pelos deuses! aquele ali passeando na praia é HELIOS? ah, não, é só DEREK BAUMANN, um FÍSICO ATMOSFÉRICO nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os TRINTA anos nesse novo corpo, segue tão RADIANTE e EXCESSIVO quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito SCOTT EASTWOOD? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como HÓSPEDE do nosso hotel!
BIOGRAPHY:
Fora nos Alpes Suíços que tudo começou. Uma geóloga — curiosa, teimosa e apaixonada pelas montanhas — conheceu o médico que a salvaria após uma queda quase fatal. Ele consertou mais do que ossos: consertou seu coração. O resultado? Um amor improvável, um casamento duradouro e, meses depois, o nascimento de Derek. A infância do pequeno Baumann foi um retrato de luz: risadas, uma casa quente, amorosa, cheia de vida. Pernas finas, óculos grandes demais e uma mente absurdamente afiada — “brilhante”, dizia sua mãe, Vydia. Mas o destino, como sempre, tem um senso de humor cruel. Após um torneio de xadrez, uma pista molhada e uma noite chuvosa, Vydia se foi. “Olhe para as estrelas, Derek” — foram suas últimas palavras. Desde então, sempre que as lembranças o atormentavam, ele obedecia. E as estrelas se tornaram seu refúgio.
Viajar para fora do país e estudar astrofísica fora inevitável. Sob o teto do pai, Derek jamais cresceria. Os primeiros anos foram duros, mas moldaram o homem que viria a ser — e o tornaram vaidoso. A academia virou anestesia e, de bônus, lhe deu um glow up dos deuses. Mas nem todos os vícios eram inofensivos. Antes mesmo de concluir a faculdade, Derek se viu envolvido com pôquer, blackjack e apostas ousadas, arriscando mais que dinheiro: arriscando o próprio futuro.
Após o doutorado, Derek percebeu um padrão curioso — sempre que entrava em uma sala de reunião, as pessoas esperavam menos. Ser bonito e brilhante, aparentemente, ainda era um paradoxo. A ironia? Sua aparência perfeita foi o pivô de muitas separações. Mas o brilho do intelecto calava qualquer dúvida: formado pelas melhores universidades, dono de pesquisas quilométricas e com uma reputação imaculada, trabalhar com Baumann tornou-se um privilégio reservado a poucos. Onde Derek está, sua equipe está com ele — um grupo fiel, movido pela mesma curiosidade insaciável. Estudam juntos as interações entre o vento solar e a magnetosfera terrestre, desvendando os segredos que o cosmos guarda.
De auroras boreais a desertos abrasadores, Baumann já viveu nos quatro cantos do planeta, sempre em busca da próxima resposta para perguntas que só ele ousa fazer. Há poucos meses, uma nova proposta chegou: Santorini, um projeto de pesquisa sobre o impacto das tempestades solares no campo magnético da região. E foi assim que Derek Baumann desembarcou no Aletheia Hotel.
a praia não era o lugar onde evelynne planejava passar o dia, mesmo com o belo sol de santorini. ainda assim, acabara convencida após poucas palavras de derek; ou talvez pela preocupação com o que mais ele poderia aprontar em um único dia, e havia sempre aquele instinto de impor um pouco de razão à mente dele. nunca conseguia, no entanto, apesar de seus esforços. mas, no fim, não achava a ideia ruim, considerando que precisava mesmo espairecer diante daquela histeria coletiva que parecia tomar todos os hóspedes. “doutora sabichona?” ela não conseguiu conter o impulso de revirar os olhos; contudo, quando abriu a boca para retrucar, já era virada em direção ao mar, nos braços de derek. “o que você tá fazendo?” ela riu, batendo em seu ombro algumas vezes, como se aquilo fosse o bastante para fazê-lo colocá-la de volta ao chão. “tudo bem, se eu disser que não vou te contrariar hoje, você vai me colocar no chão?”
