A escola é particular?
Não, pública.

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A escola é particular?
Não, pública.
♬ LOUIS TREMONT, rebel, dezoito anos.
♯ meet the french bastard
Louis Tremont nasceu numa França fria e distante. Tal descrição de seu berço de nascença se espelhava também na situação parental na casa do rapaz. Filho de um casal tão apaixonado quanto britânicos e ingleses podiam ser, a iminente tragédia da separação assombrou a infância do garoto que encontrava refúgio no ateliê de alfaiataria de Philippe, seu pai; onde o conforto vinha do antigo toca-discos da família e alguns cigarros roubados. Desde muito jovem o garoto francês desenvolveu um ligeiro gosto para o melacólico e proibido. A distância com os pais, sobretudo a mãe, lhe fez um sujeito reservado, mas não menos comunicativo. O segredo para se aproximar de Louis sempre fora a música. Ou, pelo menos, algo que envolvesse acordes e boas composições. Seu gosto por cigarros apareceu na infância devido ao contato frequente do pai com a fumaça entre os panos; o que auxiliou e muito a desenvolver tamanho apreço por parte do francês menor. Se tal hábito tivesse sido notado cedo, talvez Louis não tivesse começado o declínio da vida tão prematuramente. O clima pesado na casa da família Tremont durou até uma madrugada chuvosa em Paris, onde, após a maior e definitiva briga do casal progenitor, a mãe de Louis – Brigitte – colocou as malas no carro e partiu do casarão no coração da França. Numa fuga que, em um clima tão promissor quanto o motivo da mesma, acabou causando a calamidade crucial da vida do rapaz de, então, nove anos: A morte de Brigitte. Órfão de mãe, Louis então cresceu na companhia do pai que, a despeito das constantes brigas e discussões com a falecida esposa, tornou-se melancólico a ponto de definhar. Não o suficiente para tornar órfão de vez o garoto, mas o bastante para fazê-lo receber o novo vazio da figura paterna. Desta forma, o refúgio e único escape que Louis encontrou foram as ruas parisienses e as crescentes discotecas da época, onde música eletrônica contagiava os jovens agitados e os faziam dançarem sobre o mesmo piso. Eram nestes momentos que Louis encontrava sua nirvana pessoal; onde nada mais faziam sentido além das batidas (ora animadas, ora tristes) e qualquer coisa terrena deixava de importar. Foi justamente nesta época que o rapaz desenvolveu um gosto especial por passar as noites fora de casa. No colégio, sempre fora reservado e até mesmo aplicado, todavia tão devotamente desleixado com os demais que poucas amizades foram formadas visto que seu interesse nas outras pessoas era, para não dizer nulo, eminentemente variável. Sua mentalidade sempre lhe impediu de formar grupos; o que, naquele tempo, parecia uma ofensa crescente. Embora calmo e extremamente instrospectivo, o rapaz tinha traços de personalidade explosivos. Não era tão paciente ou amável, mas, sim, crítico e extremamente antipático. Era o mal dos franceses, diziam. Sempre torcendo os narizes para outras culturas. Ou, no caso de Louis, qualquer personalidade egocêntrica. Os mauricinhos da época nunca haviam lhe agradado tanto assim e isso lhe fazia um brigão. Constantes eram as vezes em que se retirava do colégio para intermináveis caminhadas por Paris, pontuadas por nicotina barata e músicas que cantarolava secretamente. Porque cantá-las também era algo que o rapaz apreciava. E que, definitivamente, não o fazia perto de mais ninguém. Quando Louis Tremont completou dezoito anos, uma mudança se fez presente: A família despedaçada, e constituída de apenas duas figuras masculinas, estava se mudando para os Estados Unidos. O longo passado de anos consternados parecia enfim ter consumido toda a essência de Philippe Tremont, de maneira que um desejo ardente de retomar os negócios se fez em outro lugar. Naquela época, com a crescente tecnologia, as evidentes oposições, a hierarquia social e, claro, as vantagens e desvantagens de ser um estrangeiro, a melhor escolha para escapar de uma França frívola pareceu mudar-se para o subúrbio de San Diego. Assim, Louis mudou-se para as terras americanas e logo fora matriculado no colégio de renome da região: Harrison High. Não era necessário citar a certa dificuldade em encaixar-se num país tão diferente apesar da historicidade entre a nova terra e a sua natal, todavia, havia algo ali que despertou também no rapaz a vontade de descobrir mais. Pela primeira vez em sua turbulenta e cinzenta vida, tinha a ânsia de absorver novas histórias e características. Talvez conhecer novo rostos e, com certeza, novas bandas. Embeber-se da onda crescente que os anos oitenta traziam e que impactava diretamente em seu espírito jovem; ainda que preso em décadas anteriores ou num espaço-tempo que o próprio rapaz desconhecia. Ao seu modo desajeitado e dentro dos limites de seu espaço pessoal, Louis então passou a viver em San Diego com o pai. Mantendo a linha de frequentador não tão assíduo dos colégios e melhor habitante do hot point da cidade californiana; aquele onde a música soava já do lado de fora das portas. Ali estava sua chance de reconstituir o que a França deixara para trás e que ele, definitivamente, sentia falta: Uma aventura. Com requintes musicais e talvez extrapolados, brigas e drogas, álcool e gírias, porém certamente uma aventura que lhe fizesse reavivar-se da constância mórbida dos outros anos de sua vida.
