◤ — ✧ ♦ it doesn't tend to put our relationship in perspective; @LUCHER { F L A S H B A C K }
Esperava auxilio de qualquer pessoa presente no salão, mas nunca imaginou que o auxilio viria de sua irmã mais velha. Admirou-se quando a mesma saltou sobre o animal que avançava sobre ele e logo o deixou sem vida. Ele podia fazer isso, claro, em uma velocidade ainda maior, mas não tinha interesse algum. Revirou os olhos ao comentário da irmã. “Desculpe, mas não vejo motivos para lutar se você está aqui.” Indicou a garota a sua frente e fez uma careta de nojo. “Ensanguentada, aliás.” Mencionou.
Deu de ombros com o comentário sobre sua covardia. Não havia mentiras nas palavras proferidas pela morena, portanto, não havia motivos para Luiz rebatê-las. “Engraçado, nenhuma dessas pessoas aqui são meus súditos, então não há motivo algum para que eu as proteja. Admira você estar protegendo alguém, não é toda em ser a Emily Thorne de Avalon?” Questionou já sentindo o tédio abater-se em si com a conversa fiada provinda de Esther.
Naquele momento, gostaria de ter a capacidade de voltar no tempo. Assistir feras estraçalhando a besta quadrada em forma humana já não parecia má ideia. Esther gostaria de ser a pessoa que muitas achavam que era, atender às expectativas de má conduta. Índole não permitia, entretanto, compactuar com tenebrosa situação. Possuía zero desejo de ser taxada como heroína por salvar o irmão ou outras pessoas, fazia apenas pela necessidade moral de cuidar daqueles que precisavam de ajuda. Era ridiculamente empática com o sofrimento alheio. Ignorando o comentário do rapaz, limitou-se a incendiar o lobo, antes que pudesse ser atacada pelo mesmo.
Ódio. Voz desdenhável da asquerosa criatura soou tão infame à mulher que, por uma fração de segundos, esqueceu que havia outro animal para ser abatido. Não mais em chamas, Esther virou-se para Luca. Como alguém poderia ser tão baixo? O chão estava repleto de sangue e vísceras, corpos jaziam sem vida por toda parte. Apenas duas pessoas poderiam ser comparadas ao garoto: Luiz e Gavin. Antes que pudesse avançar contra o consanguíneo, sentiu as garras lupinas rasgando-lhe as costas.
A brasileira gritou. Seus pulmões imploravam oxigênio, porém era incapaz de encontrá-lo. Veneno corria atroz pelas veias, queimando e rasgando. Mesmo quando Luiz dera-lhe uma lição a chicotadas, nada poderia ser comparado aquela sensação. No ápice do desespero, lânguida no chão, Gabriel fez-se presente. Esperou a fera tentar seu golpe final e tornou a protegida fogo celestial. As labaredas deixaram o corpo contorcido de dor e dançaram pelo salão, engolindo monstros e poupando vidas inocentes. O anjo desejava proteger sua amada Esther, mas esta se encontrava longe demais, perdida nas profundezas do próprio inconsciente onde nem ele poderia manipular.








