A jovem mantinha os olhos sobre o rapaz alto, questionando-se se ele era muito alto ou se ela era menor do que imaginava. Quando ele sorriu, Kuki repetiu o ato, dando uma risada e assentindo a fala dele. “Eu não sou corajosa mas… claro, por que não? É só manter em mente que não é real.” Comprimiu os lábios com força, apertando o seu macaco um pouco contra si. “Eu sou a Kuki, aliás. Qual o seu nome?” Questionou, voltando a ter uma expressão amigável na face.
Aos seus olhos, o moreno parecia ser uma pessoa inofensiva e, apesar de nunca ter ido na casa mal assombrada, os relatos que ouvia de algumas pessoas sobre esta não eram muito favoráveis. Mas, Kuki não queria deixá-lo ir sozinho e com um pequeno sacrifício, ela sabia que iria conseguir sair dali viva. E, qualquer coisa, ela dormiria junto dos seus macacos e de Mushi, por mais que a pequena seja enjoada com a irmã mais velha e vice versa. “Mas, se eu tiver muito medo, posso segurar no seu braço?” Olhou com uma expressão de pedido, levando a mão a boca e mordendo uma das unhas.
- É assim que se pensa! - Deu um sorriso confiante para ela. - Raimundo, mas pode me chamar de Rai. Prazer, Kuki. - Quase perguntou quantos anos ela tinha. Só para saber o quão ruim seria pregar essa piadinha nela. Mas talvez fosse melhor nem saber. O que não soubesse, não poderia perseguir sua consciência depois.
- Claro, sem problemas. - Era o minimo que poderia fazer. Droga, aquele era mesmo um péssimo momento para deixar o sentimentalismo alheio lhe atrapalhar. - Vem comigo. - Fez um gesto para que ela o seguisse, liberando a entrada do brinquedo.
Parou na entrada. Talvez devesse fazer alguma coisa para aliviar sua consciência. Só pra poder dizer depois que não fora culpa dele, na pior das hipóteses. Respirou fundo e se virou para ela. - Tem certeza que quer fazer isso? Vou entender se não quiser.
Pronto, tinha dado uma chance para ela pular fora. Se ela não aproveitasse, teria sido escolha dela ir no brinquedo. Serviria como desculpa se alguém do templo ficasse sabendo. Se perguntava se Kimiko iria pular em defesa de Kuki por serem conterrâneas. Não queria lidar com a furia da japonesa.









