𝚖𝚎𝚍𝚞𝚜𝚊 - 𝚗𝚊 𝚖𝚒𝚝𝚘𝚕𝚘𝚐𝚒𝚊 𝚐𝚛𝚎𝚐𝚊, 𝚎𝚛𝚊 𝚊 𝚏𝚒𝚐𝚞𝚛𝚊 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚋𝚎𝚕𝚊 𝚎 𝚌𝚘𝚋𝚒ç𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚘𝚛 𝚖𝚞𝚒𝚝𝚘𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚏𝚘𝚒 𝚝𝚛𝚊𝚗𝚜𝚏𝚘𝚛𝚖𝚊𝚍𝚊 𝚎𝚖 𝚞𝚖 𝚖𝚘𝚗𝚜𝚝𝚛𝚘 𝚌𝚝ô𝚗𝚒𝚌𝚘, 𝚞𝚖𝚊 𝚐𝚘𝚛𝚐𝚘𝚗𝚊
pelos deuses! aquele ali passeando na praia é MEDUSA? ah, não, é só DIANA ELIZABETH MOREAU, uma escritora nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 33 anos nesse novo corpo, segue tão perspicaz e reclusa quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito natalie dormer? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como HOSPEDE do nosso hotel!
𝚠𝚑𝚘'𝚜 𝚝𝚑𝚊𝚝 𝚐𝚒𝚛𝚕?
- Diana Moreau nasceu no litoral norte da Inglaterra, foi criada pelos avós numa casa antiga onde o vento parecia sussurrar. Desde criança, preferia o silêncio aos risos, e os livros às pessoas. A escola nunca foi gentil com ela, nunca foi fácil, os colegas zombavam de seus olhos intensos e da forma como encarava o vazio como se visse fantasmas ou algo que os outros não conseguiam, e por conta disso, ela aprendeu muito cedo a baixar o olhar, como que para evitar deixar os outros desconfortáveis. Por conta das piadas e do bullying, desenvolveu o hábito de evitar espelhos e câmeras, como se algo neles pudesse machucá-la, a sensação era de que o reflexo que a encarava de volta estava pronto para jogar em sua cara todas as verdades sobre si que ela não queria encarar. A solidão virou seu próprio refúgio, e a Diana que existia em casa era muito diferente da Diana que mostrava ao mundo: uma máscara quase irreconhecível, doce e discreta, mas escondendo uma mente intensa e sombria. - Na adolescência, começou a escrever como se estivesse ficando sem tempo, quase como se sua vida dependesse disso. Seus cadernos se enchiam de monstros que amavam e morriam, mulheres fortes e resilientes que enfrentavam o perigo até o último suspiro, inspiradas nas final girls que ela admirava nos filmes de terror. Aos vinte anos, publicou o primeiro livro The House Beneath the Sea, um terror psicológico que chamou atenção por sua história um tanto hipnótica. As mulheres de seus livros, mesmo nos dark romances, eram todas fortes, sedutoras e boazudas, uma forma que Diana encontrou de lutar para que suas personagens fossem “girls girls” como ela queria ver e ser. Mantinha o pseudônimo E. Moreau, e raramente aparecia em público, quem a via fora dos livros, muitas vezes, não a reconhecia. - A fama chegou, discreta e inevitável. Críticos a chamaram de “a nova voz do gótico moderno”, leitores a idolatravam em fóruns e eventos, mas ela raramente aparecia, especialmente no começo. Quando falava, fazia com a calma de quem pesa cada palavra, as considerava preciosas de mais, importantes de mais, e sempre havia aqueles olhos, seu olhar, quando cruzava o de alguém, parecia tocar em algo profundo e incômodo. Apesar de tudo, Diana continuava vivendo em uma reclusa numa casa à beira-mar, escrevendo por longas madrugadas, cercada por cadernos pretos, pedras lisas e um silêncio quase ritualístico. Fora da escrita, era quase outra pessoa: discreta, quase invisível, e totalmente diferente da força feminina e sexy que suas protagonistas encarnavam. Vez ou outra, quando se sente forte o suficiente, ela se permite viver quase como suas personagens, ocupando espaço, sendo sexy e forte. - Agora, aos trinta e dois, Diana vê seu universo literário atravessar as páginas. Um de seus romances, The Serpent’s Kiss, será adaptado para o cinema, e provavelmente por ser controladora o suficiente com seus obras e querer fazer parte de tudo envolvendo aquela adaptação, ela aceitou viajar à Grécia para acompanhar a escolha das locações. A viagem também coincide com o lançamento de seu novo livro, Glass Heart, uma história sobre o poder destrutivo do amor e da culpa, com mulheres que brilham mesmo nas sombras. - Diana Moreau nunca quis ser vista, era o suficiente ser apenas lida. E hoje, ela vive entre o brilho das páginas e a sombra do passado, ela vive dividida: a mulher doce e discreta que o mundo conhece, e a força feroz, inteligente e sedutora que habita cada linha que escreve.



















