Um adeus
Desde 2011 eu divido com vocês algumas versões fantasiosas de algumas das minhas paixões. Praticamente todos os meus textos autorais foram inspirados por alguma pessoa real por quem fui apaixonado, e que, por sadismo do destino e incompatibilidades nossas, deu errado. Mas senti que chegou o momento para eu encerrar esse capítulo da minha vida.
Li em algum lugar que a melhor forma de esquecer paixões era escrevendo sobre elas e foi o que eu fiz por doze anos. Um hiato aqui, outro lá, e eu estive presente aqui por 40% da minha vida. Dentre todas essas paixões, a que mais me impactou (e que também teve mais alcance por aqui) foi a Fúcsia.
A Fúcsia, ou L como passei a me referir depois de algum tempo, foi menina que conheci há oito anos, e como viram aqui, não começou muito bem.
Dois anos depois, nos reencontramos, e saímos novamente, e o fim foi o mesmo. Eu simplesmente tinha me apaixonado pela Fúcsia que criei na fantasia, e não pela L de carne e osso, essa segunda me dava medo, me deixava inseguro e eu sempre arrumava uma desculpa para ir embora.
Mais alguns anos, agora somando um total de cinco, e eu ainda não conseguia tirar aquela figura de cabelo rosa da minha mente, e dessa vez não era mais a Fúcsia, era a L de carne e osso e sorriso e cheiro e algumas poucas lembranças que tinha dela e que decidi ali que não eram o suficiente. Estava apaixonado, precisava ganhar de volta aquela mulher, precisava compensar o ser merda que fui com ela. E logo no começo, um mês depois de ter encontrado com ela por duas vezes, entramos em lockdown.
Corta pra 3 anos no futuro, com mais algumas paixões frustradas esquecidas pelo meio do caminho. Chamei ela pra sair. E depois chamei ela pra sair de novo, fiquei inseguro, lutei contra, perdi o medo, timidez, e chamei ela pra sair mais uma vez, e depois de novo e continuamos nisso. Pedi ela em namoro sem querer, ela aceitou. Conheci a família dela, fiquei traumatizado com a família dela, conheci a outra parte, sai ainda mais traumatizado. Vi foto dela bebê, fiz ela sorrir, chorei na frente dela... Muita coisa aconteceu.
Tá, fugi do assunto um pouco, mas me deixa voltar. Por que essa é a minha última postagem? Porque eu estou vivendo meu último romance, agora de verdade, e não preciso mais viver na minha cabeça.
Para as pessoas curiosas que querem saber o que foi para quem, basta buscar nas tags dos posts, sempre tem uma palavra, uma letra, alguma coisa.
Para todas as pessoas, vamos viver lá fora!
Um beijo, P. Ribeiro