Santorini havia se tornado, em suma, tudo aquilo de que Baumann tinha asco, mas ainda assim era refrescante, pela primeira vez em muito tempo, não estar rodeado de tantas pessoas. A praia estava mais vazia, e o breve aparecer do sol era regenerador para sua energia vital. A camisa se encontrava amarrotada em algum lugar na areia, e o cientista sem camisa, sentindo o calor do sol na pele naturalmente bronzeada. Ele riu do apelido que havia dado à outra e assentiu orgulhosamente com a cabeça antes de retrucar. — Parece que eu estou prestes a te jogar na água. — ameaçou, sentindo a água fria nos pés, dando alguns passos à frente e sentindo o chão afundar aos poucos, mas ainda mantendo distância suficiente para que ela não fosse atingida. Considerando as temperaturas que enfrentava e os seus cold plunges diários, aquilo não era nada. — Hmm, essa é sua melhor oferta? Que tal você assumir que eu sou o homem mais inteligente que já andou nessa terra? Me relembre quão brilhante eu sou.— provocou, com um sorriso presunçoso nos lábios.
"Quem me dera estar de passagem." Dorian falou em um claro mau humor, repensando em tudo que aconteceu nos últimos dias. Não apenas isso, mas também as consequências que vieram depois; tipo a sua participação na peça de Londres sendo cancelada. "Eu vim com todo mundo nesse surto sonâmbulo." Explicou, soprando mais um suspiro em seguida, mesmo que ainda tivesse aquele mau humor atrelado às suas feições. Dorian tentando suavizá-las, recostando-se no muro em um gesto menos contido. Estendeu a mão para cumprimentar Derek, pronto para deixar os pensamentos que o perturbavam de lado. "Pelo menos o barulho deve passar logo... Você quer uma bebida?" Apontou para o bar próximo àquela área.
Ele riu, porque por mais que tentasse se convencer de que estava ali por vontade própria, havia algo de magnético em Santorini, como se simplesmente não fosse possível ir embora. E isso o assustava. Derek não passava tanto tempo em um lugar só há anos, então não sabia muito bem como se sentir com aquilo; era quase como se, pela primeira vez, criasse raízes, mesmo que fosse em um hotel sombrio, cheio de gente enlouquecendo aos poucos. — É uma cidadezinha estranha, não é mesmo? — murmurou, lembrando da própria volta repentina. Como explicar o inexplicável? Uma parte dele precisava desesperadamente de respostas, ou pelo menos de alguma pista que ajudasse a decifrar a charada que parecia envolver o hotel. Derek apertou a mão do outro e assentiu com um sorriso. — Tequila e água com gás! A próxima eu pago. — disse em tom de agradecimento. Claro que ele contava as calorias até quando bebia; aqueles músculos eram um projeto que exigia esforço multidisciplinar.— Vai passar. Nós, humanos, temos memórias tão curtas… já já tudo isso não passa de uma lembrança perdida.
[Drop: Fragmentos] - Aletheia Hotel. Quarto a critério. (0/3)
Charlotte ajeitou a peruca ruiva enquanto caminhava pelos corredores do Aletheia, no retorno do aeroporto. Tinha conseguido se passar por uma investigadora particular contratada pelas famílias preocupadas. Meia verdade, claro, considerando que ela estava investigando, só que por conta própria, um plano inicial antes de obrigar Henrich a se enfiar em Santorini para fazê-lo propriamente. A sensação de dor e abandono que a perseguia desde que acordara no hotel era insuportável. Era uma ferida antiga que numa cicatrizava completamente, e ela precisava de respostas concretas. — Preciso revisar as gravações da madrugada do dia 7. — Disse a pessoa que caminhava ao seu lado. Trazia aquela confiança firme, que na realidade não sentia, quando finalmente chegaram a um dos quartos do hotel, Charlotte retirou a peruca e, os óculos. — Agora podemos revisar as gravações do aeroporto. E sim, você já disse que foram revisadas pelos responsáveis e blá blá blá mas, o que custa olhar mais atentamente?
Derek olhou a ruiva de cima a baixo e um pequeno sorriso se instalou no canto de seus lábios. Não a reconhecera de imediato, mas agora sabia exatamente de quem se tratava: Charlotte. Ele assentiu levemente com a cabeça antes de comentar, com certo humor. — Por acaso você tá procurando uma explicação pro visual novo? Eu gostei… dá um ar de perigo, garota veneno…— disse, presunçoso sem nenhum amor a própria vida, devia admitir que Charlotte podia ser intimidante. Olhou para os funcionários, depois de volta para Charlotte, e completou. — Isso tá me dando uma vibe Scooby-Doo. Você já encontrou sua pista e podemos ir comer ou ainda precisa desmascarar um fantasma?
