𝒏𝒂𝒎𝒆: rüya perihan parlakik 𝒏𝒊𝒄𝒌𝒏𝒂𝒎𝒆𝒔: peri 𝒂𝒈𝒆: 24 𝒔𝒆𝒙𝒖𝒂𝒍𝒊𝒕𝒚: bissexual 𝒃𝒊𝒓𝒕𝒉: 4 de maio 𝒔𝒊𝒈𝒏: touro 𝒉𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 1.70cm 𝒘𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 55kg 𝒐𝒄𝒄𝒖𝒑𝒂𝒕𝒊𝒐𝒏: bartender
𝖕𝖊𝖗𝖘𝖔𝖓𝖆𝖑𝖎𝖙𝖞: Rüya trouxe consigo a mesma personalidade de Rita, nem mesmo Land of Untold Stories sendo capaz de apagar aqueles traços tão fortes. Obstinada, quando há um objetivo em mente não há nada que possa entrar em seu caminho, nem poupa esforços para fazer o necessário. Tal qual seu pai (tanto o fantasma de suas memórias que storybrooke usava, quando o de verdade, ainda em neverland), tem um senso forte de justiça e honra, mas este próprio sendo bastante relativo. Na cidade, não está efetivamente envolvida com atividades ilegais, mas tampouco as abomina (com exceção das violentas). Tem muito ressentimento por ser olhada com desprezo e preconceito por todos durante a sua vida inteira, e portanto o seu mecanismo de defesa é afiado para qualquer olhar torto que recebe. É pouco paciente, podendo estourar com facilidade diante de uma situação que a incomode. Apesar de esperta, por vezes suas emoções tomam conta das ações, e acaba se envolvendo em brigas que definitivamente não poderia sustentar. Tem um senso de humor sarcástico na maioria das vezes, mas pode ser uma companhia leve para aqueles com quem sente segurança. É bastante cética e negativa, tendendo a sempre esperar o ruim das pessoas. Apesar de extrovertida e sem problemas de falar o que pensa, também é bastante fechada quanto a assuntos pessoais demais.
𝖍𝖊𝖆𝖉𝖈𝖆𝖓𝖓𝖔𝖓𝖘:
- Rüya faz parte da comunidade Romani, ciganos turcos que se instalaram em um bairro pobre, colorido e bastante vívido de Storybrooke. Os boatos que correm pela cidade indicam que todos que moram ali são necessariamente bandidos, drogados ou prostitutas. A garota não tem vergonha de onde vem e tenta sempre ignorar os olhares tortos (mesmo que isso mexa com ela mais do que admite)
- Durante as noites, a garçonete se torna uma dançarina no pub Madness Inside, sempre com o rosto coberto para que evitasse ser reconhecida, expondo apenas os olhos.
- Seu pai afundou em uma forte depressão após o acidente, e a vida da mãe gira em torno de cuidar do marido, também não muito longe da melancolia. Por isso o relacionamento com os pais se tornou distante. O irmão é o membro mais próximo de si, e ela o visita na cadeia praticamente toda a semana.
- Está decidida a encontrar provas para inocentar seu irmão, bem como se vingar do policial que armou para ele.
- Por ter se separado da família em Neverland, Rita não foi para Storybrooke com sua família de verdade. Os pais e o irmão mais velho são fantasmas, principalmente criados à partir de suas memórias.
- Sente-se bastante à vontade no mar, e portanto visita o cais todas as vezes em que está se sentindo mal por algum motivo.
- Vive em uma casa muito pequena com os pais, mas que é praticamente colada com a casa dos Arslan, que é enorme e repleta de gente. Assim, sempre se sentiu parte da família, e é como se todos morassem em um só lugar. É bem comum terem as portas abertas e transitarem entre as residências. Considera a maioria como primos próximos, quase irmãos, bem como tios e tias.
- Foi a única da família a estudar, e apesar de muito conectada com a religião e a cultura, tem uma visão e vida que sua mãe julga como moderna demais, mais um motivo para alguns conflitos. Seu pai sempre a apoiou, no entanto, e por isso o estado praticamente vegetativo do homem muito machuca Perihan.
