Diário do Detox (23 de junho: o dia que virei mulher)
Dia 1: Ele não falou comigo e eu estava decidida a me fortalecer como mulher e reconquistá-lo novamente. Não aceitei ter um resultado menos do que o que eu tinha antes com ele. Neste dia, eu decidi que ia viver no presente e fiz o meu pilates focada no exercício. Eu também fiz um tarot: ele dizia que há momentos que nada acontece e são nesses momentos em que preciso prestar mais atenção em mim, eu tinha o poder de conquista, só precisava reconhecer meu autovalor e autoridade e só precisava usar da minha inteligência e estratégia para conseguir fluir. Revirei todos os vídeos do Ítalo Ventura, assisti uma mentoria dele, gravei um audio empoderador para escutar antes de dormir e ouvi meditação guiada. Falei que Dominique Moreau ainda iria incomodar muito.
Dia 2: Acordei, ouvi meditação guiada, ouvi podcasts sobre PNL, assisti stories do Guto Galamba (que também falavam sobre estar presente), abri e-mail, revirei mais uns vídeos no YouTube e acabei percebendo que o meu foco estava muito nele em vez de ser integralmente em mim mesma. Foi quando escrevi o texto do Mantra da Mulher Poderosa, listei uma série de mulheres poderosas (que admiro), escrevi um bilhetinho dizendo o que estava sentindo acontecer agora e o que eu faria durante o processo de 10 dias e o que eu iria fazer assim que estivesse preparada para falar com ele, percebi que estava apegada demais aos resultados e decidi que iria me concentrar apenas no que eu poderia fazer, gravei audio atrás de audio relatando o ocorrido e como eu estava me sentindo e terminei a sessão me encorajando. Não só me encorajei, mas como quis compartilhar com outras mulheres, principalmente aquelas que também buscam o autodesenvolvimento para serem mulheres poderosas. Eu assumi o compromisso de que eu nunca mais seria uma mulher insegura na minha vida. Eu decidi que o detox não era por causa dele e para reconquistá-lo, mas porque eu teria necessidades maiores: a minha segurança, minha autoconfiança, o meu bem-estar. Eu apenas dei uma pausa no jogo para pensar melhor e criar uma nova estratégia, pois no jogo da sedução, percebi que estava jogando muito mal (há alguns anos, inclusive) e que se eu não fizesse isso AGORA com ele (ou sem ele), as inseguranças e frustrações voltariam a aparecer quando eu estivesse conhecendo outra pessoa. No dia 2 eu firmei um compromisso melhor e mais sólido comigo mesma: nunca mais ser insegura na minha vida e que os próximos 8 dias seriam enriquecedores.
Dia 3: Consegui acordar no horário, tomei café da manhã no horário, cheguei no pilates no horário, fiz todos os exercícios focada no presente e tentando manter a conexão com meu corpo. Voltei para casa decidida que nunca mais ia ser uma mulher insegura na minha vida. Acendi um incenso, subi, fiquei no Twitter e no Instragram, segui contas de autodesenvolvimento. Almocei, tomei minha vitamina C, preciso calcular dieta, responder alguns clientes, olhar e-mail. Me dei conta que à tarde e à noite eu quase nem pensei nele, o que me deixa aliviada e com um pouco de medo ao mesmo tempo: o medo de deixar para trás de vez uma pessoa que eu curti tanto e gostaria de sair mais vezes. Mas tudo bem, eu não preciso me preocupar com isso agora. Hoje, eu compartilhei com as meninas coisas que tenho descoberto sobre mim mesma. Elas me zoaram. No começo eu fiquei meio chateada por estar compartilhando algo tão importante na minha vida que é a minha evolução como mulher, mas eu deixei para lá e entrei na brincadeira também. Eu levo essa questão a sério demais e confio e acredito em mim mesma. As pessoas tendem a negligenciar esses assuntos emocionais e colocam trabalho, estudo, carreira e dinheiro, à frente. Mas antes de executar qualquer coisa, eu escolhi focar em SER a pessoa que quero me tornar. Compartilhei isso também com minha mãe, chorei um pouco, foi difícil falar sem chorar. Eu realmente preciso treinar isso de não chorar em todos os eventos e situações da minha vida. Mas fiquei feliz, porque apesar de ter chorado, eu soube me posicionar melhor do que as outras vezes e ela me escutou, não me julgou, ou pelo menos não senti esse ar de julgamento como muitas vezes sinto partindo dela. Bom, agora que já revirei o canal de todo mundo, aprendi bastante (embora nunca ache que seja o suficiente), está na hora de treinar. Eu preciso testar a minha autoconfiança na prática, e não apenas ficar na teoria. E ele acabou de falar comigo. Às 22:32.
