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@tua-sina
Desejo que os seus amores te amem também nos piores dias desejo que você não force a barra e compreenda que o que é seu inevitavelmente virá nos seus braços desejo que as quedas te lembrem de estrelas cadentes desejo que não se entregue a alguém somente para escapar de você.
Tudo nela brilha e queima
“E nunca mais se viram. E nunca mais se falaram. E nunca mais souberam como anda a vida um do outro. E nunca mais mataram a saudade de ter a companhia do outro nos dias. E nunca mais assumiram a falta que o outro faz. E nunca mais estiveram satisfeitos no fim do dia. E nunca mais disseram as coisas boas que aconteceram no dia… Porque não tiveram. Desde que eles se afastaram.”
— Mares nos olhos.
a ansiedade é como se existir fosse uma crise de abstinência de qualquer coisa que não existe.
Eu e você, fomos feitos para dar errado.
Shawn Mendes.
“Não te liguei mais, porque ouvir sua voz nunca mais será como ouvir a sua voz. Não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que eu quero dizer. Nenhum sentimento chega perto do sentimento. Nenhum ódio ou saudade ou desespero é do tamanho do que eu sinto e que não tem nome. Não sei o nome porque isso que eu sinto agora chegou antes de eu saber o que é. Acabou antes do verbo. Ficou tudo no passado antes de ser qualquer coisa.”
— Tati Bernardi.
Querido
Te amo de longe, porque de perto dói.
Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?”. Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.
Tati Bernardi.
O problema, Ana, é que você me vê quadrado, enquanto eu te encaixo em todas as metamorfoses possíveis. Me refaço, pra que você preencha todos os espaços vagos dentro de mim. Ribossomos.
Sinto o peito bater, é o mesmo tic-tac do relógio. Aqui dentro o tempo passa tão depressa, sou uma ampulheta de um minuto. Temo não ter tido um último amor, apenas você Ana. Eu juro que não to sabendo dançar o ritmo dessa música, a vida tem me escapado entre os dedos e dessa vez não é a rotação da Terra e nem a posição dos astros. Dessa vez sou eu. Eu errei em encaixotar as utopias mesmo sabendo que era delas o meu fôlego e errei em desafiar o meu cansaço e segurar o choro. Não dá pra organizar a vida inteira em um bloco de notas, ainda que o tempo seja curto. Devia ter sentido o vento bater forte e doer a costela e aumentado o caminho só pra ouvir o passarinho cantar.Queria ter velejado o mar sem volta e decorado o céu de rosa. Onde foi que eu me perdi de mim? Ribossomos, efêmero