e fez menção de golfar. Pelo menos não tinha cheiro. ── Pelo Tritão, Christine! Eu nunca mais vou te seguir para lugar algum. Já basta a Ariel me fazendo ir em lugares esquisitos e empoeirados com ela, agora você me traz nessa... coisa ── Atirou a orelha de volta na bacia, sentindo um arrepio percorrer o seu corpo ao ver que também haviam narizes, olhos e dedos do pé ali. ── Pelo menos o Sebastião e os guardas do meu pai não vão pensar em me procurar aqui... Então talvez você tenha sido esperta ── Bateu o indicador contra os lábios, concluindo que aquela poderia ter sido uma estratégia da mulher para ajudá-la a escapar do seu castigo. Seria melhor pensar assim. Caminhou até a maca no centro da barraca, sentando-se sobre ela. ── E aí, como estão as coisas?
A única barraca que Christine estava convencida em não se envolver de forma alguma era aquela. Porém estava curiosa para saber o que de fato acontecia ali dentro e se aqueles pedaços de pessoas eram reais ou não. "Eu juro que não te chamei até aqui para criar alguém." Dando uma olhada por alto na bacia, mas sem tocar em nada, ela rapidamente chegou a conclusão de que aquilo era muito realista. Ainda sim, seguia sem saber se era tudo fruto da magia ou não. "Porque está se escondendo deles?" Com as mãos cruzadas na frente do corpo ela girou no eixo, olhando ao redor de forma quase investigativa. "Não acha que eles também estão ocupados aproveitando o dia?" Christine finalmente parou para olhá-la, mas de forma quase alarmada ao vê-la sentando na maca. "Estão tranquilas agora, eu acredito. Pensei em vir fantasiada de sereia hoje, mas achei que seria difícil andar com uma calda por aí."
christine estava loira e . . . roxa ? bunnymund precisou piscar algumas vezes pra ter certeza que estava vendo direito - não que isso fosse algo super estranho , quando literalmente virar um coelho - só não estava esperando por aquilo - mas era halloween e coisas estranhas sempre acontecem nessa época . ❛ me desculpa chris mas não faço ideia . ❜ queria ajudar , mesmo , mas infelizmente poções não era sua especialidade . ❛ mas não tá tão ruim , acho que ficou legal . . . combinou com seu novo cabelo . ❜ talvez parecesse piada mas falava serio - afinal como christine poderia não ficar bonita ? ❛ e você pode tomar outra poção mas aí pode só ir pra uma cor que você goste menos . ❜ não parecia muito eficiente . ❛ porque não seria ? é halloween ! o que não seria apropriado nessa época do ano ? principalmente se for estranho . . . ou bizarro . . . ❜ tinha certeza que o drácula não se importaria . ❛ acho que só não passa muito credibilidade . . . ❜ sinceridade demais ? - poderia culpar o open bar . ❛ tipo só aja de forma confiante como se essa fosse a cor que você queria ficar e não algo que deu errado sabe ? ❜
A resposta dela já era esperada, e por isso Christine não demonstrou tanta decepção ao ouvi-la. "Combinou?" Por mais que estivesse um pouco cética ela deu um sorrisinho antes de passar a mão pelo cabelo. "Bom, talvez..." Dando uma olhadinha ao redor tentando localizar o caminho de volta para a feira, ela pensou na possibilidade. "Mas então eu arriscaria ficar vermelha! E se ele achar que estou zombando dele? Porque bom, ele bebe sangue e sangue é vermelho. Ou ele pode achar que estou sugerindo alguma coisa." As duas opções seriam rudes na sua concepção, e a última até lhe deixava um pouco nervosa. Não queria ninguém bebendo de seu sangue. E se quisesse ela não apelaria para sugestões, mas pediria de forma aberta e honesta. "Mas nem mesmo combina com a minha roupa. Se tudo fosse roxo pareceria um pouco mais intencional... ou se eu conseguisse pintar minha pele de verde." Ela tinha a impressão de já ter ouvido falar de algum filme com um monstro verde antes, mas não conseguia se lembrar de qual naquele momento.
levou um pequeno susto ao notar a aparência da moça ao seu lado, por sorte não chegando a gritar ou soltar qualquer som que indicasse isso. mas, os olhos arregalados, mesmo que por um instante, foram difíceis de se controlar. "oh... eu estou vestida de bruxa, mas não entendo nada de magia." levantou as mãos em rendição, com uma risada sem graça. "nem de poções. mas, posso te ajudar a encontrar uma solução... como você ficou assim?"