Dia 4: Hoje eu acordei cedo e mal humorada, o que não é novidade alguma para as pessoas que sabem que meu bom humor é inexistente antes das 7h da manhã, principalmente se eu for acordada e pressionada. Resolvi responder Rodrigo às 7 e pouca, de uma maneira doce e parecendo que nada aconteceu. O detox foi quebrado a partir do momento que comecei a puxar assunto com ele ao longo do dia, mas vale ressaltar uma observação: a cada mensagem que apitava no meu celular e era dele e a cada resposta que eu dava, me sentia insegura e incapaz, ficava nervosa de responder e além de tudo, eu esperava certas atitudes dele que eu sempre esperei durante todo esse tempo que venho ficando e conversando com ele, então eu lembrei que estou criando expectativas na maneira que ele agia. “Gerenciar expectativas, desapegar de resultados”, eu lembrei. Várias vezes no dia eu me peguei com a síndrome da impostora: me colocando para baixo, pensando em desistir, criando histórias na minha cabeça e alucinando, por mais que eu tentasse cancelar esses pensamentos, eles sempre voltavam. Bom, não foi um dia fácil. Ainda bem que algumas mágicas no dia acontecem e a gente agradece demais por acontecerem. Tive uma atitude muito feliz quando desabafei para as minhas amigas que eu não estava triste pelos homens, eu ficava triste pela maneira que eu alucinava situações e eu só queria ficar suave e estar com um homem suave também. Eu não queria um homem sendo meu capacho para suprir minhas inseguranças, não queria um homem emocionado para me fazer me sentir melhor. Eu apenas quero um homem que seja homem, goste de mim como homem e não seja nem maior e nem menor do que eu. Aí sim, nisso eu acertei. De repente eu me senti um pouco mais segura, algo estava estranho dentro de mim. Eu não precisava ter medo de falar com ele, eu não precisava ter medo de chamar ele para sair e levar um vácuo ou um não, ou no fim das contas ele me quiser como amiguinha (o que faria me sentir péssima). Eu não precisava ter medo dessas coisas. Ele é uma pessoa, assim como eu sou. Eu acabei de me dar conta que eu dissociei minha imagem como mulher dentro da minha cabecinha e passei a me enxergar como alguém que fosse me morder, me fazer mal ou estar em uma posição hierarquicamente superior a mim. Vi um vídeo no Twitter, também esta noite, encorajador. Me fez lembrar para acreditar em mim mesma e no meu potencial. Sim, eu tenho total condições de ser uma mulher segura. Sim, estou segura de mim. Sim, eu sou uma pessoa, assim como ele é uma pessoa. Sim, eu sou uma mulher e devo ser admirada e tratada como tal. Meu Deus, que medo estúpido. Eu tinha medo de homens, eu achava que eles iam me machucar. Eu estava agindo como um animal assutado e arisco que nunca teve contato com humanos, no meu caso, com homens. Eu posso e tenho total condições de dominar o ambiente masculino sendo mulher, porque assim como eles, eu também sou uma pessoa, certo? E tenho contato com pessoas diariamente. Mas nunca devo me esquecer que apesar de pessoas, eles são machos. Machos possuem comportamentos diferente de fêmeas, e portanto, as maneiras de atrair e ser atraído pelo parceiro do sexo oposto se diferenciam e possuem uma ordem. Solucionado o problema. Bom, amanhã prontamente irei responder e-mails, estudar, fazer a dieta de Chico. É a minha vida profissional e tenho deixado ela de lado ultimamente para tratar desse assunto emocional que é a insegurança. Decidi que não vou cortar o contato com Rodrigo, apenas não vou procurá-lo sempre, não pelo menos acabar o período de 10 dias. Usarei este período para continuar fortalecendo e praticando a minha segurança como mulher.