Faceclaim: Louis Garrel.
uma garota não pode ser jock, né?
Sim. Do mesmo jeito que um garoto não pode ser uma Material Girl.
♬ REN FUCHS, jock, dezessete anos.
♯ meet the shameless
Nascido em Toronto e crescido na parte alta e popular da cidade, não é surpresa que Ren tenha aquela típica personalidade em que todas as garotas suspiram ao passar. Não somente pela aparência, mas também pelo fato dele ter entrado no mundo do basquete desde apenas sete anos de idade. Tudo isso começou quando seu pai tinha acabado de se separar de sua mãe. Obviamente, escolheu morar com o pai por ter mais afinidade. No entanto, seu pai era viciado em esportes e, como não podia deixar um garoto indefeso de sete anos sozinho dentro de casa, o levava como acompanhante. A vida de seu pai se baseava nisso e, honestamente, Ren não achava nada de ruim.
Por fora dos treinos de basquete que tinha na escola, Fuchs jogava grande parte do dia no quintal da sua casa com seu pai e os amigos de seu pai. Por mais que fosse mais novo, isso não o fazia mais vulnerável na quadra. Era muito bom em tudo que fazia. Se dedicava tanto nas atividades físicas que acabara deixando a responsabilidade de estudar de lado e apenas vivia no mundo dos esportes. Isso, de fato, prejudicou seu aprendizado, mas ele não ligava, nem muito menos seu pai. Ele fazia questão de que o filho fizesse tudo que ele perdeu a oportunidade de fazer.
Ren se espelhava muito em seu pai e fazia tudo que ele mandava. Mas no colégio era tudo diferente. Com o passar do tempo, ele se tornara o “líder” do grupo dos populares, e no que mandava em tudo. Tinha as garotas que queria, tinha todas as atividades feitas pelos nerds de sua escola, era o capitão do time de basquete… o que mais poderia dar errado? Ah, sim… é nessa parte em que Fuchs tem que deixar sua vida inteira no Canadá e ir morar em San Diego por causa da transferência de trabalho do seu pai. Não entendia como o mudaram de um país para outro, mas não questionou absolutamente nada. Sabia que, se o fizesse, seu pai o deixaria na casa da mãe e isso era o que ele menos queria. Então, aceitou calado e logo se mudou para a tão longe San Diego.
Após a primeira impressão, não poderia negar que, apesar de preferir o Canadá, a sua nova cidade era bem satisfatória. Não só a cidade, assim também como as pessoas (garotas, na verdade, e que tinham aparências muito agradáveis por sinal) e principalmente um lugar chamado Pizza Planet. Ren estava com a esperança de que logo se adaptasse a nova cidade e foi exatamente o que aconteceu. Começou a andar com um grupo denominado jocks, cujo identificou-se de cara. E a partir daí, pretende manter do jeito que começou e espera que consiga ser do mesmo modo que era em sua antiga cidade em relação ao basquete, sua grande e fixa paixão.
Faceclaim: Jake Abel.
