Finais não-felizes: O casal não deu certo, a briga prevaleceu, eles desistiram… ou alguém morreu. Não é o tipo favorito das pessoas, afinal, torcer uma história inteira para que o casal fique junto e no final, nada? Mas vamos encarar os fatos, geralmente são as histórias que ficam na história! Romeu e Julieta, Titanic e Um Dia que o digam! Aqui, vocês podem jogar com a indignidade do leitor ou o seu conformismo. Sua história não pode simplesmente acabar com eles afastados por um motivo qualquer! A coisa deve ser forte, caso contrário, será uma grande encheção de linguiça. Geralmente as pessoas usam mortes para isso, alguém tem uma doença terminal, acontece um acidente… Mas não só existe esse motivo para uma separação! O casal pode ser diferente demais; separados são melhores que juntos; por um motivo maior, eles tiveram que desistir um do outro… e por aí vai.
Água com açúcar: Esse é pra quem realmente gosta do romance no estilo clássico. A coisa é colorida, linda demais (e até dolorosa), mas tudo no melhor sentido sensível da coisa. Rola muitas declarações profundas e reflexões sobre esse sentimento. E é onde tem os piores clichês, com as frases populares já batidas/bregas, como o “Você é minha vida”, “Sem você eu não respiro”, “Somos almas gêmeas”. É claro que todos os romances acabarão com as mesmas deduções, mas mudar a forma como elas são passadas ao leitor ajuda bastante a dar uma cara nova a esse cenário, já tão conhecido. Tome cuidado para não virar um balde de açúcar, e a trama ser 100% momentos fofo do casal, caso contrário, seus leitores terão diabetes!
Romance maduro: No meio de tantas histórias sobre casais adolescentes, poucos arriscam no gênero (por ainda não ter uma experiência de fato no assunto ou por achar algo complicado para escrever). Se você for seguir no sentido literal desse grupo, não verá muitas coisas românticas e tudo será objetivo. Esse casal tem um propósito, construir uma família, e já está cheio de joguinhos românticos e ladainhas de pessoas ciumentas/infantis. Isso não quer dizer que tudo será frio. Nessa fase da vida, eles já devem ter conhecido o amor, as vantagens e desvantagens do sentimento, então, de alguma forma, já estão preparados para isso. Acerte com pensamentos decididos e brinque com as teorias do que os personagens pensam sobre o amor.
Hot/+18: Certamente o sexo é a consequência de um relacionamento, e falar sobre casais sem esse evento é quase como o arroz sem o feijão brasileiro. Bem, lógico que há relacionamentos sem isso (e história que o há, mas não é descrito). A lógica para descrevermos depende da: censura (se for livre, você não poderá descrever a cena detalhadamente, apenas irá dar a entender que o ato aconteceu — poeticamente ou censurando); do casal (aí varia a idade e os personagens) e do tipo de amor (histórias água com açúcar terá uma descrição diferente de um romance maduro, por exemplo).
Casais que já começam juntos: Esse tipo de casal me dá uma desanimação, afinal, eles já estão juntos, o que mais acompanharei? Na maioria das vezes, esperamos um rompimento, ou então, a traição de um dos dois, o que acarretará um novo relacionamento de ambas as partes. Se isso não acontecer, vale ter flashbacks de como se conheceram, ou, se têm filhos, é legal descrever a rotina familiar.
Romance homossexual: A única diferença desse romance é o sexo dos personagens, já que será com casais lésbicos/gays, mas a base para o tipo de relacionamento segue os já citados acima.
Dica importantíssima! Histórias românticas tendem a ficar chatas/se tornarem encheção de linguiça quando o casal, enfim, fica junto — justamente é quando os leitores começam a te abandonar. Lá vão dicas para evitar isso:
Amores a velocidade da luz? Evite! Não estou dizendo para você enrolar com o casal no “fica, não fica” durante os trinta capítulos da história, mas também não os junte logo nos cinco primeiros! Melhor do que vê-los juntos, é aquela expectativa de como chegarão a isso.
Tenha leques! Não coloque o casal apenas como foco da trama, desenvolva outros caminhos dentro do romance, coisas que despertem o interesse (e a curiosidade) do leitor para algo que não seja os dois pombinhos, caso contrário, é óbvio que quando ficarem juntos, a história irá terminar, já que não tem mais o que explorar.
Não é só porque estão juntos, que tudo será perfeito. Não há casais perfeitos, haverá os dias felizes e os dias tristes. Brigas, ciúmes, discórdias, traições, desinteresse, etc, fazem parte de relacionamentos.