Dia 5: O desafio vai aumentando e hoje provavelmente irei dormir com uma sensação triste de derrota. Os ‘nãos’ fazem parte do processo, eu já sabia. Hoje não foi um dia fácil. Tentei conversar com ele, até que consegui, mas não foi do jeito que eu imaginava, aquilo me irritou. Me irritou também o fato de eu ter pensado tanto o dia inteiro que uma hora meu cérebro deu um curto circuito e me meti a chorar. Achei que eu estava obcecada mesmo, que eu devia desencanar disso, que eu estava sendo louca, entre outras coisas que me puxaram para baixo para me fazerem ter essa crise. Eu resolvi da maneira que tenho resolvido meus problemas de autoestima: vendo vídeos encorajadores no YouTube que me tragam mensagens boas e perspectiva de melhoramento. Eles falavam sobre a importância do NÃO, do fracasso e principalmente do estado de fluxo: onde você consegue dominar uma habilidade, e que algumas habilidades você só adquire praticando, e a prática significa também se expor ao medo várias vezes até que você se familiarize com aquilo. Terminei de assistir com um sentimento melhor e decidi fazer um teste com Rodrigo, sabendo que teria risco de ser rejeitada (e na verdade eu esperava que ele me desse um sinal de rejeição para que eu entendesse que tudo bem ser rejeitada). Ele respondeu bem a mensagem, que dizia para levar nossas cachorras ao Parcão na semana que vem. Ele topou, mas tive a impressão que, talvez, a afirmação dele fosse por educação. Há 2 semanas que ele sai com os amigos e não me inclui e nem me chama para sair só com ele. Tempo ele tem, disposição ele tem, só não há prioridade e não me parece que eu seja a dele. Apesar da resposta positiva dele, de uma conversa aparentemente divertida, eu não me senti feliz. Foi um sentimento chato de derrota e um caimento de ficha me dizendo para desistir daquilo, que eu era uma mulher que trabalhava apenas com investimentos e bons retornos. Assim como eu estava de saco cheio de esperar atitudes dele, ele também deveria estar de saco cheio de mim e nenhum dos dois sabe o porquê um insiste no outro. Eu queria estar errada nessa afirmação, na verdade, espero estar errada, mas é o sentimento que tenho. Ando irritada com isso, bastante. E quanto mais fico irritada, mais vejo que não estou preparada e mais vejo erros que cometi sendo escancarados: coisas que não devia ter dito, atitudes que não devia ter tido, sentimentos que não deviam ter surgido. Então por hoje, eu desisti. Não de mim, eu desisti de investir nele. É muito chato abrir mão do que você quer, mas você precisa. Trate as coisas como elas são, e não como você gostaria que elas fossem. Não faz sentido dar importância a uma questão desgastada, você só gasta energia e abaixa o seu valor. Insistir em algo que eu VEJO que não está me dando bons frutos é assinar o atestado de que eu estou aceitando e negociando com a mediocridade. Lição Nº 1 das mulheres seguras e poderosas: elas não negociam com a mediocridade. Eu não estou dizendo que ele é um homem medíocre, pelo contrário. Ele é um cara massa, inteligente, bonito, íntegro. Mas eu não posso premiá-lo só por ser assim, ele precisa me oferecer algo, assim como preciso oferecer algo para ele também. No momento, não há troca. Se não há troca, não faz sentido. Hoje me dei conta também, que precisarei muito mais do que 10 dias para me tornar uma mulher segura. Vai ser um processo longo, desconfortável, cheio de descobertas, choros, mas tenho certeza que será um caminho de muito aprendizado, fé e o principal: consistência. Amanhã será um dia melhor. Mulheres poderosas também têm dias ruins. UPDATE: tá todo mundo lascado na minha mão porque eu sou e estou me sentindo uma mulher poderosa, fantástica, autoconfiante, segura, bem sucedida amorosamente, profissionalmente, intelectualmente. Tudo isso por causa de um TEDx Talks.