♬ AGNES WILLIAMS, rebel, dezenove anos.
♯ meet the future girl
Nos anos sessenta, numa área nobre de Nova York, morava a família Marshall. Com uma enorme mansão, dois cachorros, um passarinho e uma filha, a nem-tão-doce Marienne Marshall de dezessete anos. Seus pais, como membros da alta classe, queriam que sua filha única fosse seu bibelô, mas não foi bem assim que aconteceu. Marienne pertencia á um grupo social um tanto popular na época, um grupo que era á favor da “mãe natureza”, contra o capitalismo e aos ideais das famílias ricas e da classe média, sua frase de efeito era “paz e amor”. Sim, Marienne era uma hippie e sua família não tinha nem um pouco de orgulho disso.
Já no subúrbio da cidade, vivia um rapaz bonito, boa pinta e pegador, seu nome era James Williams. Dividia um apartamento com alguns amigos, amigos no qual tinha uma banda com. Slutty Pumpkin tocava em alguns bares e boates da cidade, com letras de amor á natureza e aos seres humanos, eles até que eram um pouco populares, porém só viam aquilo como um hobbie. Recusavam pedidos de gravadoras toda hora, e estavam felizes do jeito que viviam.
1969, o festival mais esperado do ano começava, Woodstock, e é claro, que Marienne estava lá. Enfrentou os pais e fugiu de casa para que pudesse ir á tal lugar, onde teve muita diversão e inclusive, conheceu a sua “alma gêmea”, James Williams. O amor de ambos era como desses de novela e isso logo resultou em uma linda gravidez, que gerou sua primeira e única filha.
Agnes cresceu morando em um trailer, escutando Janis Joplin e Bob Marley. Sua infância foi repleta de amor e carinho, diferente de sua adolescência. Seus pais eram muito liberais, e para ela aquilo era ruim, pois nenhum de seus colegas tinham tal tratamento e ela queria ser como eles, queria ter uma vida “normal” de uma adolescente. Ela fazia muitas coisas para seus pais a notarem. Vendia drogas, ficava com caras mais velhos e chegou até a ser presa, mas nada, nada fazia com que seus pais fossem mais “duros” com ela.
Com o passar do tempo à garota aprendeu os benefícios de ter pais nem ai, e começou a aproveitar isso da melhor maneira possível. Ela aprendeu que não precisava ter a vida de uma adolescente normal, e sim a vida de uma adolescente feliz, e por isso foi buscar sua felicidade em outro lugar, em San Diego para ser mais preciso, e seus pais a apoiaram nessa decisão.
Ao completar exatos dezessete anos, Marienne e James lhe deram uma pequena quantia de dinheiro para que ela pudesse começar sua vida, e lá se foi ela, para San Diego. Com o dinheiro que seus pais lhe deram, conseguiu pagar a viagem e alugar um apartamento qualquer no subúrbio.
Agnes, não só chamou a atenção dos rapazes comuns, como também dos empresários. Com seus belos olhos azuis vindos de sua mãe, e cabelos lisos e castanhos vindos de seu pai, rapidamente conseguiu alguns bicos como modelo, mas não era nada fixo, só rendia alguns trocados, até chegar no momento em que aquele dinheiro não era o suficiente.
Depois de muito procurar, a garota finamente achou um emprego fixo numa loja de discos. Ela não ganhava muito bem, mas dava para pagar o aluguel, sua comida, e pelo menos uma vez na semana, ela conseguia ir ao Pizza Planet, lugar onde vendia seu milk-shake favorito, o que para ela estava ótimo.
Agnes sempre foi uma garota de atitude. Com seus ideais feministas, entendia de assuntos difíceis até mesmo para pessoas bem mais velhas que ela. Ia á protestos sem nem mesmo hesitar e mesmo sendo jovem, não tinha medo dos policiais, assim fez amizade com pessoas mais velhas e com os mesmos ideais que ela.
Seu gosto musical é bastante variado, apesar de ser fissurada em bandas britânicas, como Joy Division, The Smiths, The Cure, New Order, Led Zeppelin, Deep Purple, The Who entre outros. Suas bandas americanas favoritas eram The Velvet Underground, Aerosmith e Sonic Youth.