"Bom, eu adorei o chapéu." Dando um sorrisinho, ela apontou para a espécie de bolsa de abóbora que ela levava. "Tem certeza que não está levando nenhuma solução mágica aí?" Estava brincando, mas talvez algum milagre pudesse acontecer para salvá-la daquela vergonha. "Eu comprei a poção errada. Queria algo para me dar sorte, talvez me ajudar a não gaguejar na frente de Drácula, e então quando bebi alguns segundos se passaram e quando olhei para a minha mão eu estava... assim!" Talvez aquela fosse parte de mais uma das tradições do Halloween: fazer pegadinhas com seus clientes. Ainda sim, ela não podia negar que o timing para tal coisa tinha sido terrível.
"Acho admirável o quão generosa você consegue ser, Christine. Mas tenha a santa paciência! Você foi até àquela barraca? Se estivessem tão preocupados assim em tentar amenizar os nossos futuros, teriam colocado uma bola de cristal menos insolente!" No fim, Drizella só conseguia pensar em como se tornava uma piada vendo por aquela perspectiva. Queria acreditar que alguém maior do que ela estava, de fato, em busca de uma mudança. Que eles não eram apenas peças de xadrez em um jogo sádico para alguém. Porém, nunca fora uma pessoa muito esperançosa. "Acredito que a bola de cristal foi grosseira com todos." Exatamente como a própria Drizella, mas aquela parte preferia ignorar. "Talvez os perdidos tenham razão e estamos todos presos em um daqueles... como é mesmo nome? Filmes! Estamos todos presos em um filme de terror. Um bem vagabundo, diga-se de passagem." Novamente, se viu sendo incapaz de controlar a língua em mais uma de suas críticas. Era mesmo uma força muito maior do que era capaz de controlar. "Pra ser sincera, eu não sei. É tudo bem esquisito, e sinceramente é o que atiça a minha curiosidade."
"Ainda não, mas acredito em você. Acho que quando se trata desse assunto as coisas deveriam ser lidadas com um pouco mais de gentileza." Dando um gole em seu drink, ela deu voz a um de seus pensamentos. "Mas talvez seja por isso que estamos no escuro sobre tantas coisas até agora. Aliás, você viu Merlin recentemente? Sinto como se não o visse a meses." Ela acreditava que ele estava bem, até porque o Feiticeiro parecia estar de bom humor quando o encontrara naquele dia mais cedo. A aposta de Drizella, por mais pessimista que fosse, fazia um pouquinho de sentido. "Eu espero muito que não. Acho que não precisamos de ninguém nos perseguindo de máscara por aí." Ela refletiu sobre aquela pauta por mais alguns segundos enquanto sua mente associava as histórias de terror com a realidade em que viviam. "Nesses filmes os vilões parecem esconder a identidade por um tempo até chegarem perto de concluir seu objeto. Acha que isso poderia estar acontecendo aqui? Que a pessoa que está orquestrando isso tudo está entre nós?" Christine desejou ter melhores pistas para investigar aquilo melhor. Não que ela fosse uma boa investigadora ou tivesse experiência no assunto, mas pelo bem maior ela com certeza faria o seu melhor. "Eu não sei se aguentaria isso. Brincar de Deus me perturbaria um pouco. E nós nem mesmo sabemos se as partes de pessoas que tem naquela barraca vem de pessoas reais."
