Carta aberta (ainda não finalizado)
Passei anos ao lado de alguém, acreditando, de coração, que ali estava o meu destino.
Sonhei dias e noites com um futuro a dois
planejei cada detalhe: o carro, a casa, as alianças,
imaginei o som da nossa risada ecoando num lar cheio de amor.
Em 2024, desenhei meu amanhã com ela.
Levei minha mãe comigo, partilhei sonhos,
ela até se lembra da loja de alianças no terceiro andar do shopping…
Tão vívido era tudo, tão certo parecia ser.
Mas como minha mãe sempre diz:
“A gente só conhece as pessoas de verdade quando tudo chega ao fim.”
Não carrego ingratidão no peito,
porque viver esse amor — mesmo com fim — me transformou.
Me moldou de um jeito que talvez só os anos fariam.
Hoje, sou outro homem.
Hoje, eu me sinto pronto até para ser pai (pois afinal, eu era um).
Carrego cicatrizes, é verdade.
Mágoas e traumas que ainda trato —
com a ajuda de um especialista,
com a força da fé,
com novos hábitos,
com a coragem de deixar para trás o que já não me serve.
Tenho rezado, toda noite, à beira da cama.
Peço por paz.
Peço pela mulher que um dia chegará e me amará de verdade.
Peço pela filha que, um dia, será o sol das minhas manhãs e
o motivo mais puro dos meus sorrisos.
já te amo Olívia como se fosse tudo na minha vida.