Quando é questionada sobre sua sexualidade, prefere não dizer muito. Agnes acha que rótulos são desnecessários, e não alega ser hétero, bi, ou lésbica, apenas diz que gosta de pessoas. Apesar da preferência á meninos, se um dia vier a ficar afim de uma garota, não terá problema nenhum com isso. Quanto aos seus relacionamentos sérios, nenhum deles durou muito, o que a fez convencer de que o amor não existe, mesmo se lembrando de quanto seus pais se amavam, o que a confundia um pouco.
Agnes tenta ao máximo não basear suas amizades em grupos, tentando se dar bem com todos ao seu redor, pelo fato de não gostar de colocar rótulos em tudo, apesar de acabar se socializando apenas com aqueles lhe convém, e não fazer esforços de se aproximar de alguém que não vai com a cara.
Ela é muito ligada em questões ambientais, preferindo sempre coisas sustentáveis ao capitalismo exacerbado em que a sociedade se encontrava na época.
Não apenas seu rostinho bonito que lhe deu bicos como modelo, mas também seu estilo diferente. Uma mistura do hippie de seus pais, com uma pitada de punk rock, grunge e folk davam á menina um look único, e até estranho para tal época, o que originou seu apelido de “garota do futuro”
Resumindo, Agnes é uma garota com ideias e princípios fortes, tem bastante estilo, bom gosto música, apenas procurando uma vida feliz, e não vai descansar até encontrar, não mesmo.
Faceclaim: Alexa Chung.
❝heads will roll!❞ [listen]
♯ the pizza planet gladly presents…
A festa de Halloween é uma comemoração tradicional organizada pela Sra. Lovelace com o intuito de comemorar a data mais assustadora do ano. O jukebox já foi abastecido com discos novos incluindo Michael Jackson, Rockwell, Talking Heads, entre outros. Somente os jovens fantasiados terão a entrada admitida. Vista a sua melhor fantasia, assuste quem puder, traga os seus doces. Toda a população adolescente da cidade está convidada!
Início às 20h do dia 19 de outubro, duração a ser determinada.
Não aceitaremos freaks por tempo indeterminado, para que o número de integrantes em todos os grupos se equilibre.
♬ BRANDON "DON" SANDERS, freak, dezesseis anos.
♯ meet the chicken legs
A construção de uma hierarquia social tem uma regra muito importante: em todo ambiente é necessário haver um bode expiatório, aquele que ficava não só na posição mais baixa da pirâmide como era obrigado a receber as ofensas e descargas de mau humor alheias silenciosamente. Quando criança, aquela era a exata posição de Brandon, o menino de costelas salientes que aprendera desde ainda muito novo a simplesmente baixar a cabeça quando chamado de vara-pau, louva-deus, tripa seca e todas as outras possíveis variáveis para se referir a um moleque magrelo. Conforme envelheceu, a puberdade pouco fez para ajudá-lo no quesito peso, concedendo-lhe apenas quilos suficientes para fazer com que deixasse de ser uma aberração, mas acabou por tornar-se um rapaz bonito, o que foi suficiente para que os bullies precisassem encontrar outro apelido com que atormentá-lo. Acabaram por escolher Don, uma referência a Poderoso Chefão que ironizava sua insignificância no cenário social de Harrison High, ao qual mesmo os alunos novos e que não o conheciam acabaram por aderir com o tempo. Já não era o mesmo saco de ossos e, ainda assim, a humanidade como todo insistia em não deixá-lo em paz.
Bem, Brandon não se importava exatamente. Era óbvio que detestava ser ofendido sem real motivo, e que gostaria que seus pais fizessem algo a respeito para protegê-lo, mas estes estavam sempre ocupados demais com trabalho ou tarefas domésticas, ou simplesmente escolhiam fingir não perceber o que se passava. Sua sorte era que sabia como lidar com aqueles que com ele implicavam. Havia aprendido ainda cedo, e que desde então nunca se esquecera: o melhor remédio para o tormento que era ter uma multidão de pessoas azucrinando-lhe os ouvidos, com termos de afeição depreciativos, era simplesmente ignorá-los e manter sua distância. Não foi surpresa para ninguém o gradual isolamento do garoto, que aceitou o rótulo de freak, o único que lhe cabia, sem maiores reclamações. Mesmo os outros esquisitões não iam muito com a sua cara, e não se podia culpá-los: Brandon era um tanto introspectivo e, acostumado a esperar o pior das pessoas como estava, sempre desconfiava das verdadeiras intenções de toda e qualquer pessoa que dirigia-lhe a palavra. Usava o sarcasmo como mecanismo de defesa, uma barreira que impedia que qualquer um se aproximasse o suficiente para tentar magoá-lo, e não era exatamente feliz em sua solidão, mas sabia que a situação poderia ser muito pior, e era grato por sua constituição emocional firme, que o impedia de se deixar abalar permanentemente pelas farpas soltadas pelos colegas. Tudo o que não queria era acabar como mais uma estatística de suicídio nos Estados Unidos ao fim de um semestre.