Dorian piscou algumas vezes ao notar a aproximação do homem, sem esperar que ele fosse puxar assunto consigo. Quer dizer, não o conhecia... conhecia? Desde que havia pregado os olhos e sonhado após o ano novo, sensações estranhas se misturavam em seu interior. E talvez fosse aquela a melhor forma de explicar o que sentia agora: um misto de emoções. Podia sentir que aquele homem era perigoso, mas também estranhamente o aquecia com as palavras e seu tom de voz, quase fazendo Dorian ficar hipnotizado pelo que dizia. Pigarreou, balançando a cabeça antes de se voltar para os fogos da cidade. Estava na área do bar na cobertura, observando Santorini lá de cima. "Pelo que vi... estão comemorando algum jogo que venceram." Jogo de que? Ele não sabia, mas poderia adivinhar que era futebol. "Sendo sincero, nunca vi graça nos fogos, mesmo que pareçam bonitos... não vale à pena com esse barulho todo." Disse, voltando-se para o homem. "Sou Dorian."
Quem, do mais completo nada, puxava assunto sobre poluição? Derek, isso mesmo. Quando não estava sendo um completo idiota, era absurdamente inteligente. Na verdade, a inteligência veio muito antes da beleza; esta ele conquistou com esforço, mas a cabeça sempre foi brilhante por natureza. Ele riu ao ouvir o que estava sendo comemorado: um bando de marmanjos correndo atrás de uma bola enquanto o planeta, aos poucos, definhava. Aquilo fazia seu sangue ferver. — Que bela comemoração. — disse com um rancor palpável, do tipo que deixava claro que ele achava tudo aquilo uma idiotice, embora, na prática, não fosse da conta dele. Por essas e outras, preferia as temperaturas extremas e lugares de difícil acesso; ali sim se sentia no próprio habitat: no meio da natureza. — Concordo. — disse sem pensar duas vezes, encarando o outro de cima a baixo, como se estivesse reavaliando sua opinião sobre ele. — Em muitos lugares essas merdas são proibidas porque causam poluição sonora, visual, além de toda a perturbação pros animais… — revirou os olhos antes de soltar um suspiro para aliviar o incômodo. — Derek. Também de passagem em Santorini?
a sensação de que algo faltava foi estopim para a paranoia — como na maioria das vezes — exacerbada de sabrina dar as caras. a atmosfera do hotel parecia estranha demais e suas suspeitas foram confirmadas quando se deu conta da movimentação policial no saguão, além dos olhares curiosos dos transeuntes. não os julgaria, também tinha interesse em compreender a situação e tinha quase certeza que não era por acaso. certamente, estariam num espiral de loucura coletiva e nada de bom poderia sair dali. e uma breve ponderada foi o suficiente para saber que suas suposições delirantes, além de aparentemente corretas, lhe explodiriam uma odiosa enxaqueca e, portanto, concluiu que estava indisposta para dramas tão cedo. quaisquer que fossem os motivos da aglomeração, não eram de sua conta, torcia que não.
portando um copo com drink colorido — tinha consciência que cedo para alcóol, mas as lacunas memoriais eram a desculpa que precisava para o deslize —, não hesitou em acomodar-se numa das espreguiçadeiras próximas à piscina, deleitando-se do calor solar. no entanto, antes mesmo que sua pele esquentasse, uma sombra pairou sobre si. sério?, pensou abrindo um dos olhos e se deparando com muse à sua frente. "você está cobrindo o sol!" murmurou "eu sei que as coisas estão estranhas, mas, vamos lá, olhe para onde estamos. por que nos preocuparmos?" completou, ajustando a postura na espreguiçadeira "só será um assunto relevante para mim quando pagarem minha consultoria."
Conforme os dias passavam, Derek acumulava teorias. Em nenhuma delas ele estava errado, como de costume. Os pesadelos, a histeria coletiva… ele acreditava que podia ser muito mais do que parecia, ligando todos os acontecimentos numa linha de raciocínio de se invejar. Seus colegas de equipe acabaram concordando, principalmente depois de verem as órbitas marrons de Baumann mudarem de cor quando, do nada, o outro simplesmente saiu do avião que os levaria ao próximo destino. O comportamento fora do normal, os olhos, a breve perda de memória, tudo era muito estranho. Tão estranho quanto a fenda que abriu e se fechou sem explicação. Derek se perguntava se era aquilo que estava causando tantos acontecimentos inexplicáveis.
