A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho
ANDERSON, Chris. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de nicho. Disponível <http://lelivros.space/book/baixar-livro-a-cauda-longa-chris-anderson-em-pdf-epub-e-mobi/>
Capítulo 1
No capitulo um do livro, o autor explica que os modelos de negócios sofreram uma mudança na lucratividade, a era de somente hits acaba e o mercado voltado para nichos surge com força. Essa mudança se deve ao espaço de venda online. As lojas físicas são limitadas a certas variáveis, como o tamanho do espaço físico, obviamente existe um limite de produtos que podiam ser expostos, onde só cabia as prateleiras os produtos que eram consumidos por grandes públicos, os hits, uma vez que a venda dos produtos deve cobrir a fabricação, marketing, espaço de venda e gerar lucro, esses produtos para pequenos grupos não interessariam as grandes redes mercadológicas.
Outra limitação das lojas físicas é seu alcance de consumidores, a variável de localidade, o autor usa o termo “tirania da localidade” para falar sobre como até mesmo produtos que teriam bom sucesso no público geral ainda esbarram na barreira do varejo local. O autor usa o exemplo de filmes indianos, uma que cerca de 1,7 milhões de Indianos vivam nos Estados Unidos, apenas dois cinemas exibiram um filme que foi destaque no ano. (p. 2).
Uma vez que o mercado online quebra essas barreiras, foi possibilitado o desenvolvimento rentável de um “mercado sem fim”. O autor explica que, ao observarmos um gráfico de vendas, vemos que os hits são o ápice da curva que só decresce ao ponto de não parecer que o lado direito não possui números significativos. Porém o grande número de produtos faz com que mesmo o que está na parte mais baixa do gráfico renda bastante dinheiro, pois são grandes quantidades de produtos adquiridos, mesmo que singularmente tenham um volume baixo de venda. Temos então a Cauda longa.
A cauda longa, segundo o autor, é explorada por diversos segmentes, por exemplo, o Google ganha boa parte do seu dinheiro com propagandas de pequenos negócios e não grandes empresas.
"Esses negócios com espaço infinito nas prateleiras efetivamente aprenderam as lições da nova matemática: um número muitíssimo grande (os produtos que se situam na Cauda Longa) multiplicado por número relativamente pequeno (o volume de vendas de cada um) ainda é igual a um número muito grande."
Capítulo 5 - Os novos produtores
Neste capítulo o autor fala sobre as formas de produção colaborativa, usando o termo “Pro-Am” para falar de “uma era que os profissionais e amadores trabalham lado a lado”. Esse termo foi criado pelo Demos, centro de altos estudos inglês, para a ajuda que amadores de astronomia fornecem para os profissionais e seus centros acadêmicos. Segundo o autor, a astronomia se tornou uma das áreas mais democratizadas da ciência, e esse efeito também tem se estendido a outros campos.
Essa participação de amadores e a abertura em certo níveis desses campos são frutos da democratização das ferramentas de produção. “A consequência de tudo isso é que estamos deixando de ser apenas consumidores passivos para passar a atuar como produtores ativos. E estamos fazendo por puro amor pela coisa(...)”.
Um ícone de sucesso do trabalho cooperativo é a Wikipédia, disponível gratuitamente e feita por especialista, amadores e pessoas comuns que possuem conhecimento sobre algum assunto. O autor explica que a Wikipédia trabalha com estatística probabilística, e que esse tipo de sistema “se beneficia (m) da sabedoria das multidões e, em consequência, podem aumentar de escala, tanto em amplitude quanto em profundidade." Em tese é a maior enciclopédia do mundo: maior, mais atualizada e em certos níveis mais profunda. Obviamente, nem todos os verbetes são tão bem elaborados como os mais procurados, por exemplo, mas ela continua a evoluir pelo trabalho dos colaboradores.
Por que as pessoas aceitam e se propõem a fazer trabalhos sem perspectiva de serem remunerados? O autor explana que a motivação para a criação no topo da Cauda e no final dela é a mesma: No início a economia monetária tradicional e no final uma economia não-monetária e no meio uma mistura dos dois. O topo são produtos feito para vendar, a fonte de renda dos produtores. Na parte baixa o autor explica que por não ser a fonte de renda, as pessoas criam por diversas razões “As pessoas criam por (...) expressão, diversão, experimentação etc. A razão por que o fenômeno assume características de economia é a existência de uma moeda no reino capaz de ser tão motivadora quanto o dinheiro: a reputação. “
“Desde cineastas até bloguistas, produtores de todos os tipos, que começam na cauda, com poucas expectativas de sucesso comercial, podem dar-se ao luxo de correr riscos, pois têm menos a perder. Não há necessidade de licença prévia, de plano de negócios nem mesmo de capital. As ferramentas da criatividade agora são baratas e, ao contrário do que imaginávamos, o talento se distribui de maneira mais dispersa. Sob esse aspecto, a Cauda Longa talvez se transforme na área crucial da criatividade, lugar onde as ideias se formam e se desenvolvem, antes de se transformarem em sucessos comerciais.”