Dia 6: Era um sábado, eu acordei ansiosa. Não lembro bem como foi o detalhamento de emoções durante o dia, talvez seja porque eu tenha passado o dia inteiro vendo filmes e isso tenha desviado o meu foco da ansiedade. Lembro que assim que terminou o terceiro filme do dia, já era início da noite e eu resolvi falar com ele através de uma mensagem divertida. Ele demorou um pouco a responder. A princípio, iria passar o resto do dia em casa, mas me dei conta que precisava fluir a energia de algum modo: eu estava o tempo todo em casa, presa num looping de vídeos e obcecada com minha própria autoconfiança e segurança e tentando driblar e superar fracassos. Eu havia criado um diário de detox que eu nem ao menos consegui fazer por 5 dias. Resolvi sair com meus pais. Ele respondeu, eu demorei um pouco a responder de propósito e pensei: “bom, se ele esteve me procurando, é porque ele queria que eu aparecesse. Pois bem, vou me fazer aparecer, se ele quer tanto”. Mandei uma mensagem mais ou menos assim: “opa, ia te chamar pra tomar um chope, mas você demorou e eu acabei fazendo outros planos. Mas não tem problema, compensamos outro dia. Terça ou quarta?” e assim ele respondeu que nesses dias ele não poderia, mas que poderia na sexta. Então concordei, ele perguntou o que eu estava fazendo, e eu sumi. Bom, quando resolvi responder e dizer o que eu estava fazendo, ele citou que a amiga dele estava onde eu estava e ele tinha pensado em vir também, mas preferiu ter ficado em casa. Eu fiquei com ciúmes e fui no banheiro vomitar. Eu alucinei que fosse uma mulher que ele tivesse conhecido e tivesse se interessado, alucinei que ele poderia conhecer outras mulheres. Então eu decidi que não iria responder, que iria me acalmar, ir dormir e ficar bem. Afinal, poderia ter sido realmente só uma amiga mesmo, ele é uma pessoa que faz muitos amigos. No outro dia eu pensaria com mais cabeça, menos ciúme. Estava claro que todos esses dias de detox sendo quebrados, a estratégia deveria ser mudada, porque o objetivo não estava sendo mais o mesmo e eu no fundo, nunca quis que fosse só ele. Eu precisava ser mais honesta comigo mesma.
Dia 7: acordei, tentei tomar ciência do meu dia, do que eu estava sentindo. Me senti ansiosa em respondê-lo logo, mas então eu pensei que isso seria desleal com quem eu sou: eu nunca me sinto ansiosa em responder ninguém no WhatsApp e eu não teria necessidade de fazer isso logo agora. E não fiz. Meu primo Dante chegou na casa da minha avó, eu brinquei com ele a manhã inteira, almocei, e só então respondi. Ele reclamou que eu deixei ele no vácuo por 13 horas, mas logo retomei a conversa com bom humor. Ele me perguntou se eu estava na casa do meu avô e eu disse que sim. Depois disso, perguntou se eu queria tomar um chope no Mercado da Encruzilhada mais tarde, mas eu já havia me comprometido com meu primo (e também comprado o ingresso) a assistir Toy Story com ele, então sugeri que próximo domingo nós fôssemos e almoçássemos por lá. Ele concordou, ainda que eu ficasse desconfiada da resposta dele. Fui ao cinema, comi no McDonalds. Adorei o filme inclusive, finalmente eu estava saindo daquela energia estagnada dentro de casa, sem olhar mensagens, sem postar nada, sem responder ninguém. Voltei para casa umas 10 horas da noite, liguei o celular. Havia uma mensagem dele me falando uma besteira, eu respondi. Fui olhar os stories dele. Ele não estava em casa, estava numa festa de São João. Eu imaginei que ele gostaria de sair de casa, mas dessa vez, não fiquei incomodada e me senti feliz por isso. Sim, ele poderia estar com outra moça ou até mesmo conhecer outras moças, ou até mesmo estar entre amigos de verdade. Isso eu nunca saberia. A única coisa que eu sabia é que eu tinha passado meu dia em família, dando atenção para pessoas que realmente importavam, inclusive dando atenção a mim mesma, ou seja, eu estava validando meus valores e não há atitude mais nobre que essa. Percebi que meu compromisso não era mais me sentir apenas uma mulher autoconfiante e segura, mas TAMBÉM que era necessário eu abrir mão da minha desconfiança excessiva e meus ciúmes. Eu fui dormir feliz, grata por saber que um story que provavelmente me deixaria alucinando e querendo tomar domínio da situação mesmo sem eu ter, me deixando nervosa, não me atingiu, não me afetou. E isso foi o suficiente.
Dia 8: O oitavo dia não foi um dia ansioso. Pareceu um dia com cara de domingo porque foi feriado e eu estava em casa. Eu particularmente não gosto de dias assim. A única coisa que me deixou com uma pulga atrás da orelha foi que ele estava demorando a responder e eu fui fuçar no Instagram mais informações, mas nada que me deixou noiada, muito pelo contrário, eu só estava um pouco insegura mas nada que me tirasse do prumo, isso foi bom. Inclusive estou escrevendo isso aqui só por razão de registrar o que fiz ontem, porque no momento que estou contando, estou sentindo uma sensação de distanciamento emocional da minha parte, despreocupação e desapego e fico muito feliz por estar sentindo isso. Demorei muito para respondê-lo, ele também demorou. Passei a tarde toda assistindo vídeos no YouTube que eu saberia que me promoveriam uma segurança emocional maior até para me proteger e proteger minha confiança. De noite, jantei com minha mãe e meu irmão, conversamos, tomei banho, lavei a louça e só então respondi ele. Para minha surpresa conversamos mais do que o habitual e isso também me deixou muito feliz, eu diria até que cega de felicidade, o que me deixou um pouquinho preocupada. Comecei a pensar que chegar até aí era o que eu sabia fazer e depois disso, eu teria que ser mais inteligente, pois a excitação talvez atrapalhasse o desenrolar da história e meu medo é que eu fizesse coisas que já sou habituada a fazer quando estou feliz: buscar mais e mais, abrir espaço, ampliar minha felicidade dentro daquele campo. Não que eu deva reprimir minha felicidade, mas no momento, eu precisava controlar minha excitação e agir com inteligência, paciência e sabedoria. Eu precisava de uma nova estratégia. Eu precisava mudar meu repertório, o meu cérebro já conhece esse repertório durante anos e é nisso que eu acabei ficando boa em fazer. Hoje, esse repertório não me serve mais. É por este motivo que tenho buscado coisas novas, é por este motivo que tenho estudado, buscado, testado. E mais uma vez, adentramos no ponto deste detox: é sobre mim, não sobre nenhum homem. Espero estar indo no caminho certo e, sim, acredito estar nele. Liguei o Tinder, liguei o Happn. Não existe só ele de homem no mundo. Eu precisava treinar. Ligar os aplicativos me dá um certo cansaço, afinal, passei 5 anos da minha vida ligando e vivendo as mesmas histórias. Mas algo me diz que dessa vez é diferente. Pés no chão, Domi. Você é segura, autoconfiante, é consciente dos seus valores e terá um homem que não é seu capacho, é um homem que te enxerga como mulher e assim como você, também busca parceria porque possui a mesma carga que você. Foi assim que eu rezei, foi assim que agradeci e foi assim que dormi.
Dia 9: Não foi um dia produtivo, o que me deixou um pouco (muito) chateada, mas pode deixar que eu vou resolver isso já, já. O que me deixou alegre hoje foi falar com Thaís, que há muito tempo eu não falava e nem a via e principalmente ter descoberto o meu questionamento maior desta busca: o porquê eu era uma mulher insegura. Bom, eu descobri. Estava almoçando, pensando sobre a vida, pensando em como eu estive lidando com esta questão de me tornar uma mulher segura, lembrando que ter visto os stories dele numa festa não me aborreceu tanto como normalmente me aborreceria e me tiraria do prumo, me dei conta que a minha insegurança partia de uma necessidade de controle e domínio das coisas externas, ou seja, que não dependiam de mim, e principalmente eu me permitir ser explosiva, emotiva e ser controlada pelas minhas emoções e paranoias, entrar em loopings de pensamentos os quais eu apenas alucinava, ou seja, eu não mandava em mim, eu não mandava nas minhas emoções e nem nos meus pensamentos, e consequentemente tampouco nas minhas atitudes, o que era o mínimo. Ora, eu gastava energia em querer controlar os outros e o externo se eu não conseguia nem ter domínio sobre mim mesma. Quando decidi abrir mão do domínio e controle externo e prestar mais atenção no único fator que eu poderia controlar, no caso, eu mesma, esta questão na minha mente se esclareceu de uma forma absurda. O tempo todo eu estive fazendo isso errado. E que bom que eu descobri, que bom que agora eu dei mais um passo. É exatamente esta resposta que estive procurando durante bons e longos dias. É impressionante o que o estudo e o autoconhecimento podem fazer para transformar você. Em 9 dias eu abri mão do domínio, do controle, da possessividade, dos ciúmes e da desconfiança excessiva porque todas essas características geram a insegurança e retardam e/ou impedem o despertar de uma mulher autoconfiante e segura de si, uma mulher que tem total ciência e autodomínio. Eram exatamente essas características que me impediam de evoluir. Não me arrependo nem um pingo deste processo de mudança. Eu sabia desde o começo que seriam 10 bons e longos dias enriquecedores. Amanhã teoricamente é o meu último dia de detox, mal posso esperar para saber o que vou descobrir amanhã. Só sei que irei colocar essa mulher poderosa para ser vista pelo mundo LOGO. Foi assim que eu mereci: brilho e sucesso.
Dia 10: Teoricamente hoje seria o dia de finalizar o detox, que no fim das contas não houve, mas em compensação teve muito crescimento pessoal e eu sou muito grata por isso. Para minha surpresa, hoje eu e ele conversamos muito, o que me deixa um pouco em estado de alerta para não desviar das estratégias e nem dos objetivos. Por outro lado, sei que cada atitude minha para insistir e ter paciência valeu a pena, pois estou vendo com meus próprios olhos os frutos que estou colhendo a partir disso, ou seja, isso quer dizer que se eu continuar seguindo com o plano e sendo inteligente, vai dar tudo certo. Hoje falhei um pouco no meu objetivo de cumprir minhas responsabilidades, mas não surtei e nem surtarei. Tenho plena consciência de que a culpa foi minha mas que eu posso sim resgatar a mim mesma, corrigir este erro e estabelecer consistência nos meus atos e este será a partir de hoje o meu novo desafio. A minha intenção aqui é estar totalmente consciente da minha vida e me responsabilizar por tudo o que eu faço, sair do piloto automático e fazer porque eu sei que preciso fazer e porque eu estou me ordenando fazer. Quantas coisas na nossa vida nós não fazemos por puro fluxo? Por conselho de parentes e de amigos, mas não escutamos a nossa própria consciência e fazemos de tudo para retirar um pouco o peso das nossas responsabilidades das nossas costas? As escolhas, no fim das contas, serão inteiramente suas. Eu sou dona da minha vida para tudo. É esta consciência que vim desenvolvendo esses dias e irei desenvolver ainda mais. O que me importa sou eu mesma. Eu preciso engrenar a minha vida profissional de alguma forma. Sim, o objetivo continua sendo ser uma mulher segura e autoconfiante, merecedora e digna de todas as coisas boas na vida, já comecei a fazer isso no campo dos relacionamentos e tenho ralado bastante para estudar como funcionam as relações, mas eu também preciso criar estratégias para deixar os meus hábitos na minha rotina mais consistentes para que o meu profissionalismo flua. Houve uma semana que eu fiz várias coisas e me senti realizada por isso, mas durou apenas uma semana. Não basta querer fazer mudanças radicais em apenas uma semana da sua vida, elas não se sustentarão por muito tempo. A minha busca por autodesenvolvimento existe, é genuína e lutarei para me tornar a melhor pessoa que consigo ser. Como eu disse neste diário, 10 dias não serão suficientes para me emancipar e me firmar no resultado. Os 10 dias de detox acabaram, mas virão mais 50 dias de autodesenvolvimento, independente de detox ou não, a conversa aqui não é mais sobre homem nenhum, é sobre mim. E é por este motivo que darei continuidade a este diário como registro das minhas conquistas e dos meus novos conhecimentos adquiridos nesta busca como mulher. Um beijo da Domi para todas as mulheres poderosas.