“Me sinto perdido no mundo. Ou dentro de mim, que seja.”
— Caio Fernando Abreu.
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“Me sinto perdido no mundo. Ou dentro de mim, que seja.”
— Caio Fernando Abreu.
“As vertigens do mundo me trouxeram até aqui. As minhas palavras são ricas daquilo que não pareço sentir. Me tornei o afeto de poucas expressões, mas meu peito é rico de descrições que eu nunca irei dizer. Amar sempre foi meu forte, mas não tanto quanto esquecer.”
- Vertigens
“O amor é uma palavra muito forte pra sair dizendo aos quatro ventos.”
— Dai Ribeiro.
Esfriei, quase congelei, mas no meu peito tem algo que arde. Não sei dizer ao certo como estou hoje, mas posso dizer que não amei o ontem. Sou resto dos danos que me causaram, sou a soma dos seus maus hábitos com a minha vontade de não fazer parte dele. Me tornei os versos de choque de realidade vindo dos livros mais intensos que pude ler. Talvez, na minha história esse só não seja meu capítulo preferido, nesse não me cabem as glórias, somente o medo de não ser o que sempre sonhei. Confesso que nessas páginas já houveram nomes diversos, mas poucos quero levar até o final dessas páginas ricas em monotonia que chamo de vida. Fui abençoada pelo dom da vida, e amaldiçoada com a “honras” das péssimas convivências. Cansada do supérfluo e da compreensão humana, estou aqui apenas com intuito de cigana, não ter um roteiro, não ter um paradeiro, mas ter vontade de estar por inteiro, pra si, pro mundo, para as boas cargas e danças, e olhar com verdade para as mudanças. Confesso que os jogos já não me tem mais, e nem sempre em meus diálogos mantenho a calma, mas a fúria não me domina, pois já fui um dia sua grande vítima. Como desfecho da história, quero viver a sorte, a sorte de poder me conhecer, desconhecer e reconhecer. Pois significa que vivi, cai e me reconstitui, nunca pelos outros, mas sempre por mim.
“Por medo, as pessoas precisam esconder o que elas sentem, o que elas são, o quanto elas sofrem.”
— Dr. House
“Na boa, telefona pra ela. Ela vai ficar feliz, e você também vai, pode apostar. É uma ótima garota.”
— Gabito Nunes.
Eu sou toda culpa que você não consegue carregar, sou a competente com falhas subjugada pela incompetência de terceiros. Eu sou sua salvação nos momentos de tensão, a sabedoria imperfeita, sou detalhes agravados pelos meus erros. Eu sou tudo aquilo que os seus olhos querem ver, para justificar o injustificável. Carrego parte do mundo nas mãos, e ao me ausentar todo peso que carrego caem sobre seu colo, e você explode se unindo a contradição de que nada faço. O belo é que já conheço altos e baixos, e que entre quedas de penhascos e voos altos, existe equilíbrio. Sempre me culpo pelo peso das suas palavras, mas é muita pretenção achar que todas as suas covardias se restringe em minhas mãos, é a verdadeira alucinação do real, figurar o certo para justificar o injusto.
Sinto peso de bagagens que não são minhas, mas carrego em minhas costas para que a sua não venha doer. Clamo pelo calmo, pelo leve, por receber toda dedicação que um dia já foi ofertada e não retribuída. Anseio por atitudes honestas, olhares sinceros, e diálogos sensatos. Ainda que eu não seja perfeita, dou tudo o que tenho, e me canso pela exaustão de nunca ser vista com verdade, sou seu mero comodismo rotulado, sou a extensão do perfeito que nunca se é cultivado. Para ser mais direta, eu sou a conveniência, todos me procuram no caos, pois sabem que tenho muito a oferecer, sinto-me cansada por não poder me cansar, por mesmo exausta ter sempre que oferecer. Ei egoistas de plantão, cá estou eu, também sinto, carrego, luto, sofro... eu não sou seu mero alicerce, seu guia de resolução afligidas, sou humana. Talvez você não acredite que eu seja capaz de me retirar da mesa, mas muitos, inclusive laços sanguíneos que nunca me vi sem, hoje jantam sozinhos. Não peço muito, peço que me olhe com os mesmos olhos que se olha no espelho, quero que veja em meu reflexo a humanidade de um peito, quero sorrisos de bom dia, não de eficiência garantida, quero ser mais que uma mulher, quero ser exaltada como Alice.
Às vezes me perco na minha própria mente. Um turbilhão de sentimentos. Nessa Cross
Jugend - 1901, Band 1 - via University of Heidelberg
“Não se importava com mais nada. Raramente chorava e nunca deixava transparecer sua dor. Dessa vez, porém, chorou descontroladamente. Conheceu a linguagem das lágrimas, a mais universal e penetrante de todas as locuções. Sentou-se numa mureta que contornava um belo jardim onde cresciam margaridas, jasmins e violetas multicoloridas. Seu mundo, no entanto, era destituído de cores e de flores.”
— Augusto Cury.
“E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais. E te perder de vista assim é ruim demais. E é por isso que atravesso o teu futuro, e faço das lembranças um lugar seguro. Não é que eu queira reviver nenhum passado, nem revirar um sentimento revirado. Mas toda vez que eu procuro uma saída, acabo entrando sem querer na tua vida.”
— Ana Carolina.
“Tudo está tão frágil aqui dentro.”
— Escriturias