Autor e Livro
A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho foi escrito pelo britânico Chris Anderson. Nascido em 9 de julho de 1961, em Londres, e mudou para os Estados Unidos quando tinha cinco anos. O autor já foi editor-chefe da revista americana Wired, onde ficou até 2012, também trabalhou nas revistas Science, Nature e The Economist. Fundou a 3D Robotics, hoje uma das maiores fabricantes de drones do mundo.
Chris Anderson
Considerada sua maior obra, o livro foi lançado em 2006, uma expansão do artigo, Cauda Longa, publicado em 2004.
Livro: A Cauda Longa - do mercado de massas para o mercado de nichos
(capítulos 1 e 5)
O texto busca apresentar questões que mostrem o novo modelo de mercado que acontece atualmente.
No primeiro capítulo, o autor parte do princípio apresentando um dos hábitos dos consumidores, que tem crescido de forma significante e tem modificado o mercado: a divulgação boca a boca online, que tem gerado ‘um loop de feedback positivo’; que tem feito as pessoas irem além dos grandes dos grandes sucessos, em busca de algo mais.
“Os consumidores estão mergulhando de cabeça nos catálogos, para vasculhar a longa lista de títulos disponíveis (…). E quanto mais descobrem, mais gostam da novidade. A medida que se afastam dos caminhos conhecidos, concluem aos poucos que suas preferências não são tão convencionais quanto supunham (…)”.
Com isso, é apresentado as limitações desse mercado, tanto as de localidades (necessidade de haver um público) quanto as físicas (que restringem em quantidade a disponibilidade do produto), que são identificadas quando não há demanda sobre determinado produto. E, dessa forma, foi que a indústria passou a focar em grandes sucessos. Porém, essa economia levada por grandes sucessos acaba não abrangendo a todos, não havia a abundância existente hoje favorecida pelo mercado online, possibilitando que diferenças e minorias também tenham importância no mercado.
Dessa forma, acaba resultado um modelo de vendas que, ao ser apresentado em gráfico, aparece como se fosse uma ‘cauda’ infinita. O termo ‘cauda longa’, se refere aos produtos que não são grandes sucessos e que se encontram em baixa no número de vendas, no gráfico, porém, devido a sua enorme diversidade de opções - produz uma grande cauda ao gráfico – faz com que suas vendas movimentem a economia tanto quanto os grandes sucessos. Isso explica o fato que a medida que a demanda é focada em nichos, os hábitos do mercado vão sofrendo alterações por serem favoráveis ás indústrias.
“Ao superar as limitações da geografia e da escala, empresas como essas não só expandem seus mercados, mas também, o mais importante, descobrem outros mercados inteiramente novos.”
“(…) a parte de crescimento mais acelerado de seus negócios é a venda de produtos que não estão disponíveis nas lojas de varejo físicas tradicionais.”
“(…) um número muitíssimo grande (os produtos que se situam na Cauda Longa) multiplicado por um número relativamente pequeno (os volumes de vendas de cada um) ainda é igual a um número muito grande. E, ainda mais uma vez, esse número muitíssimo grande está ficando cada vez maior.”
“De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade.”
Já no quinto capítulo, o autor discorre sobre as plataformas digitais que possibilitam a ocorrência do fenômeno Cauda Longa, de forma acessível a todos, explicando assim sua eficiência. O que mostra que a democratização das ferramentas de produção, possibilitada pela internet, tem como consequência um processo de produção bastante participativo e amplo, onde a maioria dos produtores não são remunerados, já que as pessoas não produzem por motivações financeiras.
“Os blogs são uma forma de Cauda Longa, e é sempre um erro generalizar sobre a qualidade ou natureza do conteúdo na Cauda Longa - ela é, por definição, variável e diversa”
“As pessoas usarão cada vez mais a internet como primeiro estágio na publicação de seus trabalhos, seja livros, contos, trabalhos em andamento ou artigos sobre suas áreas de especialização”
“Uma das grandes diferenças entre a cabeça e a cauda dos produtores é que, quanto mais se desce na cauda, maior é a probabilidade de que se tenha de manter outro trabalho regular. E não há nada de errado nisso. A diferença entre produtores “profissionais” e “amadores” torna-se cada vez mais nebulosa e é bem possível que acabe perdendo a relevância. Não fazemos apenas aquilo por que somos remunerados, mas também aquilo que queremos. E ambos os tipos de atividades podem ser valiosos.”