O meu peito dói como há muito não doía
Mesmo aqui dentro do meu forte, cercado por imensos muros construídos com tijolos endurecidos pela solidão e saudade
Eu pensava que estava protegido das mazelas do sentir, curado da necessidade de um outro alguém
Surpreso, percebo que o silêncio que sempre me acompanhou, agora, sem querer, me incomoda
Existe uma muralha ao meu redor e já não sei mais se a sua serventia é me protejer ou aprisionar
Sem saída, ergo meus olhos para o céu escuro
Não há mais o que dizer
O meu peito dói como há muito não doía.



















