ateatele:
- As coisas podem estar dificeis demais, mas se a gente ficar no lado negativo só vai piorar. – É uma boa filosofia que Hunk leva todos os dias da vida, muitas vezes ajuda a passar por vários dias pessimistas. Pensamentos positivos são uma das muitas coisas que ele levou de casa para Garrison e depois o Espaço.
- A minha? Também uma família enorme, mas moramos todos separados e nos reunimos o máximo possível. – O Paladino levou a mão para cabeça e coçou levemente a faixa laranja que mantinha nos cabelos escuros, um pequeno lembrete do lar. – Tenho irmãos e vários sobrinhos e até hoje não sei como carregar os menos sem ter um ataque de panico, todas as crianças são legais e divertidas até tentarem mexer nas minhas coisas… as minhas coisas explodem Keith, meu irmão até me falou que os filhos dele apostam quantas criações minhas eles conseguem explodir ou desmontar sem serem pegos!
- Meus tios me ensinaram a amar engenharia, meu pai a mecânica e minha mãe e avó a culinária, então acho que toda vez que eu faço alguma dessas coisas já me sinto em casa, como se eu fechar os olhos na cozinha quase consigo ouvir a minha mãe dizendo que algum dos pratos precisa de mais sal só pelo cheiro.
- E tem o Lance, ele é ótimo com os meus sobrinhos e os dele também. – E o olhar foi para o melhor amigo a distancia para logo voltar para Keith. – Minha irmã casou com um primo dele, de uma forma ou outra somos parentes. O casamento deles foi uma loucura, duas famílias enormes não iriam caber em uma igreja então foi ao ar livre, acho que tem fotos até hoje de nós dois chorando com um monte de cobertura no rosto na recepção.
- Acho que eu não falo muito da minha família por ter um pedaço dela aqui e isso me contenta, pode não ser a minhã mãe ou meus irmãos nem nenhum dos meus tios, mas é o meu melhor amigo e ele é da família,
Escutou pacientemente Hunk falar, sabia que ele e Lance eram próximos, mas não que chegavam a ser, de certa forma, parentes. Então, era realmente, mas realmente, mas oficialmente, uma família muito grande. Pelo gênio solitário que Keith desenvolveu ao praticamente ser criado apenas por Shiro, não se imaginava em fazer parte de algo com tantas pessoas assim. Pelo menos, não afetivamente.
Ficou em silêncio por um tempo após ouvir a história do amigo, sem saber como reagir exatamente a palavras tão puras. Tinha muito o que aprender sobre amizade e família ainda, tanto que, quando começou a pilotar para Voltron, era extremamente egocêntrico e Shiro tinha que lhe repreender por “não ser assim que um time funcionava”.
“Sabe, foi meio desesperador quando vi que estava prestes a perder Shiro. Voltron é uma família, sim, mas a ideia de não ter mais o meu mentor ali, o meu irmão, foi horrível. Acho que eu retornaria passos atrás, voltaria a ser temperamental e...” Lembrou de quando liderou Voltron pela primeira vez, foi um desastre. “Não sei do que seria Voltron.”
“Imagino como deve ser para vocês, ficando tanto tempo sem ver a família.”
