O fato de não se deixar afetar, porém, não queria dizer que aceitava de bom grado o que lhe faziam. Se ressentia profundamente de todos os colegas, e de alguns chegava a sentir ódio, e só o que o consolava eram suas notas altas, mais do que suficientes para garantir-lhe um lugar em uma boa faculdade ao se formar, e um futuro de advogado, médico ou outra carreira importante, enquanto os atletas que tanto haviam-lhe importunado provavelmente acabariam servindo mesas por não haverem bolsas de esportes suficientes para atender toda a demanda nacional. Esse pensamento o consolava um pouco, mas nada fazia para apaziguar sua raiva. E só o fazia detestar a si próprio por desejar desesperadamente uma pessoa com quem contar, para quem contar, mesmo sabendo que não havia naquela escola um só indivíduo que era digno de sua confiança, pois nunca nenhum deles havia vindo em sua defesa quando os demais decidiam-se por fazer uma demonstração de humilhação pública tendo ele como vítima. Verdade seja dita, Brandon era um menino solitário, e não havia nada que não sacrificaria por um amigo. Ninguém poderia julgá-lo depois de tantos anos almoçando sozinho nas arquibancadas do campo de futebol americano, por medo do que lhe diriam ou com ele fariam caso ousasse se aventurar no refeitório. Ter uma pessoa com quem dividir a deliciosa comida que sua mãe preparava para ele todos os dias era um objetivo muito razoável quando se levava o tipo de vida que o garoto levava em consideração.
Faceclaim: James McVey.
Activity Check
Como prometido da última vez, liberei os personagens que não me contataram nessa uma semana e meia. Se o dono de um dos respectivos estiver interessado em tê-lo de volta, basta contatar a central. Aqui também vai os inativos da próxima rodada. Os mesmos serão liberados na próxima quarta-feira se não receber qualquer contato/atividade do player. Lembrando que reblogar fotos não é considerado atividade.
Sob observação:
John Eastwood
Valerie McCulloch
Luna Halloway
Atria Fray
Electra Harley
Hope McQueen
Maxwell Summers
Knox Lincoln
Personagens reabertos:
Annabelle Allen
Emily Lynch
Mark Allen
FCs liberados:
Hayden Christensen
Nicholas Hoult
Tom Daley
Kristen Stewart
Ariana Grande
Nico Tortorella
Dianna Agron
Avan Jogia
Dougie Poynter
Nina Dobrev
Colton Haynes
Phoebe Tonkin
Beau Mirchoff
Lily Collins
Anna Popplewell
Anton Yelchin
Melanie Laurent
Lily Loveless
Cara Delevingne
♬ KAYLE HIRSCH, freak, dezessete anos.
♯ meet the usual girl
Durante toda a sua infância, Kayle esteve rodeada de familiares e bons amigos que não tinham nada além de amor e boas lições para lhe dar. Esta era a mais nova dos Hirsch, uma família que considerava aquela geração como encerrada, seus filhos e netos beirando a idade adulta eram os mais prováveis pais na a época, mas a garota veio mostrar a todos que nem sempre o que parece, é, em todos os sentidos.