Seu amigo e chefe tinha mandado que tirasse o dia de folga, e lá estava ele, na piscina, uma margarita entre os dedos, tentando se aquecer com a luz solar. Tinha algo sobre o sol que sempre o fazia se sentir melhor; não sabia explicar, mas cada vez que se sentava apenas para sentir a luz na pele era como se fosse energia vital para sua alma. — Cobrindo não seria a palavra certa, eu gosto de dizer que ofusco o sol com meu brilho próprio. — disse, com um sorriso brincalhão nos lábios, mas se movendo para sair do caminho. — Hm, não sei, talvez porque isso pode ser maior do que todos pensamos? — deu de ombros, como se não fosse nada importante, embora para ele fosse. Muito. — Todos nós temos prioridades diferentes, não é?— Não podia negar: tinha um pouco de escárnio por aqueles que tinham o dinheiro como seu deus.
O sol aparecia em Santorini durante o dia por algumas horas curtas, o suficiente para fazer Derek ir até a praia. A camisa desabotoada, a pele com um bronzeado natural que parecia ter sido recém-beijada pelo sol. Os olhos castanhos estavam presos no oceano; quando todos naquela ilha, ele incluso, pareciam viver um tipo de histeria coletiva, ele escolhia descarregar a energia ruim ali. Ao ouvir que a água estava fria, Derek revirou os olhos. — Qual prova científica a senhora tem quanto a isso, dra. sabichona? — provocou. Ele semicerrrou os olhos e, num movimento brusco e rápido, carregou a outra no colo, caminhando decidido em direção ao mar.
— Pois então a senhora vai ter que provar a sua teoria. — disse em tom de ameaça, mesmo sem realmente planejar jogá-la na água, satisfeito o suficiente em apenas assustá-la estava cansado de ela ter razão em tudo mas em partes ela quase sempre tinha.
Todas as noites, onde quer que estivesse, Derek mantinha o mesmo ritual. Horas antes de dormir, quando finalmente tirava a cara de seus projetos, livros e tudo o mais que ocupava a mente durante as longas horas em que se mantinha acordado, ele fazia uma pausa. Seu ritual diário era observar as estrelas e, em pensamento, contar sobre o próprio dia como quem escreve em um diário silencioso. Era nelas que encontrava um pedaço da mãe, como se cada ponto de luz fosse uma forma discreta de presença. A conversa daquele dia, porém, não tinha sido das mais agradáveis, e por isso ele caminhava de volta para a cabine antes que precisasse acordar cedo de novo para mais um dia de trabalho. Foi então que reparou no homem próximo a si e, audacioso o suficiente, comentou. — Você me parece meio confuso. Sabe mesmo o que você tá fazendo?
O champagne em mãos tinha lá seus méritos, e Derek devia admitir: estar na cidade às vezes tinha suas vantagens. Lembrou-se do Ano Novo de alguns anos atrás, quando ele e sua equipe fizeram uma aposta para ver quem conseguiria chegar mais rápido ao topo do Monte Everest. Derek tinha chegado em terceiro lugar, mas a vista no topo do mundo era indescritível. Ruim mesmo era o frio, mas, de alguma forma, a falta de conforto sempre lhe fora estranhamente confortável. Bebericou um pouco do que restava em sua taça antes de erguer o olhar para o céu estrelado e comentar. — Fogos de artifício são legais e tudo, mas em alguns minutos, por causa da poluição e de tantas luzes, não vamos mais ter uma visão tão bela e clara das constelações.
What do you consider the most important event of your life so far?
Who has had the most influence on you?
What do you consider the most important event of your life so far?
Para Derek, o evento mais importante da vida dele até agora foi ter se formado em astrofísica com honras, sendo o mais novo da turma. Foi a primeira vez que sentiu, de forma inquestionável, que todo o esforço, as noites em claro e a obsessão pelos estudos tinham valido a pena. Até hoje, é uma das poucas coisas das quais ele realmente sente orgulho, sem por nenhum “mas” depois.
