“que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”
-Simone de Beauvoir
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“que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”
-Simone de Beauvoir
Naquela noite acesa de bandeirinhas e promessa,
te vi.
Não foi encontro, foi reconhecimento.
Como se teus olhos já soubessem o caminho
até os meus.
No meio do forró, do riso solto e da sanfona,
o tempo fez silêncio só pra gente caber.
E coube.
Teus olhos tinham história antiga,
dessas que a gente não lembra,
mas sente.
E eu, que nem pedi nada,
ganhei você,
presente quieto de Santo Antônio,
embrulhado em acaso
e entregue no instante certo.
Desde então, toda chama me lembra teu olhar,
toda festa parece te procurar,
e toda noite de São João
carrega um pouco de nós
sem nem saber. R
Se Deus não acreditasse em mim,
eu teria que aceitar o acaso,
engolir seco a ideia
de que você foi só um desencontro
que, por capricho do tempo, virou abraço.
Mas não cabe em mim essa explicação pequena.
Você é detalhe demais pra ser sorte,
é encaixe demais pra ser erro,
é presença demais pra ser passagem.
Então eu prefiro o impossível bonito:
acreditar que houve intenção,
que entre tantas vidas soltas no mundo,
alguém lá em cima decidiu cruzar as nossas mãos.
Porque é mais fácil crer em um poder supremo
do que aceitar
que você,
logo você,
foi só coincidência.
- Roberta
Eu vou sim te amar pra sempre, mas nunca mais eu quero deixar você fazer eu me sentir mal.
era você ou eu.
era amar você ou me amar.
era segurar sua mão enquanto você me destruia ou ir embora.
eu sinto muito.
entende ?
sacou?
Depois de você, tornou-se impossível chamar de amor qualquer coisa que tenha vindo antes.
Eu te deixei, quebrei todas as promessas que fiz.
Não fiquei pra sempre, não te aguentei até o fim, não passei o resto da vida do seu lado, não suportei tudo, não fiquei a todo custo.
Pronto karma, eu não te devo mais nada.
Obrigada maio
31
29
São 11 anos escrevendo sobre você.