two long years of longing ; trevor’s pov.
Era estranho, tê-la num dia e não tê-la no outro. É como ter uma vida perfeita e no segundo seguinte tudo desmoronar. E eu não sabia mais o que fazer sem ela ali; tudo era confuso demais. E nosso filho? E o Rufus? Sim, tínhamos decidido aquele nome. O nome de salgadinho com apelido de alienigena. Era bem nossa cara; talvez devíamos ter pensado melhor na vida da criança, mas naquele momento parecia um nome legal. Ou ela achava, né. E quem era eu para negar aquele desejo de grávida? Vai que nosso filho, se não se chamasse Rufus, fosse nascer com cara de salgadinho? Eu não quis arriscar.
Mas eu pensava no Rufus -- e no meu pensamento ele não tinha cara de salgadinho --, em como a criança poderia estar. Se ele tivesse sequer existido. Apesar de eu não querer acreditar no pai de Cassie, a falta de provas contra ele e a falta de sequer uma palavra de negação vinda dela (ou qualquer palavra que seja), me faziam internalizar aquela ideia e acabar aceitando-a como verdade. Talvez ela realmente tivesse me enganado.
De fato, eu tinha baixado toda minha guarda e deixado ela me invadir. Não só deixei, eu a convidei para entrar. Quem iria negar algo àquele par de olhos? Era impossível. Eu tinha dado à ela a faca e desenhado um alvo nas minhas costas, tão imerso estava naquela mulher. Ela podia fazer comigo o que bem quisesse. E, aparentemente, ela fez.
E mesmo agora, dois anos depois, dois anos sem ela, eu sei que ainda não consigo negá-la qualquer coisa. Se ela voltar e dar uma desculpa que for, eu vou perdoá-la. Céus, eu já escrevi um livro inteiro sobre ela, e agora escrevo mais um. Nunca vai me faltar assunto sobre Cassade Bunhart -- a única coisa que me falta é, simplesmente, ela.