Who has had the most influence on you?
É uma pergunta difícil de responder. Derek diria que muitos físicos e filósofos o ajudaram a se moldar: autores, teorias e pensamentos que o fizeram questionar tudo e encontrar algum sentido no caos. (A verdadeira resposta, que ele não admite em voz alta, é a mãe. Foi a perda dela, a presença dela em memória e o impacto que teve na vida dele que influenciaram quase todas as escolhas que fez depois.)
“How am I supposed to get home in this weather?” ( @mwrfeu )
Derek não era de andar muito preparado para nada, a não ser, claro, quando estava em suas expedições. Para os temporais da cidade, cercado de conforto, sua “preparação” se resumia a uma jaqueta de chuva da North Face, uma das marcas que o patrocinavam, tanto com dinheiro quanto com equipamentos para suas viagens. Ele apreciou a chuva por alguns segundos, ouvindo o som das gotas batendo no chão, antes de estender a mão que segurava a jaqueta na direção dela. Presumia que ela precisaria bem mais do que ele, acostumado a temperaturas extremas.
— Pra início de conversa, isso vai te manter mais quente. — comentou, erguendo o rosto para o céu, como se o simples ato de observar as nuvens pudesse lhe dar mais informações. — Acho que o temporal não vai embora tão cedo. Sugiro que a gente ande agora, antes de ter um possível alagamento.
Construir aparelhos complicados o suficiente para fazer um homem adulto chorar, gravar fórmulas complexas, saber uma quantidade absurda de testes… tudo aquilo era fichinha perto de construir uma maldita gingerbread house. Derek já tinha se convencido de que o problema não era ele, obviamente, mas sim os ingredientes, que com certeza não eram tão bons quanto prometiam. Quem conhecia Derek minimamente sabia que ele detestava qualquer tipo de derrota, especialmente as que feriam seu orgulho. Ele semicerrrou os olhos, com uma raiva claramente exagerada, mirando Saul. — Mais uma piadinha e espera pra ver se eu não surto… what the fuck is wrong with my gingerbread house? Looks like a toddler made it.
[ O ]Is your muse afraid of getting old ? How do they view aging ?
[ Z ] What would your muse be like in a zombie apocalypse ?
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Não é necessariamente a ideia de envelhecer que assusta Derek, mas sim a possibilidade de perder a própria autonomia. Ele é extremamente ativo: faz trilhas, corre, pratica esportes radicais… O que ele realmente teme na velhice é que o corpo não consiga mais acompanhar a mente. Talvez por isso treine tanto e se esforce para se manter saudável. Para ele, envelhecer é aceitável; ficar preso dentro do próprio corpo, não.
[ Z ] What would your muse be like in a zombie apocalypse ?
Derek provavelmente seria um loner. Deixaria tudo e todos para trás e sobreviveria em lugares o mais inóspitos possível, apostando que haveria menos zumbis por ali. Um acampamento na boca de um vulcão, numa cordilheira isolada ou no topo do Everest soaria muito mais lógico para ele do que tentar viver em comunidade. Se tiver comida enlatada, água, um rádio e alguns livros, ele se vira.
👗 Alice - How good is your muse at giving advice? Regardless if they are or not, do they even follow said advice?
📖 Alice's Sister - What books does your muse like to read?
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Derek é péssimo em dar conselho. Primeiro pela falta de paciência, segundo porque realmente acredita que cada pessoa tem seu próprio tempo para aprender e quebrar a cara. Ele quase nunca sabe o que dizer de forma “certa” e, quando tenta, costuma ser direto demais ou prático demais. Em compensação, ele é excelente em arrumar desculpas para minimizar os próprios erros, como se estivesse sempre fazendo um “experimento emocional” que deu errado por fatores externos. Seguir os conselhos que dá, quando dá, definitivamente não é o forte dele.
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Derek adora ler. Durante as expedições, em especial, os livros são praticamente seu único entretenimento além do rádio. Ele lê de tudo um pouco: de Homero a livros de física, passando por fantasia, ficção científica e, às escondidas, alguns livros mais spicy também. A leitura é o lugar onde ele consegue existir sem precisar performar para ninguém: só ele, as teorias, as histórias e a sensação de que, pelo menos nas páginas, tudo faz um pouco mais de sentido.