Assim como Kayle teve grandes amigos em sua infância que permanecem até hoje ao seu lado, a sua mãe teve, era como família. Não havia sequer uma data festiva que Erica não fosse convidada a participar junto dos Hirsch, e pela distância que tinha à sua família, aceitara de bom grado fazer parte daquela por opção. Era com ela que Kayle passava boas horas conversando, rindo, se divertindo, era diferente de conversar com a sua mãe, ela sabia que podia contar com Erica, compartilhar com ela as suas maiores curiosidades e aventuras sem que fosse reprimida, ao contrário de seus familiares, ela sabia o que era ser jovem, e não gostava de vê-la sendo privada de certas coisas, mesmo que ela permanecesse fazendo às escondidas. A partir dos quatorze anos, Kayle se viu numa nova amizade, completamente diferente daquela compartilhada pelas suas amigas do colégio, onde ela poderia confiar de olhos fechados em suas experiências, em quem podia confiar sobre o que era bom e o que era ruim. Aos quinze anos, ela se viu dividida pelas suas próprias personalidades.
Young and Wild: Kayle tinha medo dos seus próprios sentimentos, desde que eles começaram a aflorar por alguém que ela considerava fora de seu alcance, fora dos padrões da sociedade. Erica era mais velha, era a melhor amiga de sua mãe, mas era alguém por quem ela nutria algo que era maior do que qualquer coisa, e estava disposta a passar por cima de seus medos só para provar a si mesmo que o impossível não existe. Como numa noite qualquer, após o jantar, Erica e Kayle se retiraram da mesa e deram inicio a uma longa conversa, depois de duas semanas sem se ver, eram muitos os assuntos a serem postos em dia. Ela contava o quanto tinha se divertido na última sexta-feira na companhia de seus amigos em uma festa da escola quando se deu conta de que nada daquilo a satisfazia mais. A medida que ia contando as últimas novidades, se perdia em meio aos seus pensamentos, declarar-se ou não, eis a questão. Erica havia se divorciado há seis meses, e desde então, ninguém ouvira sobre o envolvimento dela com alguém, Kayle estava certa de que valeria a pena arriscar, e foi o que fez, depois de muito pensar, deixou que os seus instintos falassem mais alto e beijou-a ali mesmo, dentro de seu quarto. Diferente do que imaginara, Erica não se desvencilhara do beijo. Logo em seguida, veio a confissão de Kayle, ela queria estar mais próxima de Erica, e sem nem pensar duas vezes, ela aceitara o desafio. Era comum Kayle frequentar bares e outros locais mais adultos na companhia de Erica sem ser perturbada, as duas eram vistas como mãe e filha, tia e sobrinha nos lugares onde iam, ninguém desconfiava sobre a realidade por trás daquelas conversas inocentes entre as duas.
A Taste of Honey: Com exceção de Erica, todos viam Kayle como sempre a viram, uma garota doce, que não via maldade alguma nas coisas que fazia. Os seus amigos a tinham como uma referência, alguém em quem confiar, ela era simplesmente Kayle, simples em seus atos, modesta. Dificilmente há uma família em que um ou alguns membros tenham se desviado um pouco para o lado das bebidas ou das farras, e por ser a mais nova, alguns esperavam que ela pudesse se tornar um pouco mimada demais, saindo com os amigos sem hora para voltar, ficando com uns e com outros, e por mais que isso já tivesse acontecido, ninguém jamais ficara sabendo. Ela não era uma santa, e também não queria ser uma, mas não sentia a necessidade de demonstrar tais extremos. Era uma garota normal.
O problema de ser uma garota normal era sentir-se atingida por certos comentários maldosos, desde que começara a se envolver com Erica, tinha deixado um pouco de lado os seus amigos na escola, queria gastar o seu tempo ao lado dela, e aos poucos, algumas pessoas foram notando isso. Kayle não queria se deixar abater por estes problemas, e não queria vir a se tornar um fardo para a sua família. Foi preciso coragem, paciência e muita ajuda de alguém experiente como Erica para que fosse decidido o que era melhor para a garota. Kayle tinha apenas dezessete anos, não poderia se privar das coisas boas da vida por alguém que estaria ao seu lado nas sombras. Foi decidido que o melhor para ela era mudar-se para San Diego, onde o seu pai, divorciado há 5 anos de sua mãe, morava com a sua nova esposa. O Sr. Hirsch acolheu a sua filha em sua casa, como deveria ser feito e a Sra. Hirsch acreditou na história de Kayle, que dizia sentir falta de bons momentos com o seu pai, era justo que ela pudesse estar com ele mais tempo.