Assim que anunciaram que estava liberada a entrada, Jane tomou a mão da amiga e respirou fundo. Havia aceitado entrar com ela na barraca da bola de cristal, mesmo com um pouco de medo do que poderia ouvir. Nos últimos dias estava sendo difícil ser positiva como antes. Ainda assim, não deixaria Christine sozinha naquela experiência. "Olá, com licença..." Jane falou após entrarem, começando a dar uma olhada em volta. Não havia nada mais ali além de uma mesa, duas cadeiras e a bola de cristal. A Porter franziu o cenho e novamente anunciou a entrada das duas. "Tem alguém aqui?" Tentou uma outra vez e depois voltou-se para Christine com o cenho franzido. "Acho que deve estar na hora da pausa. O que acha de voltarmos dep..." Antes que pudesse completar sua fala, uma luz forte brilhou da bola, seguida de uma voz nitidamente impaciente e com toque de sarcasmo: Ah, sentem logo, as duas! Não tenho o dia todo ou acham que acendo minhas luzes à toa? Se querem um atendimento, façam o favor de tomar um assento e vamos ao ponto! Tem uma fila lá fora. Jane arregalou os olhos para a bola que tremeluziu levemente, como se esperasse batendo o pé em impaciência. Não demorou até se sentar no banco, puxando Christine para fazer o mesmo. Então, o que querem saber? Me deixa adivinhar, algo sobre amores frustrados ou destinos trágicos?
Christine não era bem o tipo de pessoa que recorria à aquele tipo de magia, já que sempre achou que sua fé seria mais potente e lhe atendia melhor. Mas recentemente as coisas não andavam tão normais, e se poderia usufruir da oportunidade de entender um pouco mais sobre seu futuro então... porque não tentar? Por ser alguém em quem ela confiava a companhia de Jane a deixava menos nervosa, como se não tivesse tanto o que temer com ela por ali. "Meu Deus!" Ela exclamou de forma nervosa, colocando uma das mãos sob o peito após levar o susto quando ouviu a voz da bola de cristal mágica. "Como..." Se interrompeu antes mesmo de elaborar a pergunta, percebendo o óbvio: era claro que uma bola de cristal funcionaria sozinha através da magia que fluía por aquelas ruas como um rio. Obedecendo a demanda dela, Christine logo se sentou e encarou o objeto que, para o seu desgosto, era realmente grosseiro como Drizella tinha o descrito. Porque o Feiticeiro não tinha criado algo mais gentil? "Você não deveria ser mais educado ao atender o público? Muitas pessoas ansiosas..." Ou desesperadas, se ela fosse menos gentil com as palavras. "...vão vir lhe visitar hoje." O objeto piscou em um tom de vermelho sangue antes que um 'Tsc' ressoasse pelo lugar. Aparentemente seu questionamento nem mesmo valia a pena ser respondido. Um pouco desconfortável com a pergunta da bola de cristal, Christine se mexeu um pouco na cadeira. "Depende. Você sabe nos contar mais sobre isso?" Não tinha porque ter vergonha de contar sobre sua vida quando Jane já sabia sobre muita coisa àquela altura. "Se... Erik vai mudar muito?" Por um momento ela achou que o objeto fosse cair da mesa quando ele começou a rolar levemente de um lado para o outro, como se estivesse pensando no que dizer. 'Se você viaja de um reino para o outro e observa a lua de lá, diria que ela mudou só porque está observando sua outra face?'. A resposta lhe causou um leve embrulho no estômago, e Christine recuou na cadeira até que estivesse encostada na mesma com uma expressão pensativa no rosto. Silenciosamente, estava dando a Jane a oportunidade de fazer a próxima pergunta.
Depois da pesquisa que tinha feito sobre os vampiros Christine não poderia se enganar em relação àqueles sintomas - se é que poderia chamá-los assim. Os caninos pontudos e a estranha vontade de sangue eram um claro indicativo de que tinha algo de errado com ela. Sentia fome de algo não natural, bizarro. Queria ter forças para se afastar daquelas pessoas, mas será que conseguiria sair daquele bar sem atacar ninguém contra sua vontade? Encostada em uma das paredes, Christine escondeu a boca com a palma da mão e se virou para a @holyharvey, que estava ao seu lado. Precisava garantir que aquele não era um efeito colateral de alguma bebida que tinha tomado. "Seus dentes também estão doendo ou são só os meus?"
