Cem… por que a pergunta?
Eu tinha muitas moedas e nenhuma certeza. Obrigado.

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Cem… por que a pergunta?
Eu tinha muitas moedas e nenhuma certeza. Obrigado.
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Dizer que Raimundo estava morto de tédio era um eufemismo para o que estava sentindo agora. Geralmente, trabalhar no parque de diversões era relativamente divertido; Pelo menos para ele que ficava na casa mal assombrada e podia acompanhar cenas bastante engraçadas de grandalhões dizendo que não tinham medo e saírem de lá correndo, ou garotas bem arrumadas saindo completamente descabeladas. Sempre tirava fotos e gravava as reações mais engraçadas, tinha uma pasta só disso salva no seu computador. Zoar os outros podia até não ser uma coisa bonita, mas realmente valia a pena.
Mas hoje o movimento estava fraco e nada parecia lhe animar. Estava sentado esparramado nos degraus da atração, olhando desinteressadamente as notificações do seu celular.
Aquilo estava realmente ficando sem graça. Era melhor ele procurar algo pra fazer e animar o negócio.
Se levantou, olhando casualmente as pessoas que passavam e decidindo quem seria uma boa vitima. Escolheu uma delas e se aproximou mais, com um meio sorriso.
- Aí, - Chamou a atenção da pessoa. - não quer dar uma voltinha na casa assombrada? Ou tem medo demais para tentar? - Seu tom era claramente de desafio, com um leve deboche.
Touya sinceramente não sabia como tinha chegado naquele parque de diversões – se qualquer coisa, pensava que tinha pegado o caminho certo pra casa. O olhar perdido alternava entre o mapa aberto no celular e o amontoado colorido que era o parque em sua frente. Definitivamente, aquela não era sua casa. Se pudesse ser sincero, nunca foi exatamente um fã daquele tipo de lugar – embora tenha passado consideráveis momentos neles, principalmente porque sempre estavam precisando de empregados – e normalmente só os visitava pela irmã mais nova ou com o ex-namorado. Com um suspiro quase imperceptível, guardou o celular no bolso e cedeu a vontade de descobrir como um parque de diversões verdadeiramente americano parecia. E, se fosse sincero, ainda tinha tempo livre antes de ser a hora de começar o jantar.
Andava relativamente distraído, quase que sem prestar atenção ao seu redor, um tanto quanto mais ocupado em não ser atropelado por crianças hiperativas que quase não notou a voz que o chamava. Rapidamente virou a cabeça, incerto, apontando o dedo para o próprio rosto. –– Eu? –– Perguntou, confuso, estudando com curiosidade o rapaz que chamou sua atenção. Quando assimilou a pergunta que lhe foi feita, apenas olhou, sem muita expressão no olhar, a casa mal assombrada. Touya sempre teve uma presença quase sobrenatural em sua vida, então não era alguém de se assustar muito fácil. E, de qualquer forma, ele vinha do Japão. Seus compatriotas praticamente inventaram o terror. –– Não. –– Respondeu sem muito entusiasmo, já pondo-se a caminhar novamente.
— Sei lá cara! Muitos?
Eu preciso de um “muito” mais exato.
Ah… Cem?
Você acabou de se mudar?
... Cem. Obrigado.
Sim. Conversão de moedas ainda é um tanto complicado.
Ah.. Quantos cents fazem um dólar?