Faceclaim: Alina K.
♬ AURORA MATTHEWS ROY, material girl, dezesseis anos.
♯ meet the beauty and sexy queen
Aurora Roy é a filha mais nova de Dianna Roy e Stevie Matthews, irmã de Liam, e a melhor amiga do mesmo… bem, pelo menos era o que costumava ser.
Depois que Liam começou a ter ideias sobre mudar, seguir outra coisa que não fosse o que os pais faziam, Aurora entrou em uma fase bastante complicada pois sentia que onde e como estava era o que deveria ser, mas ao mesmo tempo, queria seguir o irmão para onde quer que fosse. Tentou diversas vezes convencer o menino de que não devia fazer nada, apenas esperar e ver o que aconteceria a seguir. Mas como Liam não teve toda essa paciência, Aurora se viu como uma ponte de conciliação entre a família.
As brigas começaram a ser frequentes, e isso fez com que a loira tivesse uma recaída, sofrendo com uma depressão que mais tarde veio a ser tratada. Com isso, percebeu que se não fossem os mimos e o dinheiro liberado que seus pais lhe davam, provavelmente não teria conseguido se reerguer de seus problemas. Tratou da depressão de da bulimia, começou a se cuidar e a valorizar aquilo que a fazia melhor. Muitos poderiam ver isso como egoísmo, mas aos seus olhos, era uma maneira de se defender.
Liam finalmente decidiu ir, e por mais dramático e infeliz que isso fosse, Aurora sentiu que finalmente teria paz e poderia continuar levando a vida que levava. Dinheiro sem limites, roupas de marca, carros, garotos caindo ao seu redor e a idolatrando como se fosse sua rainha… O que mais poderia querer? Nada. Para ela a vida estava ganha, fácil e completa, agora era só continuar do jeito que estava.
A caçula dos Matthews sentia uma imensa falta do irmão mais velho, e por meio de ligações e algumas restritas visitas, tentou o convencer de voltar para a casa da família. Em vão. Pelo jeito os dois tinham algo de diferente: seus ideais, e Aurora não abriria mão dos seus, jamais.
Faceclaim: Lindsay Ellingson.
♬ KEITH WATERS, freak, dezessete anos.
♯ meet the wild child
Era fruto de uma paixão perturbada entre uma prostituta de luxo e um cadete da marinha. O moleque crescera num puteiro, rodeado de putas que o amavam como o diabo; putas que, dotadas de compaixão pelo pobre garoto, faziam de tudo para tornar sua vida caótica menos bizarra possível. E o garoto gostava daquelas mulheres, também as amava, assim como amava a mãe. A vida, apesar de ser recheada por traumas e cenas transtornadas, era boa e nada queria ele além daquilo.
Ouvira sempre dizer que os olhos são as janelas da alma, mas tudo que via em seus olhos eram os reflexos dos pesadelos macabros. Nunca fora um garoto convencional. Nunca pertencera a nada. Sua alma não tinha janela, não tinha reflexo, não tinha um lugar no qual ficar, a não ser o puteiro no qual a mãe trabalhara metade da vida, e ainda trabalhava. Keith não morava lá, de certo que não, mas passava o dia todo enfurnado naquele lugar, pronto para defender a honra de qualquer prostituta que fosse assediada. Elas eram sua família, e era isso que família fazia: defendia sangue do seu sangue. Quando crescera, aquelas mulheres lhe deram o conforto dos braços de uma mãe, lhe deram o melhor que seus salários as permitiam, lhe deram amor. Rechearam sua vida com livros, os melhores deles, e com músicas também. Conheceu diversas bandas, diversos poetas, diversos escritores; todos desvairados, insanos, completamente marginalizados. E decidira que aquilo, aquele mundo underground, seria sua vida.
Conhecera o pai mais tarde, que ainda era cliente do prostíbulo. Ele lhe dava alguns presentes e sempre aparecia no dia de seu aniversário. Keith não nutria grandes ódios pelo homem, até chegava a achá-lo incrivelmente engraçado. Mas não o considerava sua família, de maneira alguma. Keith Waters era filho das prostitutas, e apenas delas.
Faceclaim: Bill Skarsgård.