Christine não estava totalmente convencida quando aceitou acompanhar uma das perdidas no caminho das bruxas. Ela não era alguém que sentia ânsia por poder, e definitivamente não queria mexer com nada sobrenatural que provocasse seus medos e explorasse suas angústias, mas como era difícil ter uma noite tranquila por ali ela acabou aceitando atravessar o portal. Depois de alguns minutos a perdida que a acompanhava viu alguma coisa aparentemente aterrorizante, e por mais que Christine tentasse ela não conseguiu fazer com que ela despertasse. Uma sensação horrível passou por seu corpo quando sua companhia saiu do caminho traçado, seguindo o que quer que tivesse visto escuridão a dentro. Inquieta, ela começou a tomar o caminho contrário, voltando para onde tinha o começo, de onde tinha saído. Iria achar o portal novamente e alertar alguma autoridade que pudesse ajudar a outra mulher a retornar da escuridão da floresta. Porém, ela não esperava ver outra pessoa ( @tinkeriing ) vindo em sua direção. Por um momento Christine parou, os olhos fixos na mulher que, pelas asas, deveria ser uma fada - uma de verdade. Ela não achava que um ser puro como as fadas deveriam passar por aquele tipo de provação. "Não acho que deveria passar daqui. Não vale a pena cruzar esse limite."
"Eu sabia que você ficaria bem moreno." Ela afirmou, como quem estivesse certa de que tinha razão desde o início. A voz em sua mente que duvidava da afirmação de Glinda - que confirmara com veemência que aquele túnel era de terror - tinha aos poucos se calado enquanto conversava com @lykostrophy. Não era incomum que seus pensamentos se acalmassem quando estava ao lado dele. "E olhando assim, parece até que trocamos de cabelo!" Apontou de forma empolgada para o cabelo dele e para o seu em seguida. Ele realmente estava lindo, e era quase como se quisesse permanecer olhando-o e... admirando? Christine acreditava que era apenas a tensão da espera pelo susto que provocavam as borboletas em seu estômago, nada muito além disso. "Está imitando um personagem de algum filme ou só decidiu mudar um pouco?" Pelo cutelo que ele levava consigo ela tinha algumas apostas sobre sua fantasia, mas não conseguia lembrar de alguém nos filmes que fosse parecido com ele.
Christine estava ciente de que uma falsa fada de pele roxa talvez fosse uma das coisas menos assustadoras que a maioria das pessoas veria naquela noite, mas ainda sim ficou com medo de assustar a pessoa que estava ao seu lado. "Desculpe te interromper, mas você sabe de alguma solução rápida para uma poção? Ou algo que ajude essa cor a sumir do meu corpo?" Ela ainda não sabia como tinha conseguido confundir uma poção de sorte com a de arco-íris. Talvez fosse culpa do vendedor, que ocupado com o fluxo de vendas na feira acabara lhe dando a poção errada. De toda forma, o estrago estava feito, e ela precisava de uma solução. E rápido! "Eu marquei uma entrevista com Drácula daqui a alguns minutos e não quero que ele me veja assim. Não sei se seria muito apropriado." Estava certa de que um vampiro com um castelo assustador como o dele não a levaria a sério daquela maneira.
Ou comenta 🧚🏼♀️ se quiser que eu vá até seu chat pra combinar um starter fechado! (Limite de 4)
"não sei se ligo de estragar isso, sendo sincera." comentou, dando uma olhada na capa de chuva amarela, já com algumas manchas de sangue falso em um dos ombros. "você tem?" ergueu uma sobrancelha ao olhá-la de novo. "não duvidando! só, sei lá, não imaginaria isso." deu de ombros. "ah... é meio que uma vítima. ou melhor, é totalmente uma vítima de um palhaço maluco. minha colega de dormitório veio vestido dele e, bom, quis combinar com ela."