𝖇𝖎𝖔:
Rüya nasceu em um lar pobre, no bairro marginalizado e repleto de ciganos - sendo ela, uma deles. A infância, através da bênção da ignorância, foi feliz. Correndo livre pelas ruas, aproveitando os dias em família, dançando na sala repleta de cor. Saberia dizer, no entanto, o dia exato em que o mundo exterior de sua bolha (e o julgamento dos que viviam ali) enfim foram de encontro a outrora inocente e satisfeita garotinha que rodopiava com os pés descalços. Estavam apenas brincando, embora tivessem sido avisados para não se afastar muito do bairro. O brinquedo era deles, o contrário do que algum garoto desconhecido e mimado tanto insistia ao dizer que Perihan e o irmão mais velho o tivessem roubado. Mas afinal, em quem o policial acreditaria? Se o próprio ato de perder um dos pouquíssimos brinquedos que tinha já não fosse suficiente, as palavras que seguiram eram duras demais para uma menininha de pouco mais de sete anos escutar. Adem já era um pouco mais velho, mas isso não o impediu de ser abalado ao ouvir o desprezo na voz do adulto que ameaçava prendê-los se não voltassem de onde haviam vindo de uma vez. Foi à partir dali que abriu os olhos para as injustiças que não apenas a sua família mas todas de seu bairro e sua cultura sofriam; era por isso que o pai tinha tanta dificuldade em receber um salário decente. Era por isso que a mãe ficava tão tensa todas as noites em que ele se atrasava um pouco. Era por isso que não iam para a escola com outras crianças, em outros bairros. Porque eles não eram tratados como iguais. Bandidos, inúteis, vabagundos, criminosos, drogados, prostitutas... era aquilo que seriam a qualquer um que os vissem, já que a verdade não era párea para a opinião. Conforme crescia, Rüya ficava cada vez mais frustrada e odiosa dos olhares superiores que recebia. Se por um lado o irmão mais velho era um poço de compreensão e positividade, a garota era praticamente o oposto.
Donos de uma floricultura pequena e simples, o dinheiro para sobrevivência era contado e mal dava conta de alimentá-los tres vezes ao dia. Perihan e o irmão ajudavam, enquanto a mãe cuidava da casa e o pai dividia o seu tempo na loja e um segundo emprego. Quando a mecânica em que o homem também trabalhava foi fechada, viram-se com uma renda já escassa sendo cortada pela metade. Foram dias difíceis, de fome, frio. Prestes a perder a casa, Peri se lembra de já ter até mesmo aceitado que viveriam na rua, quando finalmente a salvação veio. Os Parlakik tinham seu ego e sua honra, mas não puderam negar a ajuda financeira dos Arslan quando ela garantiria a salvação de seus filhos. Ferhan começou a trabalhar para eles, tanto para pagar a dívida quanto para manter a vida mais digna possível para a familia. Perihan, já pouco além da pré adolescência, sabia bem os boatos que corriam sobre os seus benfeitores. E não os que vinham de fora, mas dali dentro do bairro mesmo. Eles estavam envolvidos com atividades ilegais, mas... como não ser agradecida àqueles que foram a diferença entre a vida e a morte não apenas dela mas daqueles que amava? Finalmente a vida dos Parlakik retornava aos eixos, enquanto Adem conseguia se estabilizar como mecânico - tal qual seu pai um dia fora - e Rüya se tornava a primeira deles a de fato estudar, dedicando tempo também (e isto desde muito nova) à dança, que era sua verdadeira paixão. Mas como dizer que havia recebido a oportunidade de uma bolsa para estudar aquela arte, quando o acidente de seu pai coincidiu com a maior injustiça na vida do seu irmão? De um lado, o acidente de carro havia feito com que Ferhan perdesse o movimento da cintura para baixo, bem como se afundasse em uma forte depressão. Se Adem fosse imediatamente se tornar o porto seguro da casa, então a maldita justiça da cidade impedira quando um policial implantou provas falsas de que ele estava envolvido em um assassinato, a fim de livrar o verdadeiro culpado -- algum riquinho que o pagava muito bem. Sem o irmão, e com a família agora dependendo de si, precisou deixar de lado qualquer sonho que tivesse para garantir que não passariam outra vez pela mesma situação que anos atrás. Conseguiu um emprego no The Lakes como garçonete e bartender, cujas noites são alternadas entre o seu segundo emprego (e um que ninguém sabe se tratar dela): dançarina de uma boate.
𝖇𝖊𝖋𝖔𝖗𝖊 𝖙𝖍𝖊 𝖈𝖚𝖗𝖘𝖊:















