A Bíblia do Marketing Digital
Capítulo 1 - A internet do consumidor
“O primeiro capítulo é uma introdução, onde apresento uma visão geral da evolução da Internet e do consumidor conectado a ela.” (pág.19).
“Com o seu nascimento, a Internet trouxe para o mundo dos negócios uma grande novidade: o acesso instantâneo às informações sobre produtos e serviços.” (pág. 19)
“Assim cresceu a Internet, um grande catálogo eletrônico, que servia como meio de comunicação entre os consumidores e as empresas, os estudantes e as universidades, os leitores e a imprensa, os que queriam informações e os produtores das valiosas informações.” (pág. 20)
“O que vou procurar neste primeiro capítulo é que não adianta ignorar a Internet, pois os 48 milhões de consumidores brasileiros que estão conectados a ela vão continuar existindo, se comunicando e expandindo o seu poder.” (pág. 21)
“Novas tecnologias e aplicações, como os blogs, as ferramentas de busca, os fóruns, as redes sociais e tantas outras aplicações online foram utilizadas pelos internautas para, literalmente, assumir o controle, a produção e o consumo da informação, atividades antes restritas aos grandes portais e empresas.” (pág. 24)
“[...] a grande mudança na Internet não foi de tecnologia, mas de paradigma. Não há mais separação entre produtor e consumidor. Não há mais exclusividade de produção nem na mídia nem no software. E o mais importante: não há mais distinção entre informarão, entretenimento e relacionamento.” (pág. 24 e 25).
“A Internet se transformou, pela ação do próprio consumidor, em uma rede de pessoas, uma mistura de escola, parque de diversões e festa, algo com uma grande colmeia.” (pág. 25)
“O consumidor on-line é a mesma pessoa, de carne e osso, que está na vida real lendo uma revista ou assistindo televisão. Mas quando ele entra na internet, quando ele está on-line, surgem comportamentos que muitas vezes ele não apresenta na vida real por estar limitado pelas restrições de tempo, espaço ou dinheiro.” (pág. 30)
“O consumidor, quando está conectado a Internet, tem basicamente três desejos, três necessidades, que são como um farol-guia e nos ajudam a entender seu comportamento. Essas três necessidades, criadas e satisfeitas pelo próprio consumidor, são: informação, diversão e relacionamento.” (pág. 30)
“As redes sociais consistem em um fenômeno e, junto com os blogs e outros sites colaborativos, criam as chamadas mídias sociais. Elas integram perfis e comunidades, criando para o consumidor uma agradável sensação de proximidade com todos. Formam um fenômeno em constante ascensão e, por serem colaborativas em sua essência, estão em constante transformação.” (pág. 31)
“A descrição da melhor forma do uso de estratégias como o marketing de conteúdo ou o e-mail marketing leva em consideração as regras informais de cada um dos meios em que essas ferramentas serão usadas.” (pág. 32)
“Há milhões de sites na Internet, milhares de informações iguais às que seu site oferece e centenas de empresas iguais à sua, com sites oferecendo a mesma coisa. Ou você preserva a experiência de navegação do usuário ou ele partirá rapidamente, com um clique, em direção a um site que o respeite mais.” (pág. 33)
“A comunicação, o marketing e a publicidade online devem atingir pessoas, seus corações e suas mentes, e não seus computadores. Estamos tratando de pessoas, não números. Nunca esqueça isso.” (pág. 35)
“Crie sempre formas de ouvir os consumidores online
e de dar importância a cada um que escrever ou comentar.” (pág. 37)
“A Internet começou como um conjunto de websites. Um conjunto de páginas com texto, imagens e hiperlinks que permitiam o acesso, por intermédio de um navegador, ao conteúdo que o “proprietário do website” criava.” (pág. 40)
“A Internet obviamente é um reflexo da sociedade, mas tem suas regras de interação próprias. Assim, é de se esperar que diferentes gerações usem mais ou menos este ou aquele ambiente on-line, assim como as pessoas, com suas preferências por essa ou aquela atividade, também se distribuam de forma diferente em vários ambientes.” (pág. 43)
“A Internet é uma rede de milhões de pessoas, de todas as classes sociais, que buscam informações, diversão e relacionamento e que comandam, interagem e interferem em toda e qualquer atividade ligada à sociedade e aos negócios.” (pág. 44)
Capítulo 2 - Conceitos do Marketing Digital
“Não se esconda atrás da ideia de que é possível fazer marketing sem a Internet. Não se iluda, achando que criar um site resolve seus problemas.” (pág. 45)
“A rede é de fato criada e organizada por uma infinidade de empresas e pessoas que implementam pequenas partes do todo, sem que ninguém tenha o controle completo.” (pág. 48)
“O que o navegador faz, a partir do endereço digitado (a URL), é localizar o site utilizando o DNS, um serviço de diretório que contém a localização dos sites. Uma vez localizado o site, o navegador obtém informações dele e as exibe em sua tela.” (pág. 49)
“Quando você pesquisa no Google, as palavras que você digita na pesquisa são chamadas de palavras-chave. O resultado da busca é chamado de busca orgânica. Os anúncios pagos que aparecem juntos a essa busca são chamados de links patrocinados.” (pág. 51)
“O conjunto de sites que fazem parte do programa AdSense é chamado de rede de conteúdo. Esse nome vem do fato de que, em vez de palavrasvchave, o Google utiliza o conteúdo do site para determinar os anúncios que serão exibidos.” (pág. 52)
“Os mashups são misturas de partes de outros sites, além de serviços online,
na construção de um site.” (pág. 54)
“Já os widgets são aplicações criadas para rodar livremente em diversas plataformas.” (pág. 55)
“O crowdsourcing é um neologismo para o ato de entregar para uma fonte indefinida, composta por um número grande de pessoas, uma tarefa que seria normalmente realizada por um empregado ou empresa.” (pág. 57).
“O código aberto quebrou diversos paradigmas ao apresentar um modelo comercial colaborativo onde todos ganham e a propriedade intelectual e a experiência profissional são compartilhadas. O código aberto pode ajudar muitas empresas a reduzirem seus custos e pode aumentar a velocidade de implantação de suas ações de marketing, devendo sempre ser considerado seriamente como a melhor alternativa.” (pág. 60).
“Ao contrário da mídia tradicional, em que o controle é dos grupos empresariais, na Internet o controle é do consumidor. Assim, mesmo que você não participe dela, seus consumidores estão lá, falando sobre seus produtos e serviços, comparando sua empresa com as da concorrência, e, finalmente, buscando formas de se relacionar com sua marca.” (pág. 61)
“Se você não investir em marketing digital, você não só estará abrindo mão de falar sobre a sua empresa para seus consumidores como estará deixando abertas as portas para que todos falem da sua empresa sem que você tome conhecimento ou possa participar do processo. Portanto, não se iluda: diferentemente das outras mídias, a Internet afeta seu negócio independentemente de sua vontade.” (pág. 61)
“A visão baseada em comportamento permite entender também que o consumidor está inserido em uma rede social para se relacionar e, portanto, está menos suscetível à publicidade do que quando está frente à televisão. Daí a necessidade de uma estratégia de marketing baseada em relacionamento [...]” (pág. 67)
“Assim, o marketing digital completo deve ser composto por sete ações estratégicas: marketing de conteúdo, marketing nas mídias sociais, marketing viral, e-mail marketing, publicidade on-line, pesquisa on-line e monitoramento.” (pág. 70)
“Resumindo: o marketing digital deve ser encarado como um conjunto de setes ações estratégicas, cada uma criando ações táticas e operacionais, de forma coordenada e interdependente, gerando sinergia e resultados.” (pág. 72)
“As mídias sociais, assim como outras mídias, são muito importantes para qualquer estratégia ou ação de marketing. No Brasil, mais de 80% dos internautas participam de algumas mídias ou rede social, de modo que elas devem ser entendidas e consideradas em qualquer atividade empresarial.” (pág. 75)
“A publicidade na Internet se iniciou a partir dos banners publicados em sites, copiando o modelo dos anúncios publicitários veiculados na mídia exterior (outdoor) e imprensa. Com o tempo e as novas tecnologias, porém, os banners ganharam animação, interação, som, vídeo e muitos outros recursos. Além disso, novas alternativas surgiram, como os widgets, o podcast, o videocast e o game marketing, e ferramentas como o Google Adwords passarama veicular banners com tecnologia Flash. A publicidade online cresceu muito além dos tradicionais banners.” (pág. 78)
Capítulo 3 - Marketing de Conteúdo
“As ferramentas de busca, em conjunto com os blogs, transformaram as pesquisas por produtos em pesquisas por informações. Elas se especializaram cada vez mais em encontrar sites, capturar seu conteúdo e relacionar o conteúdo a palavras-chave, a fim de apresentar um resultado muito mais rico e útil para quem pesquisa. Os blogs se especializaram em publicar conteúdo relevante sobre assuntos específicos, e como são milhões de blogs, eles formam uma enorme biblioteca de conteúdo.” (pág. 83)
“O consumidor passou a buscar informação útil e relevante, ou seja, conteúdo, antes de qualquer outra coisa. O conteúdo pode vir no formato de texto, comparação entre produtos, comentários sobre produtos, vídeo, áudio etc. Não importa o formato: tudo acaba sendo informação para o consumidor.” (pág. 84)
“O marketing de conteúdo é o uso do conteúdo em volume e qualidade suficientes para permitir que o consumidor encontre, goste e se relacione com uma marca, empresa ou produto. Portanto, marketing de conteúdo é uma das ferramentas on-line disponíveis para utilização em sua estratégia de marketing.” (pág. 87)
“A ideia é gerar conteúdo genuíno, útil e relevante para o consumidor, isento de interferência comercial. É ser útil de fato, como uma rádio informando o melhor caminho em um momento de congestionamento, ou um canal de televisão divulgando informações de prevenção em um momento de epidemia. (pág. 87)
“A informação que ele [público-alvo] busca é diferente do conteúdo que deve ser produzido. O conteúdo deve ajudar o consumidor a localizar as informações nas ferramentas de busca e deve ajudá-lo, de forma sincera e relevante, a obter a informação desejada.” (pág. 90)
“Em geral o blogueiro profissional desenvolve um bom entendimento da Internet, dos leitores, do marketing viral e de como promover seu blog. Mas, além disso, ele escreve bem. Não como um jornalista ou um escritor, mas escreve bem para o consumidor da Internet. Em geral, conhece as ferramentas de mídias sociais e participa ativamente do que chamamos de blogosfera, o universo dos blogs e blogueiros.” (pág. 95 e 96)
“[...] o marketing de conteúdo tem que ter, antes de tudo, um público-alvo. Trabalhar com múltiplos temas e assuntos dispersos é para os blogueiros profissionais, que querem ganhar tráfego e notoriedade. Empresas precisam buscar exposição através do relacionamento com seus clientes.” (pág. 102)
“O marketing de conteúdo tem que ser ativo. Estamos falando de relacionamento. Seu cliente quer interação, não conteúdo estático. O problema mais comum com os blogs empresariais é que eles simplesmente não são atualizados. Isso afasta os usuários e não cria fidelidade. Se você não tem o recurso imediatamente, contrate ou terceirize, mas garanta a alocação de recursos para a atualização permanente do conteúdo.” (pág. 102 e 103)
“Monitorar é uma atividade tão importante quanto publicar informações. Você tem que conhecer o volume de visitantes, o que foi mais lido, como foi encontrado e todo tipo de informação que permita aprimorar o conteúdo.” (pág. 103)
“[...] esta lista rápida de dicas para aumentar sua exposição na Internet:
Defina o público-alvo, de forma clara e específica.
Planeje o conteúdo [...].
Aloque os recursos necessários à execução do planejamento e à produção constante de conteúdo.
Faça seu blog ser útil e ativo [...]
Divulgue constantemente seu blog, ajudando a divulgação de seu conteúdo por meio de mídias sociais [...]
Tenha um conteúdo que seja relevante para a comunidade de seus clientes, sempre se preocupando em manter um conteúdo atualizado e útil para seu público.
Mantenha o foco, resistindo à tentação de misturar propaganda ao conteúdo e criando textos sem interesse.
Monitore, monitore e monitore. Não se esqueça nunca disso.” (pág.109).
TORRES, Claudio. A bíblia do marketing digital. São Paulo: Novatec Editora, 2009.
Cláudio Torres é graduado em Engenharia Eletrônica pelo ITA, tem mestrado em Sistemas pela USP e cursou pós-graduação em Marketing na Suécia. Atua como consultor, palestrante e professor em marketing digital e mídias sociais, e desenvolve campanhas publicitárias na Internet para várias agências de publicidade.