Sentindo-se um pouco boba de não notar antes, Christine arregalou os olhos e deu um leve tapa na própria testa. "É verdade, você já está usando uma capa. Bom, agora eu só preciso arranjar uma para mim." Ela olhou ao redor, se perguntando o quão longe estavam da feirinha que tinha aparecido no reino desde o começo do Halloween. "Sim! Raul achou que fosse uma boa ideia que eu aprendesse a usar alguma arma para me defender depois de... bom, depois de tudo que aconteceu." Àquele ponto ela achava que Chloe tinha uma noção melhor sobre seu passado e porquê os dois tinham chego àquela conclusão. "Não é algo que eu goste, mas surpreendentemente eu sou boa atirando." A explicação deixou Christine com algumas dúvidas, mas ainda sim ela concordou com a cabeça, mostrando que estava escutando. "A capa tem alguma relação com o palhaço? Ou é só uma roupa que a personagem gosta de usar?"
Quando finalmente achou onde falaram que estava tendo um open bar, Pinóquio teve certeza de que a noite seria ótima, por que encher a cara e depois consumir uma quantidade obscena de pó mágico era tudo que ele precisava. Já havia tomado algumas no bar e sorriu largamente quando viu Christine vestida de fada, ele adorava fadas! Era super fechado com o Fada Azul, como que os perdidos falavam mesmo? Ele seu casca de bala? Não entendia muito bem a lógica daquela fala, mas era sobre amigos próximos, ele achava. Contudo, suspirou quando a mulher começou com um papo meio estranho e depressivo. ❝Não acho que vai ser como morrer... Acho isso meio dramático, acho que só seria assim se tudo sobre sua futura história mudasse, sabe? Se for pensar assim são os perdidos que vão morrer, não a gente.❞ Deu de ombros sem pensar muito sobre o assunto, tomando mais um gole do copo de whisky antes de seguir com sua fala. ❝Mas assim, a noite é sombria, mas não significa que precisa ser triste, Chris! Por que não bebe um pouco comigo, hein? Vai te deixar com os ânimos lá em cima.❞
"Mas perder as memórias é como morrer. Uma parte de você se vai junto com elas." Christine já tinha bebido um pouco demais, e nesses momentos ela acabava filosofando um pouco além do normal. "Não acha que é por isso que muitos deles estão tão tristes? Porque perder a si mesmo enquanto vivo pode ser pior do que a morte?" Ela franziu as sobrancelhas enquanto seu olhar se tornava pensativo e distante. Felizmente ela estava com a companhia certa, e logo ela voltou sua atenção para ele. "Eu já estava bebendo." Dando um pequeno sorriso para a ironia da situação - que era o fato de que talvez beber não subisse seu ânimo como ele parecia crer - Christine concordou com a cabeça. Aprumando os ombros, ela deu uma olhadinha para o bar enquanto pensava no que poderiam tomar. "Eu ainda não experimentei aquela bebida que vem em um copo com formato de abóbora. E ele até brilha! Você sabe do que é feito?"
“Você viu?!” Gabrielle automaticamente se virou, procurando por algum monstro esquisito ou um fantasma de passagem. Gostava da adrenalina de levar sustos, mas considerando que estava em um mundo encantado, tudo assumia uma dimensão muito maior. Uma coisa era um cara fantasiado de Chucky te perseguindo, outra bem diferente era um Chucky à base da magia. Nem esperava que Christine fosse aceitar ir com ela ao Castelo Bem Assombrado, visto que a mulher já tinha sentido emoção (e medo, afinal de contas) suficiente para toda uma vida, mas gostava de sua companhia. “O que foi? Será que dá tempo de sair correndo e ir no open bar ainda? Já não sei se tenho estômago pra encarar.”
