Um tempo sem tempo, as saídas sem saída, o rumo que me foi roubado agora me atira ao chão, pouco me lembro de como vim parar aqui, algumas bebidas, alguns amigos, pra onde foram todos afinal? Meu andar esta pesado, ou talvez seja o ar, o que há com o lugar, não enxergo um palmo a minha frente, nada escuto alem de gritos e confusão, e tem aquele brilho incandescente que me segue. Talvez minha mãe tenha deixado comida na geladeira afinal, comer seria ótimo, com toda aquela estranheza, a alegria que me preenchia parece ter fugido com meus amigos, no meio de todas essas pessoas se empurrando eu pareço tao sozinho, a música estava tão boa, por que parou afinal? Está muito difícil andar acho que vou sentar aqui, não consigo sair das paredes, não consigo sair das pessoas, minha visão que se esvai, talvez meu pai ainda tenha aquele colírio na gaveta, meu peito não consegue mais puxar este ar, deito. Enfim estou conseguindo ir embora.
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