Sujeito astuto esse tal de Zé,esperou e esperou até surgir a oportunidade de conseguir alguns minutos sozinho com a doce Manoela,ela namorava desde de mocinha com o mesmo carinha,aquele tipo que usa talquinho até os vinte anos de idade,mas ele vacilou e o Zé que tanto esperou,agora tava alí vendo ela chorar por um amor que nem era de verdade,eles cresceram juntos,mesma classe social e famílias tradicionais,uma coisa leva a outra e fizeram um casal,mas já vinham se debatendo a tempos, beijos o último foi em novembro,agora estourou de vez quando ela o pegou com a amiga Inês, não teve grito nem barraco,ela queria lá no fundo ficar livre para explorar outros mundos,quem sabe a boca do nosso herói,ele chegou de mansinho e trouxe um belo lencinho, que no começo era branco,mas guardou tanto tempo que já tinha amarelado,foi muito tempo com ela guardado enquanto ele via aquele amor arrastado,mas agora ele ia cercar,um lenço,uma palavra amiga,tipo ele que sai perdendo,ele não te merece,um ombro pra ela chorar,depois amizade assim no olhar, brincadeiras mais íntimas,toques, depois beijo,nada de se aproveitar ele pensava,casar e só depois o sexo,ela se acamou e pulou no pescoço do Zé e deu um beijo grudado, molhado e demorado,ele se assustou no começo depois viu seu plano ser acelerado,ela disse depois do ato, você é muito devagar,eu tive que terminar pra você me entregar esse lenço de volta,esqueceu que eu é que te dei quando chorava pequeno em minha porta,te amei desde aquele dias,mas você só se escondia em vez de vir me ver,a gente nasceu um pro outro, vamos casar um dia seu Zé.