"Sim! Eu acho que era aquele vilão com a máscara assustadora! Aquele que fica com a boca aberta." Christine ainda não tinha decorado o nome de todos eles. Os filmes eram ótimos, mas ela não possuia tanto tempo disponível para assistir todos. Caminhava bem perto de Gabrielle agora, com medo de se perder da mulher dentro do castelo. Em outras circunstâncias ela não teria tanto receio de explorar o lugar sozinha, mas levando em consideração o que sabia sobre o local ela preferia não arriscar se perder ou deixar com que a perdida fosse levada dali. "Bom, nós precisamos sair para não ficarmos presas aqui. Você viu que o Dr. Coelho estava andando pelo corredor ali atrás, agora como um deles?" Ela esperava que ele e outros fossem libertos assim que o Halloween acabasse, ou até antes disso. Nem imaginava como era ficar por ali, presa. Um calafrio percorreu sua espinha ao lembrar novamente de seu destino e como, em partes, aquelas pessoas estavam passando por aquilo que ela também temia. "Só não sei se correr é o mais recomendado. Chamaria a atenção deles, não?" Christine aproximou seu rosto do dela, querendo que ela escutasse o que dizia já que estava falando mais baixo agora.
"tem certeza que você quer participar disso?" acenou com a cabeça para o paintball, não conseguindo deixar de olhar com pena para a fantasia dela. ao contrário da sua que já tinha manchas de sangue pela capa de chuva amarela, a dela não parecia ter um único resquício de sangue falso. "sei lá, fico com dó de estragar isso. a menos que o desafio seja te proteger a todo custo para não estragar tudo, aí entendo." falou brincando, mas com um fundo de verdade. "deixaria o jogo bem emocionante, não vou mentir..."
"Eu... pensei em tentar." Ela deu uma olhada hesitante, mas repleta de curiosidade para o local aonde o jogo acontecia. "Poderíamos comprar algumas capas para nos protegermos. Assim você também não estraga sua fantasia." Christine pensou que aquilo parecia uma boa ideia! Ela ainda precisava participar do concurso de fantasias, afinal. "Ou se você achar que pode me proteger... eu guardo sua retaguarda! Tenho uma boa mira." E agora que estavam ali tivera tempo de reparar na fantasia de Chloe, e como não fazia ideia de quem ela era. "Aliás, sobre o que é sua fantasia?"
"De quem será que foi a ideia de gênio de montar uma barraca com uma bola de cristal tão inútil?" Drizella questionou, enquanto bebericava seu milésimo drink. Talvez todo aquele álcool houvesse a deixado um pouco mais simpática, tendo em vista que puxava assunto com muse e se balançava ao som da música de fundo que em qualquer outro momento, certamente estaria condenando. "Quer dizer, eu fiquei séculos na fila pra saber se o meu futuro iria mudar e só ouvi mais do mesmo. Sem falar da extrema falta de educação, me senti conversando comigo mesma." Estalou a língua no céu da boca, deixando também escapar um suspiro de pesar. Aquilo, definitivamente não era um elogio. "Eu deveria ter aceitado costurar alguém naquela barraca estranha dos restos mortais."
se preferir, responda 🎻 para um starter com coralie — 01/04
"Mas podemos culpá-los? Acho que estamos todos tentando prever algum futuro que não seja aquele reescrito por seja lá quem estiver por trás disso." Christine bebericou um pouco de sua bebida, tentando relaxar a tensão que tinha voltado ao seus ombros com a menção do futuro. "A bola de cristal foi grosseira com você?!" Aumentou um pouco o tom de voz, levemente revoltada pelo acontecido. Não era algo que faria normalmente, mas já estava um pouco alterada demais para que seu filtro funcionasse do jeito que deveria. "Parece que todas as comemorações tem ficado cada vez mais esquisitas. O baile da festa de despedida era assombrado, e agora chegamos ao ponto de ter sangue e ossos decorativos no meio da avenida." Mesmo constatando um fato, Christine não se sentia confortável em admitir que a estranheza e o certo tom obscuro não lhe incomodavam tanto como gostaria. Uma sensação de inquietude se instalava em seu peito quando percebia que o sentimento de choque que sentia não era nem negativo ou positivo. "Você realmente conseguiria? Eu ainda não tive coragem de passar por lá." A desaprovação aos atos de Victor existia já a alguns anos, e ela sabia que provavelmente não teria estômago para costurar alguém do mesmo jeito que ele fizera.